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Conheça a tecnologia que promete ser o futuro da construção civil

Softwares BIM são capazes de controlar custos, qualidade e impacto ambiental de uma obra desde a fase do desenho até o fim de sua vida útil

Considerada o futuro nos processos de projetos de arquitetura e engenharia, tecnologia BIM será debatida em encontro promovido pela AsBEA-PR em Curitiba. 
Imagem: Reprodução BIM ProjectConsiderada o futuro nos processos de projetos de arquitetura e engenharia, tecnologia BIM será debatida em encontro promovido pela AsBEA-PR em Curitiba. Imagem: Reprodução BIM Project

por Carolina Werneck*

30/04/2017

Controlar custos, qualidade e impacto ambiental de uma obra desde a fase do desenho até o fim de sua vida útil. Essa é a promessa do Building Information Moduling (BIM) para arquitetos, engenheiros e projetistas.

O 4º. Encontro de Tecnologia de Produção e Comunicação CAD/BIM, realizado nesta quinta-feira (27) pela Associação Paranaense dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA-PR) contou com três palestras sobre o tema. “A gente vinha falando muito de BIM nos encontros anteriores. Era preciso explicar por que, como e quando implantar. Queríamos tirar o medo dos profissionais de arquitetura e engenharia e mostrar que não estamos pensando daqui a cinco ou dez anos, mas nos profissionais de hoje”, afirma Keiro Yamawaki, presidente da AsBEA.

Mariana Macedo, desenvolvedora de negócios da BIMobject, foi a responsável pela primeira palestra do evento, que recebeu cerca de 50 participantes, de acordo com a organização. Para ela, engenheira civil de formação, a construção civil está passando por uma revolução que já deixa de ser gradual para se tornar compulsória. “A transição dos projetos feitos na prancheta para aqueles feitos no AutoCad foi muito lenta, mas agora ela começa a se acelerar muito. Vai ser assim também com a transição do AutoCad para o BIM”.

Visual de projeto feito com tecnologia BIM.

Visual de projeto feito com tecnologia BIM. Foto: Reprodução. 

Disponível em diversos programas, o BIM permite ao profissional de arquitetura e engenharia prever e evitar uma série de problemas de execução ao longo da obra. Também é possível calcular todos os custos e até mesmo diminuir o impacto ambiental do edifício. Armazenado virtualmente, o projeto torna-se um documento que contém todos os detalhes da construção, o que facilita eventuais modificações e reformas. A utilização do BIM pode até ajudar a fazer a análise energética de determinada obra. “Alguns desses programas conseguem dizer exatamente qual vai ser seu gasto de energia ao longo do ano. Dá para saber até o consumo de carbono que você vai ter por conta da quantidade de energia que vai ser consumida”, explica Mariana.

Embora o custo de implantação da ferramenta ainda seja alto para pequenos escritórios e profissionais autônomos, a tendência é que o BIM seja cada vez mais incorporado ao cotidiano da construção civil, substituindo programas amplamente utilizados. Finalizar edifícios no ambiente virtual antes de erguê-los na realidade parece ser um futuro já bem próximo. Sobre isso, Mariana aconselha: “construa duas vezes, mas construa certo”.

*Especial para a Gazeta do Povo

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