Foto de divulgação do Model E, carro elétrico da Tesla.

Guia Prático #87: Os riscos do piloto automático da Tesla

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10/7/16, 10h17 1 min 62 comentários

No programa de hoje, Emily Canto Nunes, Joel Nascimento Jr. e Paulo Higa falam da Tesla. Das inovações, dos recursos incríveis e da visão do seu criador, Elon Musk, mas também dos problemas — o mais grave dele ocasionou, recentemente, a morte de um cliente que confiou no piloto automático do seu veículo. De quem é a responsabilidade? Como levar funções tão complexas às ruas com o menor impacto negativo? Perguntas difíceis de responder, mas que valem a reflexão.

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  • jairo

    Considero o Tesla uma revolução na indústria automobilística , não considero uma falha grave de software quando o veículo colide com uma carreta atravessando a pista e o condutor estava assistindo DVD Harry Potter

    • tuneman

      corretissimo.
      vai ter o mimimi dos “petrolheads”, mas a automação dos veiculos vai ser um grande passo para o ser humano.

      • jairo

        Com certeza será um grande passo , adoro acompanhar o mimimi da geração pera com leite , observando o podcast são mais miopes que as gerações anteriores.

        • Fabio Montarroios

          Pensei q fosse leite com pera não o contrário…

          • Manoel Guedes

            Olha o primeiro mimimi rsrsrs

          • Fabio Montarroios

            tudo na sua devida ordem, ora bolas.

      • Fabio Montarroios

        Preferiria ver esse grande passo ser dado de bicicleta…

        • tuneman

          ou transporte publico. mas por aqui o pessoal prefere carro, pois dá status social.
          estava falando com um colega semana passada, antes de mudar o brasil precisa mudar o brasileiro.

          • Fabio Montarroios

            Carro de luxo até pode dar algum, mas celtinha e gol bolinha ou ainda um Monza… acho q não.

            O brasileiro e uma coisa louca, assim como os americanos, russos, etc

          • tuneman

            dá status sim. é absurda a quantidade de mané que pega um carro popular, bota som, pelicula, rebaixa e sai andando igual a um sociopata. hehe

          • Fabio Montarroios

            é verdade… mas isso tá mais pra curtição. se ele entrar num shopping de luxo, vão segui-lo até na casinha do banheiro, isso se não for barrado logo de cara.

    • Fabio Montarroios

      Não é estranho em carro tão moderno, conduzido por adulto ainda usar cd e justo um do juvenil Harry Potter? Mas tirando o bizarro, fica o trágico tratado como uma situação beta. Antes os inventores arriscavam os próprios rabos em seus inventos. Ver o dono da tela como acelerador de uma indústria fadada aacabar, a do transporte individual de alto custo, e como falar dos grande feitos se um investidor q trabalha unicamente com raico financeiro e não com risco social… não vejo renascimento, portanto. Só desdobramento dos mesmos problemas…

      • jairo

        Primeiro que não existe sistema operacional pronto , todos sem exceção são atualizados com versões “melhores” , seja rapidez , novos sensores, mais funções , etc , etc , e infelizmente a industria de transporte individual se manterá ainda por muitas décadas, e de maneira alguma vejo a Tesla ou Musk trabalhando unicamente em risco financeiro em nenhum dos seus belos projetos , inclusive na indústria aeroespacial.

        • Fabio Montarroios

          mas, veja, vc gostaria de ser operado por um robô cirurgião com um software ainda beta? eu não… prefiro um veterinário (sem ofensas aos veterinários ou aos animais) a um troço desses.

          vc já viu o dono da empresa colocando a poupança (as nádegas e não o dinheiro do cofrinho) dele no carrinho? só se foi pra tirar fotos bacanas com algum fotógrafo foda de moda, pq pra viajar com ele pelas lindas estradas da américa.., creio q não. por isso ele gerência riscos financeiros e não inventos propriamente. parece q aprendeu-se pouco com o professor eike batista nesse sentido.

