Moto G Play, Moto G e Moto G Plus.

A fragmentação do Moto G

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18/5/16, 18h32 9 min 36 comentários

Em menos de três anos, a Motorola, agora Lenovo, vendeu 16 milhões de unidades do Moto G no Brasil. Em um mercado onde, no último ano, foram vendidos 47 milhões de smartphones e que conta com mais de dez players, é um número que impressiona para um único aparelho. Ainda que nunca tenha sido um único aparelho de fato.

Até este ano, a Motorola adotava a estratégia de chamar apenas “Moto G” também as segunda e a terceira gerações, o que não só confunde alguns usuários menos ligados em lançamentos, mas também engorda os números como um todo. Diante de mudanças pontuais, sem verdadeiras rupturas de uma geração para a outra, tratar tudo como Moto G fazia algum sentido e dava ainda mais consistência a um produto/marca que virou sinônimo de categoria — nos perguntamos, por muito tempo, onde estava o “Moto G da fabricante tal”.

Com a quarta geração do Moto G anunciada essa semana, muita coisa mudou e esse legado foi posto em risco.

O smartphone custo-benefício

Não é por acaso que desde o lançamento do primeiro Moto G a Motorola vem colhendo tantos frutos — especialmente em mercados emergentes como o Brasil. Quando foi lançado, no final de 2013, existiam poucas opções válidas de aparelhos com um custo-benefício real, expressão essa que todo mundo adotou desde então. De lá até hoje já são quatro gerações. E, a cada nova, mais fragmentação da linha. O que antes era apenas uma diferenciação circunstancial, o tamanho da memória (8 ou 16 GB), agora se transformou em uma família.

A família Moto G de quarta geração é composta por: Moto G Play, que chega até agosto por menos de R$ 1 mil (conforme afirmou a fabricante durante o evento de lançamento) e parece uma versão ligeiramente atualizada da terceira geração; Moto G, com especificações mais robustas e TV Digital, por R$ 1.299; e o Moto G Plus, que mantém as especificações do Moto G, perde a TV e ganha sensor biométrico de digitais, carregamento rápido da bateria e câmera de 16 megapixels com foco laser por R$ 1.499. Em comum, todos têm Android 6.0.1, 2 GB de RAM, câmera frontal de 5 MP com abertura da lente f/2,2, compatibilidade com a rede 4G e são dual-SIM com suporte a 3G no segundo micro chip (apenas para voz, e não dados).

Moto G Plus na mão.
Moto G Plus.

O novo Moto G está mais mundano também. Detalhes ergonômicos que se desdobravam como diferenciais do design da marca sumiram ou foram severamente atenuados. A tampa de trás é um bom exemplo: perdeu a curvatura e agora é plana como quase todos os outros smartphones do mercado. Outra: a certificação IP67 contra respingos e quedas acidentais na água se foi, ficou só um “nanorrevestimento à prova d’água”. E temos ainda o controverso sensor biométrico no Moto G Plus, que imita um botão frontal, mas, na real, não é um.

Ainda que os novos Moto G possam ser customizados no Moto Maker, o redesign peca em se sustentar. Particularmente, acredito que a moldura metalizada tenha dado um ar mais “pesado” ao aparelho, que ganhou também capas traseiras de plásticos menos aderentes que nas versões anteriores. Para ter certeza se essa impressão é replicada no uso, só testando, porém a primeira impressão não foi das melhores: além de escorregadias, as capas pareciam menos rígidas.

É a expansão da fragmentação iniciada em 2015. A terceira geração trouxe especificações variadas (aparelhos com 1 ou 2 GB de RAM) e uma versão mais poderosa, lançada posteriormente, o Moto G Turbo, o que causou estranheza na época.

Quebrando (ou multiplicando) o Moto G

Tabela dos Moto G atualmente à venda.
Clique para ampliar. Tabela: Motorola.

