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Fotos: Ivonaldo Alexandre/Gazera do Povo

Fotos: Ivonaldo Alexandre/Gazera do Povo / A parede berinjela deu colorido ao espaço gourmet da residência e combinou com os elementos da decoração. A cor está na moda e quem tem estilo ousado  pode apostar no tom A parede berinjela deu colorido ao espaço gourmet da residência e combinou com os elementos da decoração. A cor está na moda e quem tem estilo ousado pode apostar no tom
Tendências

As cores da moda

Pintar uma das paredes combinando com elementos da decoração da casa proporciona nova cara ao ambiente. Confira as cores mais cotadas em 2010

16/07/2010 | 00:12
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Já se foi o tempo em que uma casa tinha todos os cômodos da mesma cor ou utilizava apenas o monótono branco. Hoje, existe no mercado uma grande variedade de cores e as marcas apostam em tons diferentes a cada ano, baseando-se em tendências de moda mundial e de comportamento, tanto no âmbito econômico quanto social.

Pintar uma parede ou um cômodo proporciona uma atmosfera nova para o ambiente, é rápido e se consegue efeitos como o de diminuir ou ampliar o local, além da vantagem do custo: não é necessário mudar toda a decoração da sua sala e um galão pequeno de tinta consegue dar conta de, em média, 35 metros quadrados.

A arquiteta Mariana Ribeiro Brofman criou uma solução simples para um hall. Ela pintou uma das paredes de azul escuro e, para dar mais cor aos móveis neutros do ambiente, colocou diversos vasos de flores. “É algo rápido, bonito e barato”, diz. Cores fortes como berinjela, marrom, verdes e azuis fechados devem ser colocados apenas em uma parede. “Prefira deixar as outras com uma cor mais neutra e coloque algum elemento da decoração do mesmo tom da parede colorida”, ensina Mariana.

 / A cor preta ajuda a “fechar” ambientes. O tom cai bem em ambientes destinados a home theaters Ampliar imagem

A cor preta ajuda a “fechar” ambientes. O tom cai bem em ambientes destinados a home theaters

Efeitos

Textura sem papel de parede

Jeans, linho, bambu, palha, camurça e efeitos de textura como arranhado e fosco são algumas opções de tintas com efeitos. Porém, a aplicação é um pouco mais complexa do que as tintas comuns, já que cada uma exige ferramentas específicas (como aplicação com desempenadeira e pincéis do tamanho indicado pelo fabricante, além de produtos com base acrílica para o fundo). É mais difícil fazer a aplicação dessas tintas sem a ajuda de um profissional. “O resultado final fica muito melhor quando feito por um pintor. Ele saberá onde e como aplicar a tinta com efeito”, diz o arquiteto Carlos Lupatini. Outra dica dele é não utilizar texturas na casa toda. “É possível usar texturas diferentes na sala e no quarto, mas para dar harmonia utilize a mesma cor. Caso contrário é informação demais.”

É importante que a parede que receberá a textura esteja devidamente preparada, sem umidade, sujeira, partes soltas ou mofo. Produtos como gel para texturas finalizam o trabalho na parede e dão efeitos como envelhecido, perolizado, esponjado, manchado, entre outros. Quem quiser seguir a tendência de textura mais forte para 2010 deve apostar no camurça. “É muito sofisticado e bonito. É indicado para salas de visitas e de jantar, halls, dormitórios ou qualquer outro ambiente interno onde se deseja criar uma atmosfera aconchegante”, recomenda a coordenadora de marketing da Suvinil, Karina Mônaco.

Outra regra simples para as cores é observar o tamanho do ambiente. Cores escuras “encolhem”, enquanto as claras ampliam. “Em um quarto pequeno, deixe o teto branco e pinte com uma cor clara. Se a pessoa faz isso e compra algumas almofadas que coordenem com a cor escolhida, a renovação fica muito boa e sem grandes gastos”, comenta Gisele Laia, gerente de produto de pintura da Leroy Merlyn.

O arquiteto Dalton Vidotti alerta que a cor da parede da sala nunca deve ser a mesma do sofá. “Se fizer isso, o sofá desaparece do ambiente. Combine a cor com uma luminária, almofadas ou com elementos de decoração menores”. Ele ressalta que é preciso quebrar a tradição do branco, bege e tons neutros e arriscar em cores mais chamativas.