          • Vagner Alexandre Abreu

            vc já viu o dono da empresa colocando a poupança (as nádegas e não o dinheiro do cofrinho) dele no carrinho?
            Aqui:

            http://finance.yahoo.com/news/elon-musk-took-embarrassing-tesla-001654065.html

            Antes os inventores arriscavam os próprios rabos em seus inventos.

            É por aí:

          • Fabio Montarroios

            Tá louco, rapaz! Tava pensando no Santos Dumont e não nesse maluco aí.

          • Vagner Alexandre Abreu

            Cê sabe quem é este maluco aí, né?

          • Fabio Montarroios

            hahaha, não sabia. pesquisei e veja só! é o tesla!

        • Guilhereme

          “Não existe sistema operacional pronto” fala isso pra galera que fornece os sensores de ABS, TCS e autonomia que são usados nos Teslas, Volvos e BMWs da vida. Quando envolve vida de outra pessoa, pode falhar não. Software de veículo não deve ser tratado como software de celular.

          • Fabio Montarroios

            tb acho a comparação imperfeita. há softwares rodando em várias partes de um hospital. a análise de imagens ali é algo sério, por exemplo, e não creio q eles usem uma versão beta de qualquer coisa. assim como caríssimos equipamentos de ressonância da philips.

      • E. Bicalho

        O carro não tem leito de CD/DVD, e é impossível reproduzir qualquer mídia em seu painel. O cara fez alguma gambiarra com algum leitor externo.

        “uma indústria fadada a acabar, a do transporte individual de alto custo”, hahaha. Mais de 300 mil pessoas fizeram a reserva do Model 3 (pagaram mil dólares por reserva) sem nem mesmo saber como ele era.

        • Fabio Montarroios

          mas essas pré-vendas podem ser canceladas, não? e, presumo, 300 mil carros não sustentam uma indústria. exceto, de carros de altíssimo luxo, com vendas menores até.

          entendo q posso ter forçado a barra um pouco em declarar o fim da indústria, mas me parece q no futuro as pessoas q compram carros serão as mesmas q compras iates.

          agora pagar por algo q vc não sabe como é vai no sentido do financiamento coletivo. essa mentalidade está instaurada e se se aproveitam disso, é outra história.

          • E. Bicalho

            Se não me engano cerca de 15 mil reservas foram canceladas umas duas semanas após o lançamento (por desistência ou por exceder o limite por pessoa), ainda assim são 300 mil reservas… 300 milhões de dólares só em reserva.

            E 300 mil é até muito pra Tesla que promoveu descontos

          • E. Bicalho

            Se não me engano cerca de 15 mil reservas foram canceladas umas duas semanas após o lançamento (por desistência ou por exceder o limite por pessoa), ainda assim são 300 mil reservas… 300 milhões de dólares só em reserva.

            E 300 mil é até muito pra Tesla que promoveu descontos pra quem trocasse sua reserva por um de seus outros modelos já em fabricação.

          • É um número bem impressionante se pegarmos a média de 3,69 milhões de novos veículos por ano nos EUA (daqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Passenger_vehicles_in_the_United_States#Total_number_of_vehicles ).

            Mas eu concordo com o @fmontarroios:disqus de que esse tipo de coisa está meio com os dias contados. O próprio Elon Musk deve estar pensando nisso também, caso contrário não estaria investindo em direção assistida (“piloto automático”). Todas as montadoras têm projetos nessa linha e também parcerias com serviços de compartilhamento como Uber e Lyft. Pode ser, como tudo que é incipiente e que envolve tecnologia, só fumaça, mas há indícios cada vez mais fortes de que a indústria automobilística passará por mudanças profundas em breve e que o carro como o conhecemos hoje, guiado por seres humanos super falíveis de uma maneira minimamente ordenada pelas ruas das cidades está com os dias contados.

            Um dado a ser considerado: mesmo com esse acidente fatal, o “piloto automático” da Tesla já é estatisticamente mais seguro que humanos na direção:

            “Tesla says autopilot was used for 130 million miles worth of driving before this fatal crash. Human-driven cars in the U.S. have 1.08 fatal crashes for every 100 million miles.”

