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Cada tinta em seu lugar

Na hora de comprar é preciso saber qual tipo de produto deve ser usado na superfície para ter boa cobertura e acabamento perfeito

Tinta acrílica é a mais usada em superfícies de alvenaria: facilidade de limpeza e baixo odor são as principais características

Tinta acrílica é a mais usada em superfícies de alvenaria: facilidade de limpeza e baixo odor são as principais características

por Gazeta do Povo

16/07/2010

A ampla variedade de tintas nas lojas pode ser desconcertante na hora de definir qual produto levar. Conhecer o uso de cada tipo de tinta é a única forma de fazer uma boa compra. “É importante que o consumidor entenda que utilizar a tinta correta evita problemas de reparo precoce na pintura e garante mais beleza ao ambiente”, diz o gerente de serviços ao mercado da Suvinil, Kleber Tammerik.

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A engenheira química, membro da Associação Brasileira de Química (ABQ), Silvana Carvalho explica que a moderna tecnologia de tintas eliminou muitos riscos na escolha do produto adequado. “As fórmulas das tintas à base d’água, acrílicas ou esmaltes têm sido melhoradas para resistir à umidade e ao movimento das estruturas. Hoje, muitos produtos facilitam a remoção da sujeira e são tão duráveis quanto as tintas a óleo, que existem no mercado, mas são cada vez menos usadas”, comenta.

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O supervisor de suporte técnico da Coral, William Silva, afirma que um importante fator na escolha de uma tinta, além da preferência pessoal pela cor, é o brilho. Independentemente do tipo de tinta que se escolher, a escala de brilho influenciará a aparência e a durabilidade. “Tintas de alto brilho são as mais duráveis porque contêm mais resina do que as semibrilhantes ou as foscas. Resina é um componente que endurece quando a tinta seca. Quanto mais resina, mais dura a superfície”, diz.

Principais

As tintas para uso imobiliário diferem-se pelo tipo de solvente e resina utilizada. O gerente de assistência técnica da Sherwin Williams, José Humberto de Souza, lista como principais as tintas látex, PVA e acrílica, que têm bases diferentes. Uma usa acetato de polivinila (PVA) e outra resina acrílica, que é mais durável, fácil de limpar e pode ser usada em ambientes internos e externos. “As tintas acrílicas são as mais procuradas por serem versáteis e quase sem odor, porque usam água como solvente”, aponta. Há ainda os esmaltes sintéticos e à base d’água, além dos vernizes, resinas, tinta epóxi, massas para texturas decorativas e materiais como as massas corrida e acrílica – usadas para reparar imperfeições e deixar a superfície uniforme; o fundo preparador de paredes e o selador, úteis quando é necessário diminuir a porosidade de uma parede de alvenaria nova ou de uma superfície de gesso.

Do teto ao piso

Quem já pegou um rolo ou pincel e se arriscou a pintar o teto de casa sabe o quanto é desconfortável quando a tinta começa a pingar nas mãos e até no rosto. Pensando nisso, os fabricantes criaram tintas acrílicas com melhor cobertura e mínimo respingamento, próprios para esse tipo de área. “São tintas acrílicas, mas com uma combinação de resina diferente que diminui o pinga-pinga e colabora para o resultado final”, diz o técnico da marca Tintas Renner, Antonio Carlos de Oliveira.

Em casos de tetos em áreas molhadas também há tintas que resistem mais à umidade. “Há maior quantidade de fungicidas e algicidas, que evitam o crescimento de mofo, mas não acabam com fungos preexistentes. Então é preciso eliminar o mofo antes de pintar”, alerta Oliveira.

Os forros de madeira pedem esmaltes, à base de solvente ou água, ou vernizes. “Não é recomendado ter forro de madeira em áreas úmidas, mas se este for o caso, deve-se utilizar tinta ou verniz hidrorrepelentes e com fungicida reforçado. Os hidrorrepelentes não permitem que a água seja absorvida”, diz a promotora técnica da Lukscolor, Fernanda Nogueira.

Na parede, o mais comum é o uso de tintas acrílicas, que são bastante resistentes. Pode-se optar também por uma tinta PVA. “As possibilidades de criação são imensas, é possível fazer uma textura ou ainda ter um visual envelhecido, com o uso de resinas ou gel. A criatividade é quem manda na decoração das paredes internas”, aponta Fernanda.

