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7 filmes conservadores para assistir na Netflix durante o Carnaval

Fé, tradição, liberdade, família, crença na força do indivíduo, a santidade da vida, reconhecimento da imperfeição humana, propriedade privada e intervenção estatal mínima são valores presentes nas obras escolhidas

  • Miguel Forlin especial para a Gazeta do Povo
Cena do filme First They Killed My Father, dirigido por  Angelina Jolie | Netflix/Divulgação
Cena do filme First They Killed My Father, dirigido por  Angelina Jolie Netflix/Divulgação
 
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Há diferentes maneiras de descrever o conservadorismo. Uma vez que não se trata de ideologia, mas de uma filosofia de vida prática, as adaptações ocorrem de acordo com as transformações culturais profundas e as particularidades de determinadas regiões. 

No entanto, entre essas variáveis, nota-se a presença constante de certos valores, os quais parecem imutáveis e indiferentes às influências externas. Fé, tradição, liberdade, família, crença na força do indivíduo, a santidade da vida, reconhecimento da imperfeição humana, propriedade privada e intervenção estatal mínima são alguns desses valores que, embora não compartilhados exclusivamente pelos conservadores, são por estes fortemente estimados. 

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Como é sempre importante ver essas características representadas no cinema, eis uma lista com 7 filmes disponíveis na Netflix nos quais algumas delas são vistas sob uma luz favorável. Para quem deseja escapar da folia do carnaval, cada um dos títulos mencionados é uma ótima pedida. 

A Felicidade Não Se Compra (It’s A Wonderful Life, 1946, EUA) 

Diretor: Frank Capra 

Sinopse: George Bailey (James Stewart) é um sujeito frustrado. Os seus sonhos não se realizaram e a sua existência foi inteiramente dedicada aos outros. Cansado da vida que leva, ele decide se suicidar. Porém, a visita de um anjo lhe fará repensar essa decisão. 

Por que vale a pena assistir: A Felicidade Não Se Compra talvez seja, ao lado de Casablanca, o maior clássico do cinema norte-americano. Até os dias de hoje o filme é visto religiosamente por antigas e novas gerações. Basta chegar a época do Natal para que as pessoas o revisitem ou o vejam pela primeira vez. A sua história de vida em comunidade, a maneira como reforça o poder da família e a descoberta do protagonista de que o amor pelo próximo pode ser uma vocação são profundamente inspiradoras. É impossível não se comover com os erros e acertos de George Bailey. 

Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956, EUA) 

Diretor: Cecil B. DeMille 

Sinopse: Baseado na narrativa bíblica, o filme mostra a vida de Moisés (Charlton Heston) desde o seu nascimento até a velhice, passando pela carreira bem-sucedida como general, o recebimento dos Dez Mandamentos, a condução dos hebreus pelo deserto e a divisão do Mar Vermelho. 

Por que vale a pena assistir: No livro A Política da Prudência, o autor Russell Kirk elenca os dez princípios conservadores. O primeiro deles fala sobre a crença numa ordem moral transcendente. Ora, Os Dez Mandamentos é o filme que narra justamente a origem dos preceitos morais que guiaram as principais religiões do Ocidente e influenciaram parcialmente as leis sociais. Além disso, houve uma época em que os épicos bíblicos eram uma das principais atrações do cinema hollywoodiano. Não por acaso, o maior nome desse gênero cinematográfico foi Cecil B. DeMille e Os Dez Mandamentos é o seu melhor longa. 

Brazil – O Filme (Brazil, 1985, Inglaterra) 

Diretor: Terry Gilliam 

Sinopse: Em um futuro distópico, no qual a tecnologia e o governo exercem um poder opressor, um simples funcionário administrativo (Jonathan Pryce) tenta corrigir um erro e é considerado inimigo do Estado. 

Por que vale a pena assitir: No campo político, uma das coisas que os conservadores mais desprezam é o crescimento do Estado. Em Brazil – O Filme, através de uma sátira política, o público tem a oportunidade de ver como a burocratização estatal, quando elevada a níveis insuportáveis, se transforma num pesadelo para os cidadãos e uma inimiga da liberdade individual. Certa vez, o diretor Terry Gilliam disse que o título se originou do exotismo e do poder de escapismo que a palavra “Brazil” poderia ter para o morador de uma cidade cinzenta e industrial. No entanto, os brasileiros sabem que, diante da trama do filme, esse título pode ter um significado muito maior. 