            O problema, que o artigo do FiveThirtyEight explica, é que nenhuma tecnologia consegue ser completamente segura. Aqui: http://fivethirtyeight.com/features/no-technology-not-even-teslas-autopilot-can-be-completely-safe/

          • Fabio Montarroios

            Mas uma coisa que me preocupa muito nisso é esse lance de que se vc tirar o humano da equação, as coisas se resolvem… Se se tira o humano, as coisas não ficam necessariamente melhores: elas passam a não serem mais humanas e, por que não, nem mais para seres humanos. Uma cidade com tráfego de apenas carros autômatos como se encaixaram os pedestres, os ciclistas, os animais que cruzam as pistas…? Se as cidades forem planejadas para os carros autômatos elas serão ainda piores do que hoje, pois nada humano poderá atrapalhar essa fluidez infinita… Com certeza muita coisa do urbanismo terá que ser repensada para os novos tempos, mas nem por isso é necessário jogá-lo totalmente no lixo em prol de uma vida automatizada (um sonho yuppie não realizado). Recomendo o filme “Play Time”, do Jacques Tatit. Ele diz muito sobre os dias de hj ainda…

          • É um ponto de vista interessante. Não acredito que a situação se resolveria, mas vejo (talvez ingenuamente) uma chance de melhorá-la. Pelo tanto de barbeiragem e acidentes causados por imprudência ou negligência que vemos por aí, parece-me que dar a qualquer um uma caixa de metal sobre rodas de uma tonelada para guiar é uma ideia meio ruim.

            O trânsito é, num nível elementar, um conjunto de regras, se houver um sistema capaz de lidar com elas, incluindo imprevistos, por que não delegar o transporte individual a ele? Se nesse momento incipiente o “piloto automático” da Tesla já apresenta resultados tão bons na relação quilômetros rodados/acidentes fatais, com a retroalimentação de dados dos carros em circulação isso tende a ficar ainda melhor. Não existe sistema seguro, mas um mais seguro que o atual é possível e talvez estejamos testemunhando o seu nascimento.

            Estendendo esse raciocínio e adaptando a parte do seu questionamento, talvez seja possível adequar, nesse momento de transição, a nova frota autônoma a decisões melhores de urbanismo. Talvez. Achei meio absurdo a implementação e o marketing em cima desse lance da Tesla, mas o encaro como um pequeno desvio no caminho da automação e, dada a alternativa vigente, sei lá… não parece algo de todo ruim.

          • Fabio Montarroios

            Talvez uma vida sem humanos seja perfeitisssima, mas pena que não vai ter ninguém pra ver…

          • Eu estou tentando enxergar a alternativa que você vê. Sem sucesso. Meios de transporte mais sustentáveis como a bicicleta devem ser valorizados e um transporte público não sucateado é básico, mas até pelas circunstâncias e considerando alguns casos que nem chegam a ser raros, é difícil imaginar um projeto urbanístico que abdique de carros, hoje.

            Digamos que os carros sejam um mal necessário até que as nossas cidades se reinventem de uma maneira a dispensá-los sem muito prejuízo. Isso pode e torço para que ocorra, mas descartar medidas paliativas para esse interim, que nem na melhor das hipóteses será curto…? Não sei. Não me parece o caso de ter uma vida sem humanos, saca? Vejo mais como a delegação de um negócio tão perigoso como a direção de veículos a sistemas menos falíveis. Não é como se dirigir fosse algo que nos faz humanos e, de qualquer forma, ainda teremos nossos dedões ali porque, bem, sistemas autômatos, por mais sofisticados que sejam, ainda precisam ser criados por pessoas.

            Essa argumentação toda é, na real, um pedido de explanação. Se “terceirizar” a direção dos carros a sistemas automatizados não é uma solução tão boa, qual seria?

