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Nova vila gastronômica no Centro de Curitiba evidencia cultura urbana e sustentabilidade

Mais do que um polo gastronômico, Vila Urbana se propõe a ressignificar o Centro da cidade por meio da apropriação do espaço público e da mobilização de pessoas por eventos culturais

Nova vila gastronômica no Centro de Curitiba tem previsão para ser inaugurada em junho. Imagens: Divulgação

por Aléxia Saraiva

06/04/2018

O curitibano saiu de casa, se apropriou das ruas e fez com que vilas gastronômicas e conjuntos de lojas a céu aberto virassem tendência mesmo em uma cidade marcada pelo tempo instável — mas isso já não é mais novidade. Agora, o conceito que apareceu primeiro em bairros da cidade chega finalmente ao Centro. Com previsão de inauguração para junho, a Vila Urbana terá 54 operações entre gastronomia e lojas, que funcionarão em contêineres.

Roselis Aguiar e Horácio Neto são os empreendedores responsáveis pela ideia. Eles apostaram nesse conceito ao perceber o potencial da união entre o tamanho do terreno — 2.800 m² — e sua localização, unindo a Rua José Loureiro à Rua Marechal Deodoro. Até o início das obras, o local funcionava como um estacionamento. “Quando vimos todo esse espaço, pensamos: vamos transformar [o local] não em um lugar para carros, mas para a convivência de pessoas. E isso traz um resgate e uma ressignificação do centro da cidade“, explica Aguiar.

Estruturas de colmeias protegem o espaço em dias de chuva. Imagem: Divulgação

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É com esse intuito que, além de um espaço de serviços e alimentação, a vila terá uma intensa programação cultural, com palco para shows e eventos que pretendem atrair os 41 mil moradores do entorno. Com um total de 800 lugares, o empreendimento é dividido em dois espaços: o piso da José Loureiro e um deque, como um mezanino, na altura da Marechal Deodoro. Ambos ficam ao ar livre, mas são parcialmente cobertos por estruturas metálicas que lembram colmeias.

Imagem: Divulgação

Sustentabilidade e cultura urbana

O projeto do empreendimento ficou por conta dos arquitetos Eduardo Petry, Fernanda Righetto e Marlon Littig. O foco de todo o conceito é na sustentabilidade. Por isso, várias soluções aparecem não só como estratégias de economia de energia, mas do próprio cerne da Vila Urbana. Um exemplo é a “cobertura jardim”: como forma de atenuar a temperatura dos contêineres, todos os 54 espaços serão cobertos por vegetação, que absorvem a água da chuva e funcionam como climatizadores naturais.

“Coberturas jardins” são marca da estética do projeto arquitetônico. Imagem: Divulgação

Além disso, as plantas aparecem como peça-chave na decoração de toda a vila, que conta com jardins verticais e arborização em todo o espaço. A ideia de cultura urbana que permeia todo o conceito é complementada por grafites que serão realizados por artistas locais.

Grafite e jardins verticais compõe a decoração, que remete à cultura urbana. Imagem: Divulgação

A sustentabilidade também aparece nas placas fotovoltaicas para produção de energia solar, no reaproveitamento da água da chuva e em todo o mobiliário escolhido, feito de material reciclado. Aguiar ainda complementa que a reciclagem e a redução de lixo será prática comum a todos os lojistas.

Mobilidade

A Vila Urbana vai contar com quatro andares de estacionamento, com capacidade para 120 carros. Atualmente, a obra está em andamento e alguns contêineres já foram instalados. O empreendimento funcionará no endereço da Rua Mal. Deodoro, 686.

Imagem: Divulgação

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