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Por que a esquerda quer mais imigrantes nos EUA

Entre 70% e 80% dos imigrantes latino-americanos devem votar nos Democratas. Então, com eleitores suficientes só entre esse grupo, os Democratas garantiriam a presidência e o Congresso por décadas

  • Dennis Prager The Daily Signal
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Com uma coisa podemos concordar: a esquerda americana quer que mais e mais imigrantes – incluindo aqueles que entram ou entraram ilegalmente no país – venham aos EUA e se tornem cidadãos americanos.

A pergunta é: por que? 

A primeira razão, que também é a mais óbvia, é política. Iniciativas como a Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA, na sigla em inglês), o processo de cadeia migratória, a criação das cidades santuário e a cidadania para imigrantes que vivem ilegalmente no país dão mais poder para a esquerda política americana. 

Entre 70% e 80% dos imigrantes latino-americanos devem votar nos Democratas. Então, com eleitores suficientes só entre esse grupo, os Democratas garantiriam a presidência e o Congresso por décadas. 

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Conservadores e Republicanos se enganam quando argumentam que os latino-americanos são "conservadores sociais" por que são contra o aborto e defendem uma família nuclear forte. Mesmo considerando que essas afirmações sejam verdadeiras – e vale lembrar que a terceira maior porcentagem de filhos fora do casamento nos EUA é de imigrantes latino-americanos – esses argumentos são irrelevantes. 

Os latino-americanos concordam majoritariamente com a esquerda e votam dessa maneira. Basta lembrar das crenças do Papa Francisco, que defende um governo centralizador (big government), exércitos pequenos e um estado de bem estar social. Veja o conceito do Papa para o capitalismo – "terrorismo contra a humanidade" – e você entenderá como a maioria dos latino-americanos pensam. 

O que poderia mudar esse pensamento? As escolas públicas e as universidades americanas? A mídia em língua espanhola? Uma abordagem convincente pelo Partido Republicano? 

Mais do que tudo, os Democratas não acham que vão precisar discutir com um presidente republicano ou um Congresso republicano sobre a política de imigração. Eles estão certos que vão garantir o controle do Senado e, possivelmente, da Câmara esse ano – e acreditam que vão ganhar a presidência em 2020. Então por que procurar um meio termo? 

A segunda razão para a esquerda apoiar uma imigração virtualmente ilimitada é que um dos princípios mais duradouros da esquerda – de Karl Marx ao atual Partido Democrata aos partidos de esquerda da Europa – é que o estado nação é um anacronismo. 

A esquerda americana não acredita nos EUA, assim como a esquerda inglesa não acredita na Inglaterra. 

Por isso que os americanos de esquerda apoiaram os jogadores de futebol que se recusaram a levantar durante a execução do hino nacional americano. Para a esquerda, reverenciar o hino nacional e a bandeira do país é um patriotismo patético celebrado por pessoas irracionais e deploráveis. 

O Manifesto Comunista de Marx termina com um pedido de solidariedade de classe, não nacional: "Trabalhadores do mundo, uni-vos; não há nada a perder além das correntes". 

A esquerda nunca dividiu o mundo por nações, mas por classes econômicas. No seu ponto de vista, os trabalhadores da Alemanha, da Coreia e dos EUA são semelhantes entre si, mas não têm nenhuma relação com alemães, coreanos e americanos que não são trabalhadores. 

Além disso, quase todos os genocídios comunistas – que são os maiores do século 20 – não envolveram o assassinato de massa de outra nacionalidade. 

O governante comunista chinês Mao Zedong matou entre 60 e 80 milhões de pessoas chinesas. Pol Pot, do Camboja, matou quase um quarto da população de seu país. O líder soviético Josef Stalin assassinou cerca de 20 milhões de russos e matou de fome cerca de quatro milhões de ucranianos por causa da classe deles (eram "kulaks", camponeses que tinham terras ou vacas). 

É por isso que a esquerda americana é contra um muro na fronteira ao sul dos EUA. O muro é um símbolo da afirmação que os EUA são uma nação distinta. 

A terceira razão é poder se sentir bem consigo mesmo. Seria difícil exagerar a importância que se sentir bem consigo mesmo têm quando alguém opta por políticas de esquerda. 

Aqueles que apoiam a regularização da cidadania americana para filhos de imigrantes ilegais – os chamados Dreamers (sonhadores), termo derivado de uma proposta recusada pelo Congresso cuja sigla era DREAM – se sentem muito bem com essa escolha. Eles têm compaixão, são progressistas e iluminados. 

Por isso que a Chanceler alemã Angela Merkel trouxe um milhão de refugiados para a Alemanha, a maioria deles muçulmanos do Oriente Médio: ela queria se sentir bem e fazer a Alemanha se sentir bem, principalmente sob a luz da cruel história alemã. "Olhe mundo! Alemães também são bons". 

Por que Democratas apoiam as cidades santuário (cidades que não permitem investigações migratórias e protegem os imigrantes ilegais)? Porque, além das razões já apresentadas, isso permite que eles se sintam bem. Para eles, eles são heróis morais por proteger os estranhos, oprimidos, marginalizados e miseráveis. 

Se alguma dessas razões descrever bem a atitude da esquerda americana com o país e a imigração, os EUA podem ter problemas. Se as três forem verdade, os EUA estão destinados a uma crise existencial.

Dennis Prager é apresentador de um programa de rádio transmitido para todos os EUA e criador da PragerUniversity.com

©2018 Daily Signal. Publicado com permissão. Original em inglês

Tradução de Gisele Eberspächer


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