          • Fabio Montarroios

            Bom, só pra pontuar eu não sou contra os carros autômatos e tb não sou contra os carros. Sou contra o argumento falacioso de que qdo se elimina os humanos do controle do volante, os erros automaticamente diminuem. Os carros são uma tremenda invenção e nos ajudam em mil coisas, isso é inegável, por mais cicloativista xiita q se seja. Eles não devem ser descartados de forma alguma de nossas vidas. Só não devemos usá-los como usamos atualmente, ou seja, de modo irrestrito e sem a menor preocupação ambiental (seja pra fabricá-lo ou pra usá-lo seja no q for). A Uber teve a ideia imbecil, por exemplo, de entregar sorvetinho, DE CARRO, paras pessoas q chamassem um uber pra isso. Legal, né? Vai ganhar leão de ouro em Cannes, né? Ora… Bom, é provável q a maioria das pessoas usem os carros de forma q poderiam usar outro transporte: metrô, ônibus, patinete etc. Não necessariamente a bike, claro, q não é pra todos, mas pode servir a muita gente (MUITA GENTE). Se a bike for elétrica numa cidade como SP, por exemplo, q tem topografia irregular, melhor ainda. Hj, por exemplo, desisti de ir até um hospital na Vila Madalena de Bike (q não é elétrica e conta apenas com sete marchas), apesar deles terem bicicletário: o caminho não é lá muito amigável pra ciclistas por conta de subidas ingrimes demais e trânsito (adivinha: de carros) intenso.

            Peguemos o exemplo do metrô de SP na linha amarela: ele não tem condutor, funciona melhor q as linhas azul, vermelha, verde em termos de precisão de horário de chegada e partida (mas tb falha, diga-se) etc.. Mas ele tem algo q as outras não tem: um ambiente mais controlado. Não é possível q um passageiro pule na linha ou mesmo caia nela. Há portas automatizadas q impedem as pessoas de se matarem ou se acidentarem nas áreas de embarque. Isto mostra, em parte, que serviços sem humanos só funcionariam bem em ambientes controlados ou quase totalmente livre de humanos, pq, como se vê, nós somos um entrave a almejada perfeição, pq, como talvez devêssemos saber, nós somos muito loucos às vezes. Uma cidade apinhada de carros autômatos só será possível se não tiver pedestres, cães cruzando a pista, árvores caindo, enchentes, adutoras estourando etc.

            Uma vida mais eficiente é possível? É! E não tenho dúvida de q com a ajuda das máquinas (das mais simples as mais sofisticadas) isso se torna mais tangível, mas não se pode acreditar q isso, a ausÊncia de humanos no controle, por si só, tornará as coisas melhores. Nós humanos, adeptos ou não dessas ideias, teremos q ser enquadrados numa nova forma de vida (não digo nem num novo urbanismo), ainda muito mais controlada e regulada. Vai ser bom isso? Não sei, mas pensando em como as autoridades (no mundo todo) agem qdo as pessoas ficam insatisfeitas com suas gestões, eu fico sinceramente preocupado: isso vale pra américa, frança, turquia, chile e, claro, brasil.

            Uma coisa é fato: é possível, sim, delimitar e restringir o uso dos carros (hoje, não precisa esperar o futuro chegar), pq, do contrário, isso não estaria na perspectiva de algumas cidades do mundo. Como por exemplo em Hamburgo, na Alemanha: http://www.independent.co.uk/news/world/europe/auto-ban-how-hamburg-is-taking-cars-off-the-road-9062461.html. Diferente deles eu não esperaria tanto: começaria amanhã, às 7h com a Odebrecht e a Andrade e Gutierrez q são as empresas mais idôneas q me vieram à mente.

            A bicicleta vai ser parte disso, claro, mas não será a solução pra tudo. O q pega, ou melhor, o q vai pegar, é trocarmos os carros de hj pelos carros autômatos sem questionar o papel dos carros nesse caos todo. O fato de termos menos acidentes, por si só, é ótimo e isso, certamente terá relação com o fato de termos menos pessoas bêbadas dirigindo, de menos pessoas tirando rachas, de menos gente dormindo ao volante, mas pra isso dar certo, sem enquadrar todos os outros seres vivos, teremos ainda acidentes e, por que não, até mais acidentes do q hj (como é possível ninguém pensar q algo tão complexo pode ter múltiplos resultados!?), pq, imagina as pessoas à toa dentro dos carros? Será o triunfo do ócio criativo ou vamos todos ficar vendo Harry Potter enqto o carrinho está prestes a atropelar um guri!?

