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Avanços tecnológicos da construção civil

Orlando Ribeiro, presidente da AsBEA-PR e professor da UTFPR

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A primeira década do século XXI foi marcada pelo ingresso, ainda sutil, de diversas inovações tecnológicas na indústria da construção civil brasileira. Essas inovações foram motivadas pelo crescimento econômico, oferta de financiamentos para a construção e reforma da casa própria, ingresso de empresas e produtos estrangeiros no mercado, e também por esforços acadêmicos em programas de pesquisas. A indústria de softwares, misturando computação gráfica e sistemas de informação, e os programas de certificação, que visam aprimorar os processos construtivos preservando a qualidade ambiental, também se destacam.

Porém, ainda não é possível para boa parte das pessoas observar essa evolução nas construções contemporâneas. Pode-se dizer que estamos entrando na década que será marcada pela aplicabilidade deste conhecimento e das tecnologias. Muitas soluções que chegaram, foram testadas em outros países com êxito. Entre as tecnologias mais difundidas destacam-se:

– Os sistemas construtivos steel e wood frame, com excelente desempenho térmico e acústico, alto grau de precisão no processo fabril, pouca perda de materiais.

– Os avanços nos sistemas de energias renováveis.

– O desenvolvimento das pesquisas internacionais que aprimoram o desempenho de produtos como revestimentos e argamassas.

– A tecnologia LED, que transformou a luminotécnica, a cenografia e a arquitetura de interiores.

– A automação, que integra sistemas e proporciona o gerenciamento real de instalações corporativas e residenciais.

– O retorno das lajes ajardinadas, conhecidas como coberturas verdes, com benefícios ecológicos e econômicos.

– Os avanços na tecnologia da computação gráfica e nos sistemas de informação, possibilitando a criação do sistema BIM - Building Information Modeling, que abrange todo o ciclo da construção em uma mesma plataforma.

Pode-se dizer que uma das “vantagens” de se viver em um país como o nosso, tecnologicamente deficitário, com pouco aporte de recursos financeiros em pesquisas tecnológicas na área, é saber aproveitar o que há de melhor nos países desenvolvidos.

Esse cenário não deve se alterar tão cedo. Além disso, essa imensa defasagem tem sido algo administrável por nossa sociedade (pública e privada), que ainda não reage ao fato de nosso país se posicionar no mercado global como um grande consumidor de serviços e produtos tecnológicos.

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