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Tapete, móveis e iluminação modernizaram o hall do condomínio Liberty Place. O projeto foi realizado pelo escritório Arqtríade |
Tapete, móveis e iluminação modernizaram o hall do condomínio Liberty Place. O projeto foi realizado pelo escritório Arqtríade
Reforma

Conforto nas áreas comuns

Tendência de condomínios clube leva à modernização de áreas comuns em prédios antigos. O aumento da segurança também motiva as reformas

Conforto nas áreas comuns Ampliar

As áreas comuns de prédios antigos por vezes ficam no esquecimento. Decoração antiga, móveis antiquados e desgastados, geralmente, compõem esses ambientes do condomínio. Nem sempre todos os moradores concordam em investir recursos na reforma desses espaços, mas cada vez mais fica claro para os proprietários o quanto a modernização dessas áreas valoriza os imóveis, sejam destinados à venda ou não.Desde setembro do ano passado, o salão de festas do edifício Fontana Di Tivoli, no Centro Cívico, por exemplo, voltou a atrair a atenção e a receber as festas das 40 famílias que residem no prédio. O espaço foi todo reformado depois de 26 anos de construção. “Não tinha mais como usar o local. As instalações e a decoração ficaram obsoletas e a manutenção, muito cara. Ouvia relatos de moradores que preferiam alugar salões fora do condomínio para fazer suas comemorações”, lembra a síndica Rosana Mirian Rodrigues. A solução foi investir na moder­­ni­­­zação do salão de festas que hoje não perde em nada para os modernos espaços gourmet, um dos principais argumentos de venda das construtoras que lançam condomínios com o conceito clube. “Os apartamentos desse prédio são muito con­­fortáveis e espaçosos e o padrão de construção é excelente. Poucas pes­­­soas querem vender e procurar um prédio mais moderno. Mas o conforto das áreas sociais estava com­­­prometido”, acrescenta Rosa­­­na.O projeto foi desenvolvido pela arquiteta Ethiane Camargo, que privilegiou a integração do salão com a área externa, a iluminação e a decoração leve, com muitos móveis bran­­­­cos. “Tudo foi modificado. Que­­­­­­bramos paredes, trocamos piso, revestimentos e investimos em móveis duráveis. Antes não havia mesas fixas, apenas as de plástico montáveis”, explica a arquiteta. Para Rosana, a falta de conforto era o principal problema do salão. “Ninguém usava porque a geladeira e o fogão estavam precários, não havia um sistema de som, os sofás não eram confortáveis. Era tudo muito antigo e bastante desgastado”, lembra. A reforma completa durou dois meses e foi aprovada pelos moradores que ficam na fila de espera por um sábado ou domingo vago no salão. No caso do Fontana Di Tivoli, os condôminos perceberam que a revitalização da área comum era inadiável e que era preciso investir nessa mudança. “Foram gastos R$ 76 mil na reforma, contando os móveis, eletrodomésticos, sistema de som, projeto e execução da obra. É um valor alto e a liberação e aprovação foi definida em assembleia. A transparência é primordial quando se trata do dinheiro comum”, ressalta a síndica.

Para não onerar demais o valor do condomínio, Rosana propôs a arrecadação de R$ 1 mil por apartamento, dividindo em 10 parcelas. Os outros R$ 36 mil foram retirados do fundo de reserva do condomínio. “Dessa forma conseguimos fazer uma grande reforma sem que ficasse muito pesado no orçamento das famílias”, avalia.

Segurança

Ação semelhante teve Michel Lima, síndico do edifício Liberty Palace, no bairro Bigorrilho. Os moradores do prédio, com 14 anos de construção, buscaram aumentar a segurança, mais do que beleza e conforto. “O projeto original não tinha grades nem guarita para o porteiro, apenas um muro alto com portão que não permitia ao porteiro observar a rua. Era uma falha na segurança do condomínio”, diz Lima.

As arquitetas Cristiane Maciel e Sony Luczyszyn e a designer Gisele Büsmayer, do escritório Arqtríade, fizeram um projeto para a construção da guarita com vidro blindado e instalação das grades de proteção. “O muro foi mantido, mas abrimos fendas para colocar vidro e substi­­tuí­­mos a porta antiga por uma de vidro também”, relata Cristiane. A arquiteta comenta que reformas como essa precisam respeitar a área de recuo determinada pela Prefeitura. “Para modificar prédios é preciso entregar um projeto de reforma na Secretaria Municipal de Urbanismo, que faz a liberação do alvará da obra. Neste caso a área onde construímos a guarita não fazia parte do recuo”, diz.

O resultado da reforma agradou os condôminos que resolveram ampliar o projeto para o hall. “A reforma na entrada foi dividida em paisagismo e redecoração. A primeira parte ainda não foi concluída para não encarecer tanto. Nos concentramos na mudança dos móveis do hall”, diz o síndico. Cristiane conta que havia apenas dois sofás antigos e um móvel que servia para separação de cartas, mas que não era mais utilizado. “A retirada das sancas de gesso muito trabalhadas, deixando-as lisas, o uso de iluminação direta e a substituição das cortinas de tecido por persianas deixaram o espaço moderno”, aponta a arquiteta.

Valorização

O condomínio gastou cerca de R$ 100 mil com as mudanças e o principal argumento do síndico e dos conselheiros foi o aumento da segurança e a valorização do prédio. “Esses detalhes colaboram na hora da venda do apartamento, principalmente em uma área tão valorizada da cidade”, diz Lima.

Para o presidente da Rede Imóveis, que reúne 11 imobiliárias de Curitiba, Gerson Carlos da Silva, o desafio dos condomínios mais antigos é atender os anseios dos compradores por bem-estar. “Houve uma super valorização da área exterior nos últimos tempos. Ou seja, o hall, o playground e a churrasqueira têm de estar bonitos e conservados”, opina. Ele explica que o preço de um apartamento segue o valor de mercado, mas a aparência do condomínio ajuda na velocidade da venda.

O arquiteto Ivan Wodzinsky foi além da reforma de algumas áreas no projeto desenvolvido para o edifício La Maison. Ele projetou a construção de uma sala para abrigar o espaço fitness. “A necessidade era por ambientes funcionais e modernos. Garagem, sauna, piscina, salão de festas, churrasqueira, tudo foi repaginado e planejado para atender aos moradores com mais conforto”, comenta Wodzinsky.

No caso de obras muito grandes, o arquiteto recomenda dividir a reforma em etapas, adequando o orçamento. “Os moradores estabelecem as prioridades e o trabalho é feito conforme os recursos são arrecadados. O resultado final não fica comprometido”, orienta. Mas nem sempre é preciso quebrar paredes e juntar entulho de obra em frente do condomínio. A mudança da cor das paredes, substituição de plantas e o uso de objetos de decoração discretos nas áreas comuns ajudam a melhorar a aparência. “Qualquer mudança, ainda que mínima, deve levar em conta que no edifício vive uma comunidade de gostos diferentes que devem ser satisfeitos”, enfatiza Cristiane.

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