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Instituições oficializam plano para despoluir o rio Belém em 4 anos

Paraná e Curitiba vão coordenar ações para revitalizar o rio que corta a cidade de norte a sul. Cronograma deverá ser apresentado em um mês

Rio Belém PoluiçãoFoto: Gazeta do Povo/Arquivo

por Mariana Domakoski*

22/03/2017

Na tarde desta quarta-feira (22) uma audiência pública foi realizada na Câmara Municipal de Curitiba para discutir a despoluição do Rio Belém e para oficializar a união entre o governo do Estado e a Prefeitura para a revitalização do principal rio da capital paranaense.

O projeto prevê a recuperação do Belém em quatro anos com a coordenação compartilhada da Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral do Estado do Paraná e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A cooperação entre as administrações do Paraná e de Curitiba em prol do rio ainda não tem um cronograma definido de ações, que deverá ficar pronto em aproximadamente um mês, segundo o coordenador do setor de desenvolvimento governamental da Secretaria do Planejamento e Coordenação Geral do Estado do Paraná, Mauro Corbellini. Até junho, a previsão é ter definidas as atividades e responsabilidades de cada entidade envolvida.

Foto: Arquivo Público Municipal de Curitiba/Reprodução

Foto: Arquivo Público Municipal de Curitiba/Reprodução

Hoje há ações pontuais para a revitalização do rio, em trechos isolados e promovidas por diferentes entidades. O objetivo dessa cooperação é juntá-las. “Hoje a gestão é segmentada, mas o modo de fazer deve ser integrado. Se vamos trabalhar com esgoto, também devemos voltar os olhos a questões como drenagem, lixo, permeabilidade do solo e arborização”, conta a arquiteta e urbanista responsável dentro da Secretaria do Planejamento pelo projeto de despoluição do Rio Belém, Patricia Cherobin. Essas são ações que envolvem a própria Secretaria de Meio Ambiente e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), por exemplo.

O Ippuc, inclusive, falou durante a audiência sobre a importância da questão das águas e dos rios para a cidade. “Na revisão do plano diretor da cidade, a qualidade da água ficou em primeiro lugar entre as preocupações das regiões, na frente da segurança e da mobilidade”, afirma o supervisor de informações da instituição, Oscar Schmeike.

Belém como case de sucesso

Patricia afirma que um dos objetivos a mais curto prazo dessa cooperação é transformar o Rio Belém em um case de sucesso de recuperação a ser apresentado no próximo Fórum Mundial da Água, que será realizado em março de 2018 em Brasília. “Com isso, queremos angariar mais parceiros e verbas para o projeto”, diz.

*Especial para a Gazeta do Povo.

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