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Pesquisadores do Amazonas desenvolvem telha feita com fibras naturais

A peça sustentável pode melhorar a sensação térmica das residências que ficam nas regiões mais quentes do país

O protótpo da ecotelha deve ficar pronto em ate 12 meses. Crédito: Fapeam/Divulgação.O protótpo da ecotelha deve ficar pronto em ate 12 meses. Crédito: Fapeam/Divulgação.

por Agência Brasil

22/01/2016

Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) estão desenvolvendo o protótipo de uma telha sustentável, feita com fibras naturais da Amazônia, como a malva e a juta, e com uma argamassa que inclui areia, resíduos de cerâmica e pouco cimento.

Essa composição, segundo o subcoordenador da pesquisa, o doutor em engenharia João de Almeida Melo Filho, dá mais resistência ao material e pode melhorar a sensação térmica nas residências localizadas nas regiões mais quentes do país.

“Além de ter menos cimento em sua constituição, ela tem também areia, que se torna um material mais barato, além das fibras naturais. A matriz que utiliza o cimento é muito frágil. São as fibras naturais que vão dar a verdadeira resistência ao material. O conjunto que a gente chama de “material compósito” terá maior resistência mecânica e maior desempenho térmico devido ao uso de resíduos cerâmicos”, garante. Para o pesquisador, a telha sustentável terá boa aceitação pelos consumidores porque, além de ser mais barata, será parecida com as disponíveis no mercado.

João de Almeida acredita que a utilização das fibras naturais para a produção das ecotelhas também vai estimular o trabalho de produtores ribeirinhos.

“Como o cultivo dessas fibras é feito, principalmente, por comunidades ribeirinhas, sua utilização no desenvolvimento de um material de construção e a possibilidade de que seja usado em grande escala pode incentivar essas comunidades a produzir e aumentar sua renda.”

O pesquisador informou que o protótipo da ecotelha deve ficar pronto em 12 meses. Após esse processo, será necessário um patrocínio para adquirir o maquinário destinado à produção em larga escala. O projeto recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas.

A entidade concede R$ 50 mil, por meio do programa Sinapse da Inovação, para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

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