A Árvore da Vida (The Tree Of Life, 2011, EUA)

Diretor: Terrence Malick 

Sinopse: Paralalemente a uma narrativa que recria a origem dos cosmos e as primeiras manifestações de vida, é mostrada a tentativa de reconciliação de Jack (Sean Penn) com a família, o passado, a cidade natal e Deus. 

Por que vale a pena assistir: A Árvore da Vida é o filme mais hermético desta lista. A montagem fragmentada, a narração em off e as narrativas paralelas costumam afastar o público. No entanto, quem tiver a coragem de enfrentar essas dificuldades será recompensado com uma obra de arte visualmente estonteante e uma história impactante de reconciliação e amores divino e familiar. 

Era Uma Vez em Nova York* (The Immigrant, 2013, EUA) 

Diretor: James Gray 

Sinopse: Na década de 1920, a imigrante polonesa Ewa Cybulski (Marion Cotillard) chega aos Estados Unidos, mas logo é separada da irmã após membros da alfândega descobriram que esta se encontra doente. Sozinha em Nova York, ela começa a trabalhar como prostituta para o cafetão Bruno Weiss (Joaquin Phoenix). O que a faz continuar esperançosa é a fé de reecontrar a irmã e voltar para a Polônia. 

Por que vale a pena assistir: James Gray é o melhor diretor entre os que surgiram nos meados da década de 1990 e Era Uma Vez em Nova York é a sua grande obra-prima. Mostrando uma destreza técnica de encher os olhos e fazendo referências visuais aos filmes da trilogia O Poderoso Chefão, ele pinta, neste longa memorável, um retrato da guerra travada entre os valores tradicionais de uma personagem conservadora e a corrupção moral de uma sociedade em plena transformação. Como em todos os seus filmes, a fé e os valores que a estruturam são essenciais para que a protagonista permaneça forte e persistente em um mundo repleto de saídas fáceis. 

*Para achar esse filme no catálogo é necessário digitar “A Imigrante” 

Até o Último Homem (Hacksaw Ridge, 2016, EUA e Austrália) 

Diretor: Mel Gibson 

Sinopse: Desmond Doss (Andrew Garfield) é um patriota que deseja defender os Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, mas em razão de sua religião ― ele é Adventista do Sétimo Dia ― e de um trauma familiar, ele se recusa a pegar em armas. Inicialmente, isso se torna um problema, já que os outros membros do exército não se sentem confortáveis com essa posição. Posteriormente, quando a sua coragem e os seus talentos como socorrista se revelam da mais alta importância, a percepção dos seus parceiros muda. 

Por que vale a pena assistir: Outros filmes dirigidos por Mel Gibson poderiam estar aqui (Coração Valente e A Paixão de Cristo), mas além de ser o único disponível na Netflix, Até o Último Homem carrega o posto de ser o filme mais bem-resolvido do diretor. As principais características de Gibson estão presentes: o homem simples capaz de realizar atos heróicos, a violência catártica e cenas tecnicamente complexas (a batalha no topo da montanha é assombrosa). A recusa do protagonista em se armar até mesmo na guerra pode causar uma certa estranheza, mas é importante lembrar que isso não se deve por uma posição política ou social e sim por motivos pessoais e religiosos. 

First They Killed My Father (Idem, 2017, Camboja e EUA) 

Direção: Angelina Jolie 

Sinopse: Durante o regime comunista no Camboja, no período conhecido como o “genocídio combojano”, a jovem Loung Ung (Sareum Srey Moch) luta para sobreviver e se reencontrar com os familiares. 

Por que vale a pena assistir: First They Killed My Father é um filme irregular. Angelina Jolie ainda caminha em direção a um estilo cinematográfico e é possível ver que algumas escolhas são inferiores às outras. Entretanto, isso não impede que haja momentos genuinamente emocionantes no longa (muitos envolvendo o amor entre a protagonista e os familiares) e que a história mostre mais uma vez ao espectador como o totalitarismo do regime comunista foi um dos maiores males que já assolaram o mundo.

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