Para a casa combinar com o clima mais frio de Curitiba, o arquiteto aconselha usar tons quentes e que dão sensação de calor, como o laranja, amarelos e tons de terra. Caso o ambiente seja muito pequeno e peça cores claras, ele orienta deixar uma das paredes com um tom um pouco mais “queimado”. “Mas use com parcimônia, principalmente o vermelho. Se exagerar, a sala vai ficar parecendo o Corpo de Bombeiros”, brinca Vidotti. Para acertar as proporções de uma sala muito comprida, ele ensina a colocar cores escuras nas paredes menores. “Assim ela encurta e fica mais retangular. Se a sala é muito pequena e com móveis escuros, pinte tudo de branco e deixe a porta colorida. Assim, não se enjoa do ambiente e se consegue deixá-lo mais alegre”.

O escritório JL Arqui Design desenvolveu em parceria com a arquiteta Cristiane Mangrich Dias um projeto que, à primeira vista, pode assustar muita gente: uma sala de televisão pintada inteiramente com a cor preta. “O tom fecha bem o ambiente e é ótimo para esse tipo de espaço. Tenho usado em quarto e sala também, depende do estilo de cada um. Uma combinação clássica e que não cansa é o branco com o preto, fica muito bonita”, explica Lisiê Tavares, do escritório JL. Na mesma casa, foi projetado um espaço gourmet com uma das paredes berinjela. “Como a cliente era bem ousada e gostava de elementos diferentes, ela acatou as sugestões”.

O arquiteto Carlos Lupatini, do Lupatini Lima Ramos Arquitetos Associados, utilizou o azul claro em um quarto para uma casa de praia. “O tom remeteu a uma paisagem litorânea. Para diversificar os elementos, utilizei um mobiliá­rio mais moderno. O azul é uma cor agradável, relaxante e fica bem em ambientes de trabalho, quartos e em locais ligados à área de saúde.”

Outra cor tranquilizante presente em mais um projeto do arquiteto foi em um quarto lilás para uma cliente mais jovem, com uma das paredes com textura e desenhos em borboleta, desenvolvida por uma artista plástica. “Optei por trabalhar com mobiliário em cores neutras e com madeira de demolição e respeitei a sugestão de cor dela. Antes de ir por alguma tendência, é fundamental respeitar o que o cliente deseja.” Para não errar, caso a ideia seja o “faça você mesmo”, Lupatini indica que o melhor é manter a cor do ambiente neutra e trabalhar uma das paredes em um tom mais vivo. “Assim, a chance de não gostar do resultado final é muito menor.”

Estudos

A Coral, marca do grupo holandês AkzoNobel, detectou após um estudo mundial que levou em conta fatores como arquitetura, design, moda, artes e realidades econômica e social, a cor do ano de 2010. Batizada de “céu californiano”, o tom de azul, segundo o diretor de marketing da AkzoNobel, Benito Berretta, traz a ideia de regeneração, depois das turbulências econômicas vividas em 2008 e 2009. “Também tomamos como referência para o desenvolvimento das cores as semanas de moda de Milão e Paris”, explica o diretor. Bezerra destaca que os tons de vermelho e laranja puxados para o coral também estão na moda. “Essas cores expressam um futuro melhor e permitem diversão, esquecendo um pouco da crise pela qual passamos”.

A marca Suvinil aponta como tendência cores relacionadas aos sentimentos e atitudes humanas, com mudança nas tonalidades. “Os vermelhos apresentam-se com a delicadeza de nuances mais rosadas, como o nude, ou misturados com alaranjados. Os amarelos puxam para tons naturais do mel e do trigo, assim como o marrom, que reforça a influência da terra e das nuances do areia”, diz a coordenadora de marketing da marca, Karina Walter.

O azul e o violeta são outras duas cores que, segundo ela, serão bastante usadas neste ano. “O azul noturno chega com força, vindo das ruas em um intenso índigo blue. Os tons aquosos continuam e o violeta marca o momento de introspecção do ser humano”. A Sherwin-Williams, também por meio de estudos de tendências mundiais, aposta em uma paleta de cores batizada de rooted (enraizado), com tons terrosos inspirados em pinturas rupestres.

Tendência ou não, o fato é que, na hora de escolher um novo tom para a casa, o que deve ser levado em conta é o gosto pessoal. “Cor é emoção, e isso é de cada um. É importante ter um aconselhamento técnico, mas vá pela sensação que o tom lhe traz”, salienta o arquiteto Carlos Lupatini.

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