O argumento da fabricante para essa mudança é o foco no usuário, segundo Edson Bortolli, diretor de produtos da área de Mobile Business Group da Lenovo. “Ter uma ‘Família Moto G’ faz parte da nossa estratégia de proporcionar mais opções para os consumidores. O Moto G tem sido nosso smartphone mais vendido em todo o mundo e, desde o primeiro lançamento, o mercado para esse produto tem crescido muito. Não é nenhuma surpresa que, com o crescimento vem necessidades diferentes para diferentes consumidores — afinal de contas, as pessoas usam seus telefones de forma diferente. Reconhecendo isso, tomamos a decisão de expandir o Moto G em uma família de dispositivos, oferecendo aos clientes ainda mais opções para escolher um telefone que melhor se adapta às suas necessidades, com a tecnologia que mais importa para eles.”

Mas será que é isso mesmo? Para o The Verge, que escreveu dois artigos bastante críticos sobre o assunto (aqui e aqui), e para nós do Manual do Usuário, essa fragmentação indica uma falta de foco com a linha Moto G, um sinal de que a Motorola talvez tenha se perdido sob o comando da Lenovo e sua incorporação na tal divisão Mobile Business Group. (Isso sem falar em toda a confusão do ex-chefe Rick Osterloh ao dizer, no início deste ano, durante a CES, que a marca Motorola ia (e vai) sumir.)

O primeiro Moto G foi um estrondo porque, além de ser um aparelho com um real custo-benefício e trazer uma experiência pura do Android quando outras fabricantes atingiam níveis caóticos de interferência na interface e no sistema, era um produto coeso em hardware, software e até em design. Virou paradigma, recomendação fácil para quem buscava por um smartphone competente e relativamente barato. Na mão dos mais diferentes tipos de pessoas tinha jogo, algo que poucos smartphones conseguiram fazer até hoje. Não à toa, o Moto G foi o smartphone mais vendido de 2014 no Brasil, segundo matéria do The Wall Street Journal citando números da IDC.

Moto G com o Droidinho.
Moto G original, de 2013.

Outras fabricantes tentaram trilhar esse caminho, nenhuma com o mesmo sucesso. Eram outros tempos, de mercado menos maduro, dólar baixo e Lei do Bem valendo — as circunstâncias promoveram a oportunidade e a Motorola a aproveitou como nenhuma outra. O preço, que sempre foi um fator muito sensível no mercado brasileiro, foi um grande acerto aliado à configuração equilibrada que a Motorola oferecia em seu primeiro Moto G, lançado por R$ 649. A terceira geração, com os aumentos frequentes do dólar desde que foi lançado em meados de 2015, hoje tem preço sugerido de quatro dígitos. O novo Moto G, que chega em três modelos com preços que variam bastante — no mínimo R$ 500 do mais básico ao mais completo –, chega a custar R$ 1.499.

A fragmentação do Moto G tem outra consequência: a falta de coerência com as ofertas da própria Motorola. Com um aparelho custando R$ 1.500, como fica a linha de intermediário para o topo da Motorola? No ano passado o Moto X virou família também: Moto X Play, Moto X Style e Moto X Force. Embora os executivos não tenham dado pistas no evento realizado em São Paulo, sabemos já que um novo lançamento da Motorola está programado para os próximos meses, provavelmente no Lenovo Tech World, em 9 de junho, em São Francisco, Estados Unidos.

Além disso, já existem rumores de que linha X será substituída por outra letra, a Z, segundo o Venture Beat. Aqui, de novo, a fragmentação deve estar presente: Moto Z Play, Moto Z Style e um terceiro que deve se chamar Droid Edition, aparelho que por aqui chegou como Moto X Force no ano passado… Moto Z Force, talvez?

Uma nova fase

É interessante notar que os aparelhos com a marca Lenovo continuam chegando em configurações únicas, como o Vibe A7010 e o Vibe K5. Mais curioso do que isso é perceber como, olhando de cima as linhas de Motorola e Lenovo, elas parecem se complementar em uma estratégia meio Samsung de ocupar todos os espaços: Moto G Play abaixo de R$ 1.000, Vibe K5 por R$ 999, Vibe A7010 com leitor de digital por R$ 1.299 (muito embora já esteja na casa dos R$ 1.099, pois foi lançado em dezembro de 2015), Moto G4 com TV Digital por R$ 1.299; e Moto G Plus por R$ 1.499…

