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Seguro-fiança já garante 25% dos contratos de aluguel

Dificuldade de encontrar fiador e maior segurança no negócio são fatores que impulsionam escolha pela alternativa.

 | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Albari Rosa/Gazeta do Povo
 
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Mais de um quarto dos paranaenses já utiliza o seguro-fiança como garantia na hora de alugar um imóvel. Essa modalidade, contratada com seguradoras e que dispensa fiador, esteve presente em 25,5% das locações no mês de agosto – registando crescimento de 24,7% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando 19,2% dos contratos foram fechados com a opção do seguro-fiança.

Em contrapartida, o uso do fiador tradicional, que carece de terceiros como garantia de pagamento, diminuiu 10% na média trimestral de junho a agosto, passando de 72,4% em 2015, para 64,6% em 2016. Apesar de não gerar custo extra ao locatário, essa opção não garante ao proprietário do imóvel o recebimento de todos os aluguéis deixados em atraso, uma vez que o pagamento é efetuado apenas no término de uma eventual ação de despejo.

LEIA MAIS: entenda quais são as principais vantagens do seguro-fiança

Na mesma comparação temporal, o seguro-fiança aumentou de 17,7% em 2015, para 26% em 2016. Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), órgão ligado ao Sindicato das Habitações e Condomínios (Secovi-PR).

Segundo a vice-presidente de locações da instituição, Fátima Galvão, esse aumento tem relação com o contexto atual do Brasil. “Em função da inadimplência geral do mercado e da insegurança econômica, está difícil de conseguir um fiador. É melhor contratar um seguro e não depender de ninguém, até para não correr o risco de se afastar de familiares ou amigos por conta disso”, comenta.

Além da maior velocidade no fechamento do negócio – em virtude da análise do cadastro ser feita pelas seguradoras - outro fator que auxilia o crescimento do seguro-fiança, segundo Fátima Galvão, é o aumento do número de seguradoras no estado e seus empenhos em facilitar o fechamento de negócios.

No caso do Grupo Gonzaga, o seguro-fiança é gratuito desde outubro de 2015 e fez aumentar em 50% as locações com esse formato. Segundo Marília Gonzaga, diretora-presidente do grupo, o objetivo é facilitar o aluguel tanto para o locatário, que muitas vezes não tem como pagar o seguro-fiança ou não tem um fiador para indicar, como para o locador. “O inquilino ganha em agilidade na aprovação da sua proposta de aluguel, pois não há a necessidade de envolver terceiros na negociação, e o proprietário conta com uma garantia real de recebimento”, explica.

Como funciona

No fechamento do negócio, o cliente contrata uma apólice de seguro, em que o inquilino é garantido pela seguradora e o proprietário é o segurado e único beneficiário do seguro. O valor anual do seguro-fiança pode variar de acordo com a análise de crédito feita pela seguradora, mas custa, em média, 1,2 vezes o preço do aluguel.

Em caso de inadimplência, após o vencimento da segunda parcela em atraso, a seguradora é comunicada e o proprietário recebe os valores pendentes em, no máximo, 30 dias e continua recebendo o aluguel até que as partes entrem em um acordo. Se necessário, a apólice garante o recebimento dos valores atrasados antes do fim das negociações.

Existem, ainda, opções de seguro que cobrem possíveis danos ao imóvel provocados pelo inquilino e cobertura de despesas judiciais, ou, também, encargos como IPTU e despesas de condomínio, serviços emergenciais 24 horas, como chaveiro e conserto de eletrodomésticos, entre outros benefícios.

As vantagens do seguro-fiança

Para o inquilino:

- Não precisa de fiador;

- Agilidade na aprovação do contrato;

- Evita o desembolso imediato da caução (três vezes o valor mensal do aluguel);

- Parcelamento do valor em vários meses.

Para o proprietário:

- Rapidez no recebimento do aluguel do imóvel;

- Garantia da locação, certeza do recebimento do aluguel e encargos atrasados e possibilidade de renovações sucessivas do seguro durante o período da locação;

- Não corre o risco de aceitar fiadores “profissionais”, que cobram taxas altas do inquilino, mas representam grande risco, por garantirem vários inquilinos ao mesmo tempo.

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