            Se os humanos fazem isso, imagine os q não são.

            https://www.youtube.com/watch?v=tFifWw6DGz8

          • E. Bicalho

            Outra, você pode não conhecer o carro que está reservando, mas conhece a fabricante, que quebrou o sistema de pontuação do Consumer Reports..
            https://techcrunch.com/2015/08/27/teslas-model-s-p85d-just-broke-consumer-reports-ratings-system-scoring-103-out-of-100/

          • Guilhereme

            Fabricante que não entrega carro no prazo, né? Tem que ver se os números vão continuar em queda livre por muito tempo.

          • Fabio Montarroios

            Hummmm…. Tenho lá minhas dúvidas do valor disso. E veja, sem fazer oposição ao impeto do consumismo, essa empresa fala sobre itens a serem consumidos, daí, por que diriam o contrário? Por que hesitaria em embarcar nessa?

          • E. Bicalho

            Não se trata apenas de promover o consumismo, trata-se de definir o que deve ou não ser consumido.

            A Consumer Reports não se consolidou ao longo dos últimos 80 anos vendendo analises que agradem ao fabricante. Isso não manteria uma organização sem fins lucrativos, cuja circulação impressa dá inveja a revistas como a Forbes, a Time ou a insira o nome de outra revista americana aqui (Só conheço essas, rs).

            Na tentativa de garantir sua independência e imparcialidade, estabeleceram um processo rígido de analise, pagando por cada produto que analisam e os adquirindo anonimamente (com um orçamento anual de 25 milhões de dólares¹, não duvido), além de perseguirem² fabricantes que os associam a seus produtos em seus anúncios. Me parece que se esforçam bastante para manter limpo o nome que construíram. E a proposito, eles não tem problema algum em falar mal do produto, inclusive já foram levados a Suprema Corte³ por isso.

            ¹ http://www.theatlantic.com/business/archive/2016/04/consumer-reports-in-the-age-of-the-amazon-review/477108/
            ² http://www.nytimes.com/1983/10/10/business/advertising-regina-still-restrained-on-consumer-reports.html
            ³ http://www.nytimes.com/1984/05/02/opinion/a-sound-affirmation-of-free-speech.html

          • Fabio Montarroios

            ótimo link da ”the atlantic”, digno de figurar, se é q já não figurou, numa certa newsletter com links mui interessantes enviada aos leitores aos sábados.

            enfim, de fato tratei a coisa com um certo desdém, mas em um mundo orientado ao consumo não se vai questionar o consumo e suas consequências e sim se o produto é bom ou não, se ele é seguro ou não, etc. não se está preocupado com o impacto do uso ampliado desse produto. enfim, preocupasse mais com custo-benefício ou se está fazendo um bom investimento como é o caso de determinadas contas.

            é mais ou menos o caso da NCAP q testa se o carro é seguro para os ocupantes em caso de colisão. não está muito preocupado com atropelamentos ou com o impacto dos carros na sociedade. eles simplesmente testam os carros em termos de resistência e preservação da vida dos ocupantes.

            tanto q não foram eles q descobriram o escandaloso esquema de falsificação de resultados em relação ao uso de diesel pela volkswagen, pq, provavelmente não estavam se preocupando com o impacto ambiental do carro e sim se o carro seria um bom gasto.

            o q eu vejo nisso é q é preciso outros pontos de vista pra tentar entender como essas tecnologias se encaixariam na vida complexa q vivemos (com gente fazendo toda sorte de merda). eliminar os humanos da equação é simplesmente absurdo, pq nos tiraria a decisão de, por exemplo, parar tudo pra salvar alguém ou impedir q algo como a poluição nos mate. se nos tiram as escolhas quem determinar como o sistema funciona é q vai ditar o ritmo da vida dos q sobrarem.