O Vibe A7010 chegou ao Brasil meio atrapalhado. Era um evento da Lenovo com executivos da Motorola no palco falando de um aparelho com nome estranho de uma marca estreante no segmento aqui no Brasil. Já naquela época era difícil explicar a relação Motorola e Lenovo. Ainda assim, o smartphone, com recursos interessantes de som e o sensor biométrico, ainda raro em aparelhos intermediários, chamou a atenção pelo preço e também pela beleza. Já o evento do Vibe K5 bem que podia ser o lançamento de um aparelho Motorola: cores vibrantes e comunicação jovem, bem como o Moto G começou. A recepção, todavia, não foi das melhores. Algumas análises como do Tecnoblog acusaram uma memória flash de baixa qualidade e, por consequência, um desempenho ruim para um custo-benefício de R$ 999. Agora é esperar para ver se vai mesmo rolar uma sinergia entre Motorola e Lenovo ou se o Moto G é quem vai sofrer as consequências.

Mas talvez o xis da questão no assunto fragmentação seja que o Moto G, com o surgimento dessa família meio sem graça, perde aquele status de indicação certeira. Se alguém perguntar hoje se deve comprar o novo Moto G, terei que perguntar: qual? Além disso, só o Moto G Play se mantém fiel ao posicionamento do original, mas já nem parece mais a melhor opção da categoria que de 2013 para cá cresceu muito — em 2015 o brasileiro pagou, em média, R$ 880 em seu smartphone. Crescer enquanto família é uma aposta difícil de entender para um produto que sempre foi tão vitorioso sendo único em vários sentidos e, mais que isso, uma estratégia que põe em risco o legado e a força do Moto G.

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  • Fiz uma comparação no GSM Arena entre o Moto G4 Plus e o Moto X Play do ano passado, e quase não há diferença nas especificações:

    http://www.gsmarena.com/compare.php3?idPhone1=8050&idPhone2=7454

    Mesma tamanho de tela, resolução, memória RAM, armazenamento, além de chips equivalentes. A única diferença é a câmera do Moto X que parece melhor.

    Isso realmente confunde o consumidor, já que seriam teoricamente telefones de categorias diferentes. Fica também o temor que o maior número de aparelhos atrase ou dificulte as atualizações do Android (coisa que a Motorola tem feito bem).

    O que é mais frustrante é a mudança no design. Aliás, na própria tabela do link dá pra notar: diminuiu o percentual ocupado pela tela no parte frontal do aparelho.

  • Douglas Cerqueira

    Como eu amo meu Moto X 1º geração. Foi o acerto de mão perfeito da Motorola. Compacto, e que, até hoje entrega tanto desempenho quanto os “motos Gs” lançados.

    • Witaro

      O meu durou quase 3 anos, infelizmente perdeu o GPS e começou a não detectar o chip. Fui forçado a ir para um Nexus (5x) antes do que gostaria…

      • Portuga Goleta

        Usei por 3 anos e minha irmã está usando a 6 meses em perfeito estado, realmente o melhor aparelho que tive.

  • Renan Maia Fernandes

    Ótimo texto Emily, venho deixar um pouco da minha opinião:

    Acredito que a nova estrategia da Lenovo/Morotola seja essa mesmo, imitar a Samsung e preencher os espaços no mercado com a linha das duas “empresas”. Não acho uma proposta correta, dizem que a fragmentação se decorre por uma “pesquisa de mercado e de público alvo”, coisa que não acredito, já que o consumidor atual mudou pouco desde meados de 2013 quando a Motorola, ainda da Google, lançou a primeira geração.

    Vejo que o consumidor geral atual ainda quer ter portabilidade com boas funções e hardware coeso, então esse tamanho de tela cada vez maior e a chuva de configurações diferentes na mesma “família” só confunde e afasta consumidores que gostavam das gerações anteriores.

