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Antônio More/ Gazeta do Povo

Antônio More/ Gazeta do Povo / Casa à venda no Seminário pela imobiliária Apolar: terreno amplo em região residencial é valorizado Casa à venda no Seminário pela imobiliária Apolar: terreno amplo em região residencial é valorizado
Negociação

Vender ou alugar, qual o melhor?

Casas e terrenos em bairros de Curitiba se valorizaram com a movimentação recente do mercado, mas é preciso avaliar vários fatores para transformar o imóvel em renda

Publicado em 16/06/2013 |
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A expansão do mercado imobiliário nos últimos anos ampliou o leque de possibilidades para proprietários de residências e terrenos. Após um longo período de estagnação, muita gente que mora em casas nos bairros de Curitiba percebeu a valorização de seus bens, que passaram a ser procurados por construtoras e incorporadoras. A movimentação gerou bons negócios para muitos proprietários, mas também alguns equívocos: há quem cultive a sensação de que é possível “fazer fortuna” ao vender sua casa.

A decisão sobre o que fazer com um imóvel que está disponível, ou que precisa se transformar em renda, não é simples. É preciso entender o jogo de xadrez do mercado, avaliar o potencial do imóvel e as viabilidades da região.

Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo

Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / Marília Gonzaga diz que imóveis em boas condições são os primeiros a ser alugados Ampliar imagem

Marília Gonzaga diz que imóveis em boas condições são os primeiros a ser alugados

Opção

Muita gente quer terreno em bairro para construir sua própria residência

Uma casa antiga, dentro de um grande terreno arborizado no Seminário, foi colocada à venda recentemente pela imobiliária Apolar. O imóvel, em área com quase 1.400 metros quadrados localizada em região ZR-1 (que permite somente construções residenciais com até dois pavimentos), está avaliado em R$ 2,150 milhões - cerca de R$ 1,5 mil por metro quadrado - e já registra muitos interessados.

Franqueada da rede Apolar, a corretora de imóveis Clara Lina Unterstell explica que o proprietário da casa procurou a imobiliária decidido a vender. Mas se um cliente tiver dúvida, a Apolar oferece, além da avaliação da residência, a possibilidade de colocar as duas opções simultaneamente. “Podemos colocar o imóvel para alugar e para vender ao mesmo tempo, assim o proprietário pode escolher o melhor negócio que aparecer”, diz.

De acordo com ela, muita gente em Curitiba procura por terrenos para construir sua própria residência, e esse segmento do mercado tem sido movimentado na franquia da Apolar que ela comanda. “É um bom momento para quem pretende vender”, observa.

Christian Majczak, diretor da GO4, empresa que presta consultoria de negócios, afirma que o primeiro passo é munir-se de toda informação possível.

Conhecimento

Para decidir se vale a pena vender, alugar ou mesmo aguardar para negociar o imóvel no futuro, Majczak aconselha: é preciso inteirar-se sobre as características do mercado e conhecer sua região.

“Acompanhar o noticiário sobre o mercado imobiliário e periodicamente procurar os dados que são fornecidos pelas entidades do setor, como Sinduscon, Ademi e Secovi, é fundamental”, diz o consultor.

Outra atitude recomendável é informar-se sobre o que pode acontecer na vizinhança. “Saber se haverá a implantação de novos empreendimentos, de algum tipo de comércio ‘barulhento’ ou mesmo de uma fábrica na região pode ser determinante para tomar uma decisão”, explica.

Valorização

Na escolha entre vender ou alugar, há critérios objetivos. O primeiro é a necessidade financeira do proprietário do imóvel. Se ele estiver precisando fazer dinheiro de forma mais rápida, é melhor vender. Quando há possibilidade de esperar para lucrar, o aluguel pode ser a opção, principalmente se houver perspectiva de valorização do bairro e do terreno.

“Para apostar na locação e aguardar que o metro quadrado se valorize é preciso conhecer bem e acompanhar a movimentação imobiliária da cidade”, diz Christian Majczak.

Nenhuma das duas alternativas é mais simples que a outra. “Quem pretende vender o imóvel tem de saber onde o dinheiro vai ser aplicado, ou se vai adquirir outro imóvel, como um apartamento. Assim, não corre o risco de ter um grande valor que, sem investimento, acaba sendo gasto aos poucos e vai se perdendo”, observa o consultor.

Já o proprietário que opta pela locação deve estar ciente que terá custos com a conservação e taxas do imóvel, além do cuidado e atenção no relacionamento com o inquilino, diz o diretor da GO4.

Destino da casa envolve questões pessoais e familiares

Há muitos anos o casal construiu uma boa residência em um bairro tranqüilo. Ali, na casa com jardim e quintal, criaram os filhos – hoje todos estão adultos e morando em outros locais. Marido e mulher, então, se questionam: vale a pena continuar nessa casa, cuidando do imóvel e do terreno, ou é melhor mudar para um apartamento que possibilite uma rotina prática e mais segurança?

Histórias como essa se repetem constantemente. Por isso, a decisão da venda ou locação do imóvel da família envolve questões subjetivas, especialmente se a casa foi construída pelos proprietários e traz vínculo emocional.

De acordo com a diretora do Grupo Gonzaga, Marília Gonzaga, a maioria dos proprietários que pretende negociar a casa já chega à imobiliária com a decisão tomada. “Nós não interferimos na vontade do cliente se ele nos procura com um objetivo determinado. Essa decisão costuma ser muito particular por envolver questões familiares. Se ele prefere vender ou alugar, independente disso nosso papel é prestar o serviço, atender bem e viabilizar o negócio”, afirma Marília.

Nos casos em que o proprietário não sabe que destino dar à casa, a imobiliária orienta sobre potencialidades e viabilidades do negócio. “Cada caso é um caso, depende do motivo e da pressa do cliente”, diz Marília. “Se a pessoa precisa de dinheiro rápido a venda é mais recomendada, embora atualmente os negócios estejam mais lentos, porque as construtoras e incorporadoras adquiriram muitas áreas e algumas ainda têm terrenos em estoque”, observa.

Se a opção é pelo aluguel, há questões importantes. Ela aponta o estado do imóvel como fator decisivo para que a locação se concretize rapidamente. “Imóveis bem conservados sempre são os primeiros a sair”, diz Marília Gonzaga.

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