          • Guilhereme

            NCAP não testa e nem deveria testar o nível de poluição de automóveis. Tem outro órgão pra isso já.

          • Fabio Montarroios

            pena q eles não pegaram a fraude da vw.

          • Guilhereme

            Ai era uma feature dos carros da VW (eles foram programados com uma bruxaria pra não poluir muito quando estivessem sendo testados e poluir bastante no resto do tempo)

        • Fabio Montarroios

          imagino qdo esses carros chegarem aqui e algumas pessoas trocarem rodas e outros itens pouco importantes do carro pra ele ficar estiloso. vai ser lindo.

  • Manoel Guedes

    Como foi falado no Guia Prático, essa feature do Tesla é um BETA! Não esta livre de falhas e precisa ser testado e desenvolvido antes de ser usado sem total supervisão.
    Unica coisa que não aceito é uma pessoa colocar outras em risco só para usar uma novidade! Imagina se no acidante tivesse matado uma criança atravessando a estrada . Muitas pessoas pulam de paraquedas, mas ninguém é morta em terra atingida por um paraquedista! (Eu acho rsrsr). Assim fica na responsabilidade de quem optou usar essa funçãode sua morte ou de terceiros…

  • Luigi Locatelli

    O problema não é o risco para o usuário, mas sim o risco para terceiros que não concordaram nem assinaram com nada…

    • Joel Nascimento Jr

      Juro que nem me passou pela cabeça esse item?
      Bem adicionado.

    • Fabio Montarroios

      Já já tem modalidade de seguro que cobre isso..

    • Fabio Montarroios

      A volvo sempre se preocupou com a segurança dos passageiros dos seus carros. Só agora… Décadas depois, resolveu bolar um air-bag exterior pra proteger as pessoas em caso de atropelamento. Claro que é algo inócuo se a velocidade for alta demais. Notei que no poucas achou-se o máximo o carro ir de 0 a 100 em 3 segundos. No trânsito assassino do Brasil isso vai fazer o número de mortes subir e não cair…

      • D’ Carvalho

        Poxa, que curioso “airbag externo”. Mas, parece fazer muito sentido.

  • D’ Carvalho

    Acho que “Beta” não deve ser a palavra chave para empresas lavarem as mãos em relação aos acidentes provocados por seus produtos. Não achei correto a analogia com jailbreak e desbloqueios, é diferente – Não é uma modificação feito por um hacker, onde a empresa não tem mais controle sobre o produto. A modificação foi feito pela Tesla, e ela entende que usuários poderão instalar essa modificação em seus carros. Portanto ela deve ser responsável pelo produto que entrega.

    Acredito que o que deve ocorrer é um julgamento do culpado: O acidente realmente foi causado por uma falha do software em detectar o caminhão? O tempo de resposta de um humano seria melhor ao ponto de evitar o acidente? Mecanicamente seria impossível de evitar essa colisão?
    Caso entenda-se que a culpa é do software/Tesla. Punição!

  • Manoel Guedes

    Não importa a tecnologia sempre vai acontecer…
    https://youtu.be/N0JB7zIbkXU

    • Fabio Montarroios

      se ele tivesse assistido um mísero episódio dos flinstones, não faria isso.

    • Este vídeo já entrou na minha lista de vídeos favoritos desta semana!

