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História e guloseimas se misturam na Confeitaria das Famílias

Espaço no coração da Rua XV de Novembro completa 70 anos de funcionamento e mantém clientela cativa

  • Sharon Abdalla
 | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Daniel Castellano/Gazeta do Povo
 
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O ano era 1945. Enquanto a atenção do Brasil e do mundo estava voltada à Segunda Guerra Mundial, Curitiba assistia à abertura da Confeitaria das Famílias, um doce alento aos tempos nebulosos de conflito. Empreitada do imigrante espanhol Jesus Alvarez Terzado, o local é um dos mais tradicionais da cidade e completa seus 70 anos de funcionamento ininterruptos em 2015.

A história da confeitaria não resulta somente de sua vitalidade ao longo das décadas, mas também está representada no prédio que abriga da produção artesanal à degustação de suas guloseimas.

Considerado como Unidade de Interesse de Preservação (UIP) pela prefeitura, o edifício apresenta traços da arquitetura eclética, característica das construções do início do século 20. Além disso, o prédio compõe um conjunto de edificações históricas de uma das ruas mais conhecidas de Curitiba, a XV de Novembro, tombada pelo governo do estado.

Maria Luiza Marques Dias, professora de Planejamento Urbano do departamento de Arquitetura da Universidade Federal do Paraná (UFPR), conta que a XV ganhou importância para a cidade já no começo do século 20, data a partir da qual a rua foi se estruturando com prédios que abrigavam comércios no pavimento térreo e as residências das famílias nos andares superiores. “Como é uma arquitetura voltada ao atendimento da população, não há recuo da edificação em relação à rua. Neste contexto está o prédio da Confeitaria das Famílias”, explica.

Antes de se tornar sede da confeitaria, no entanto, o prédio abrigou um salão de snooker e um estúdio fotográfico, como lembra a esposa do fundador e proprietária do negócio Dair da Costa Terzado. “Este era o único prédio que estava para vender, por isto foi o escolhido pelo meu marido. Ele estava bem velho e precisou ser reformado para receber a confeitaria”, diz.

Crescimento

O crescimento e a consolidação do negócio acompanharam o desenvolvimento da cidade. O balcão de madeira para o atendimento aos clientes, reduzido hoje à entrada da confeitaria, deu lugar a dois salões amplos com mobiliário mais “moderno”, mas que nem por isso perdeu o ar nostálgico.

“Em 1985, o segundo piso foi transformado em salão de chá e o depósito, que funcionava ali, subiu para o terceiro pavimento. A cozinha sempre esteve no mesmo local, nos fundos do prédio”, conta Waldir Franchetto, um dos gerentes da confeitaria.

Assim como o espaço, a clientela se mantém e se renova com o passar das décadas. Nos salões, não é difícil encontrar clientes antigos que trazem netos e bisnetos para conhecer o comércio da XV, assim como estudantes e professores universitários que fazem dele um ponto de encontro. “Muitos turistas e artistas que se apresentam no Guaíra vêm lanchar aqui. Já recebemos Irene Ravache e Tônia Carrero. O próprio Jô Soares manda buscar roscas espanholas de vez em quando”, conta o gerente Franchetto.

Veja imagens da tradicional Confeitaria das Famílias

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