Outro tipo de tinta comum na área interna é a feita a partir de resinas epoxídicas. A principal característica é a alta resistência à umidade e à ação de produtos químicos. “Serve especialmente para paredes e pisos de concreto, reboco, azulejo e metal. É uma tinta difícil de ser manuseada e exige um profissional que conheça bem o produto”, ressalta Antônio Carlos Oliveira, da Tintas Renner. Na área externa, ele indica tinta acrílica formulada para varandas e garagens, que tem alta resistência à abrasão e à circulação de pessoas e veículos. As resinas acrílicas podem ser usadas sobre pedras, cimento ou tijolo aparente.

Primeira impressão

A função estética da pintura de fachada é evidente, porém há ainda o quesito proteção. Alguns elementos expostos ao sol, chuva e poluição merecem cuidados quanto a pintura. As telhas, por exemplo, podem durar mais quando protegidas com tinta acrílica de uso específico. “A mistura de resinas especiais dessas tintas, forma um filme brilhante de alta rigidez e aderência, inibindo ou postergando a formação de limo e o escurecimento”, diz Oliveira. Pode-se optar ainda pelos esmaltes para cerâmica e a resina acrílica, um impermeabilizante incolor, que pode ser usado também em fachadas de tijolo à vista.

Para as paredes externas e muros de alvenaria também há diversos tipos de acabamentos. Se a opção for por uma pintura lisa, deve-se escolher tinta acrílica de boa qualidade (premium), que protege das intempéries. A vantagem do produto é a elasticidade para acompanhar os movimentos de dilatação e retração do concreto sob a ação da mudança de temperatura. “Isso evita possíveis infiltrações de água de fora para dentro”, afirma José Humberto de Souza, da Sherwin Williams.

Algumas marcas oferecem opções antipichação, que acompanham um removedor, e tintas hidrorrepelentes, que têm propriedades emborrachadas. “Qualquer que seja a opção, escolha os acabamentos semibrilho ou brilhante, que facilitam a limpeza”, diz Fernanda. O mesmo vale para os esmaltes usados em portas, janelas e portões, de metal ou madeira.

Acabamento

A maioria das tintas

tem acabamentos que variam do fosco ao brilhante. Escolha o visual conforme a necessidade.

Fosco

É melhor quando a superfície não estiver totalmente lisa.

Como não reflete tanto a luz, disfarça as imperfeições. O material é mais poroso e não aceita tanta lavagem.

Não é recomendável em corredores e áreas sujeitas a atrito.

Acetinado

Indicado para interiores e fachadas, porque tem textura aveludada, sem chamar muita atenção.

Semibrilho e brilhante

O acabamento cria um filme mais resistente e que permite a remoção mais fácil da sujeira.

São ideais para fachadas, superfícies ao ar livre e áreas de uso infantil. Quanto mais brilhante a tinta, mais difícil será a repintura.

Controle

Qualidade do produto

Ao escolher a tinta é recomedável observar se o produto faz parte do Programa Setorial de Qualidade para Tintas Imobiliárias (PSQ), desenvolvido em uma parceria do Ministério das Cidades com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati). O programa define o padrão de qualidade do produto em três categorias: premium, standard e econômica. A indicação deve constar na embalagem de forma clara.

Em caso de dúvidas, pode-se con­sultar as marcas que estão em conformidade no site da Abrati: www.abrafati.com.br. Compare a durabilidade média das tintas de acordo com a classificação.

- Premium: durabilidade exterior de quatro anos e interior de cinco anos. Duas demãos da tinta costumam oferecer boa cobertura em alvenaria.

- Standard: custam aproximadamente 25% a menos do que as tintas de primeira linha e têm durabilidade média exterior de dois anos e interior de três anos. Necessitam de duas a três demãos.

- Econômica: são tintas até 50% mais baratas do que os produtos premium e apresentam durabilidade média de um ano em ambientes externos e dois nos internos. A principal diferença é a necessidade de usar até quatro demãos para ter boa cobertura.

Fonte: Associação Brasileira de Química (ABQ) e Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).

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