    • Souza

      Sempre vai acontecer mesmo.
      Seres humanos são eternos alpha tecnology

  • Guilhereme

    Acho engraçado como a Tesla é vista como uma empresa que apenas faz coisas disruptivas. Salvo a atualização OTA, a distribuição de pontos de recarregamento gratuitos e o modelo de vendas, pouco na Tesla não existia ou foi disponibilizado ao mercado inicialmente por ela.
    Carros elétricos já são desenvolvidos e vendidos por fabricantes tradicionais desde o início da década passada. E com alguns diferencias que a Tesla ainda não se provou capaz de resolver, como a falta de durabilidade do interior do veículo. Não são poucos os casos de veículos que apresentam problemas sérios de desgaste de peças após alguns meses e, bom, para uma marca que pretende dominar o mercado, isso não é algo que deve ocorrer.
    Além disso, por mais inovador que seja o modelo de vendas do Model 3 (que basicamente não tinha sido testado por ninguém antes), a empresa ainda precisa mostrar a sua capacidade de entregar veiculos dentro do prazo e não perder mais preorders, algo que não foi o caso dos últimos dois modelos.
    E, sobre o sistema de piloto automático: você pode lançar um sistema beta num celular, que é uma peça de metal, vidro e plástico de 150g tranquilamente. Mas você não faz isso com uma peça de metal, vidro e plástico que pesa 1500kg e usa um discurso que incentive os donos do automóvel a ver o seu carro como um veículo com nível de autonomia próximo do 5 (que é o buscado pelo Google) quando ele é nível 3. Outras fabricantes, como a BMW, já possuem carros com capacidades semelhantes e opções de segurança que impedem o uso do carro sem que o motorista mantenha as mãos fora do volante.

    • Fabio Montarroios

      Uma outra coisa que fugiu do espectro é que o Google vem testando seu carro autômato no espaço público, submetendo as pessoas ao risco de serem vítimas do veículo. Por mais sofisticado que sejam, que construíssem uma área de teste que simulasse uma cidade e não nas cidades habitadas.

      O Google fazer esse tipo de experimento equivale o face testar os sentimentos das pessoas alterando a timeline.

      • Guilhereme

        O Google testando o sistema na rua não é um problema. É até bom. O problema seria isso ser feito sem um humano dentro do carro, o que impediria uma reação quando o sensor falhasse.

        • Fabio Montarroios

          Se ele passar em cima do seu pé, não reclame.

  • Pingback: Guia Prático #87: Os riscos do piloto automático da Tesla - Lojas Mídia()

  • FABIO NEVES

    Passei o podcast inteiro esperando alguém em sã consciência interromper o discurso do “direito individual” de se optar por um software beta que pode colocar a vida de terceiros em risco, e não só a própria vida.
    Me frustrei.
    Comparar alguém que testa um IOS beta com alguém que testa um programa que pode matar uma família inteira beirou a insanidade.

    • Fabio Montarroios

      a morte nessas circunstâncias, analisada no podcast, virou quase uma troça em cima de uma anedota… entendo o tom descontraído, mas, sei lá, é sobre um cadáver q se está a sapatear. longe de ser moralista e já q sou fã de humor negro, não posso nem censurar, mas ainda assim, e já q o humor tb é uma ferramenta de indignação, faltou uma certa indignação com o fato de se ter deixado q uma pessoa habilitasse uma função q poderia levá-la À morte. o risco ao dirigir é permanente e me parece q a maioria não encara o dirigir como algo sério e q requer muita atenção já q a sua vida e das outros está em jogo qdo se atinge certas velocidades. aqui, INFELIZMENTE, estejamos habituados a conviver com trânsito assassino, mas, ainda assim, por mais q haja algo bizarro em se morrer assistindo harry potter enqto o carro está guiando por vc, não deixa de ser uma morte tola e, principalmente, evitável.

  • Souza

    Software serão sempre beta sendo uns perto de serem finais, mas sabemos que nunca serão.

    Humanos sempre foram e sempre serão alpha encaminhando para o beta. Mas, nunca chegam a ser nem mesmo beta.

    Eita evolução…

  • Souza

    Eu acho que se todos carros fossem autônomo com certeza teríamos praticamente zero de acidente. Claro, quando não tendo intervenções da natureza. Ou alguma ponte, estrada mal feita pelo homem.

  • Souza

    Sobre erros de fabricação, teve um caso de uma camionete de uma marca famosa em que a roda dianteira tinha um grave problema que simplesmente travava e fazia a camionete sair capotando. E em um quesito que os engenheiros trabalham a dezenas de anos.
    Pois é…