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Arquitetura

Empresas apostam na venda de plantas de casas pela web

Modelo de negócio trazido dos EUA e Europa ganha adeptos no Brasil e gera debate no setor da construção civil

  • Lucas França Especial para a Gazeta do Povo
No serviço online, o diálogo empresa-cliente – feito via internet ou telefone – é constante, até que o projeto esteja conforme as condições do comprador. |
No serviço online, o diálogo empresa-cliente – feito via internet ou telefone – é constante, até que o projeto esteja conforme as condições do comprador.
 
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O uso crescente da internet como ferramenta de aproximação com clientes é natural em diversos nichos da economia. No Brasil, um novo movimento para o setor da construção civil começa a ganhar espaço: a comercialização de projetos arquitetônicos prontos pela web.

Foi com esse propósito que Cledson e Sônia Faust criaram a PlantasdeCasas.com, em 2011. “Ao longo de 25 anos de profissão, reparei que muitos projetos não eram terminados, por diversos motivos. E na Europa e nos Estados Unidos, a venda de projetos pela internet já acontece há muito tempo. Vimos, então, a oportunidade de terminarmos esses projetos inacabados e coloca-los à venda na web”, conta o engenheiro civil.

A empresa, radicada em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, já soma mais de 500 mil m² de área projetada – dentre diversos tipos de empreendimento - com trabalhos em todos os estados do Brasil e em mais de 15 países, entre eles Estados Unidos, França, Inglaterra, Espanha, Angola, Moçambique, Peru e Argentina.

A PlantasdeCasas.com trabalha com três tipos de produto: projetos prontos, projetos modificados e projetos personalizados. Em todos os casos, o diálogo empresa-cliente - feito via internet ou telefone - é constante, até que o projeto esteja conforme as condições do comprador. “Nós enviamos um questionário para o cliente colocar as informações do terreno, e, a partir disso, começamos a fazer a adequação do projeto. E, exato por essas conversar, temos tido um grau de satisfação muito grande”, comenta o proprietário.

Um ponto positivo para o cliente é o acesso a preços mais baratos. “O custo de um projeto que já exista é 25 a 30% do valor de um projeto inédito, por ser uma réplica e por demandar menos tempo de trabalho do profissional”, explica Cledson.

Outra vantagem para quem procura esse tipo de comércio é a velocidade de entrega do projeto. Enquanto alguns escritórios convencionais levam meses para entregar um projeto finalizado, a PlantasdeCasas.com entrega projetos modificados entre 24 e 48 horas, e projetos personalizados em até 45 dias.

Outra empresa que decidiu entrar nesse ramo foi a Planta Pronta, de Piracicaba. Segundo o diretor de TI, Renan Danadai, o site foi criado com o intuito de tornar a arquitetura acessível a quem não tem condições de contratá-la. “Precisávamos, então, aumentar a escala nas vendas para diluir os custos. Por isso, vendemos o mesmo projeto para diferentes clientes. A lógica é parecida com as empresas de compras coletivas, como o GroupOn ou o Peixe Urbano”, comenta.

Debate

Apesar do crescimento da prática da venda de projetos prontos pela internet, esse tipo de comércio ainda não é visto com bons olhos por grande parte do setor. Para o gerente de fiscalizações do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU-PR), Walter Linzmayer, o problema é conceitual. “Se o projeto tem um arquiteto como responsável, não há ilegalidade, pois ele responderá, caso haja algum problema. Porém, é uma prática condenável, de certa forma, se for feita para vender em volume. A cidade ficará repetida, portanto. Não é arquitetura, é venda de projetos”, comenta.

Na mesma linha, o engenheiro civil e conselheiro do CREA-PR, Luiz Caprano, comenta que um projeto arquitetônico não se limita ao desenho no papel ou no arquivo do computador. “Existe nele a mão do profissional que sabe traduzir os anseios e necessidades do cliente, juntamente com as características da região de implantação”, analisa.

Sobre essa questão, Cledson Faust, da PlantasdeCasas, afirma que o cliente não perde nenhum elemento em nível de discussão sobre o projeto. “Todas as reuniões que o comprador iria participar em um escritório comum, nós fazemos via e-mail ou telefone. A equipe está pronta para realinhar o projeto até o cliente ficar satisfeito. A única coisa que ele não vai ter é o cafezinho”, brinca o engenheiro.

Ele explica, ainda, que todos os projetos, além de terem um responsável técnico, seguem as normas técnicas do plano diretor da cidade para que foram projetadas. “Caso a prefeitura peça alguma alteração, nós fazemos as modificação no projeto sem custo”, comenta, “e sempre aconselhamos que as obras sejam feitas e acompanhadas por profissionais”.

Boa notícia

Acordo do CAU/BR com BB e Cielo facilitará acesso a serviços de arquitetura:

Fácil

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) firmou, no dia 25 de julho, uma parceria com o Banco do Brasil e a empresa Cielo com o objetivo de ampliar e facilitar a contratação de serviços de arquitetura e urbanismo.

Financiamento

Para os clientes, uma das vantagens que o acordo traz é a possibilidade de financiar serviços de arquitetura em até 48 vezes – auxiliando, por exemplo, a pessoa que pretende contratar um profissional específico sem dinheiro suficiente, no momento.

Pagamento

Outro benefício, é que os clientes poderão pagar pelos serviços através de débito automático, cartão de crédito ou, ainda, por crediário (para clientes do Banco do Brasil e Bradesco) com uso das máquinas móveis da Rede Cielo.

Facilidades

Já entre os ganhos oferecidos aos arquitetos, estão taxas de administração de cartões menores que os 10% cobrados normalmente e, no caso do financiamento em 48 vezes, o recebimento do valor integral do serviço no dia seguinte ao fechamento do negócio.

Qualidade

Para o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, o alcance do convênio vai além das facilidades oferecidas aos arquitetos e seus clientes.
“Além de movimentar a economia, trata-se de uma parceria que possibilita uma camada maior da população ter acesso a um bom projeto arquitetônico – que resulta na melhoria da qualidade de vida de nossas cidades”, diz.

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