  • Pingback: A fragmentação do Moto G - Lojas Mídia()

  • Maicon Bruisma

    Eu analisei desde os rumores até o lançamento oficial, e constatei algo que agora já é especulado por todo o globo: Moto G Play vai ser o sucessor da linha E e o G4 Plus vai ser o sucessor do X Play. Pois não há mais espaço para novos aparelhos das faixas mencionadas, o G Plus briga com o Play, perde som estéreo e ganha sensor biométrico, um sucessor do X Play teria de vir com snap 650, o que iria canibalizar o X Style. O G Play é perfeito para ser o sucessor do Moto E, até as especificações que foram vazadas são iguais, na medida certa é um ótimo aparelho, porém o “G” no nome mais atrapalha do que ajuda, pois deixa um aspecto de retrocesso. Perceba que no meu comentário dá até para se perder, pois aí mora o maior problema das atuais linhas Moto: os nomes.
    Mas acredito que agora não haverá nova linha X, e sim a Z, marcando a repaginação do design já cansativo da linha premium e deixando realmente Premium, com metal e vidro, sensor biométrico e uma boa puxada de sardinha para a câmera, que se já recebeu atenção no novo Moto G Plus, imagina nos tops com aquele Moto 360 na traseira.
    Falando sinceramente, o que mais gostei desse anúncio da Motorola by Lenovo foi o software de câmera, cópia do Lumia Câmera, estou ansioso pelo apk do mesmo para testar em qualquer outro aparelho.

  • A única razão destes aparelhos se chamarem “Moto G” está talvez numa evolução natural das necessidades do público alvo. Se pararmos pra reparar, a faixa de preço da primeira e segunda gerações anda muito mal servida e conta com preços parecidos com o de 2013 e 2014.
    Mas, em resumo, não acho muito adequado chamar estes aparelhos de Moto G: eles subiram de categoria, não foram apenas atualizados.

  • E engraçado como uma empresa consegue perder a identidade em tão pouco tempo. Mas infelizmente o mercado está regulado dessa forma, apresente um pouco de tudo em cada faixa, deixe o consumidor sem saber o que fazer/comprar e pense a curto prazo.
    Por que não continuar apresentando um aparelho para cada linha, Moto E, G e X (que mude para Z). Com aparelhos coesos e focados numa situação e tentando apresentar os melhores componentes possíveis em cada faixa? No máximo uma versão com TV ou rádio, sei lá… Mas não amplie tanto a ponto de não sabermos mais o que vale a pena.

  • Paulo

    O conteúdo desse blog deveria ir pro Medium! A qualidade é muito alta pra ficar no WordPress…

    • Mas… mas.. mas… por quê?

      • Paulo

        A plataforma do Medium evidencia muito mais textos de alta qualidade, que é o caso do seu blog. E vc já não tem anúncios aqui, então não sentirá falta deles lá. Enfim, eu sou um fã da plataforma e também um leitor seu desde a época do WinAjuda e por isso acho que deveria dar uma chance ao Medium :)

        • ~~momento ad~~
          Que ótimo saber que gosta do Manual, Paulo!
          Já pensou em ajudar essa iniciativa a continuar independente e a produzir muito conteúdo de qualidade? Que tal assinar através desse link: https://www.manualdousuario.net/assine ?
          Obrigado pela atenção!
          ~~ fim e desculpe

        • Eu também gosto do Medium, mas tenho um punhado de restrições e dúvidas sobre ele. E não é como se o Manual fosse feio, lento ou qualquer coisa, né? Ser independente, inclusive de outras plataformas, é na verdade uma vantagem para mim.

          Se o Medium quiser abrir a carteira e bancar a ida do site para lá, como fez com alguns americanos, eu total consideraria, mas ir voluntariamente para ser só mais um em meio a tantos, acho que não.

          • Paulo

            Com certeza, Ghedin! O novo blog está lindo e realmente é mais flexível que o Medium. Foi apenas uma sugestão de um leitor antigo e que admira seu trabalho :) Continuem assim!

  • Agora, alguém tem alguma informação da equipe de design de por que não aproveitar o logo na traseira e transformar ele no sensor biométrico?
    Não precisaria tirar o logo da Motorola, apenas colocar o sensor junto, manteria a sobriedade e coesão no aparelho e linhas… Isso ficou muito estranho e ficará ainda pior no X ou Z.

    • jonas720

      Esse leitor poderia ser mais discreto mesmo, assim parece até uma tecla.

  • ochateador

    Lenovo fazendo lenovice…..

    Lance apenas o Moto G 4 com preço inferior a R$ 1000 e pronto. Evita-se a perda de clientes e confusões.

  • Victor Serrão

    Gostei do Moto G Plus, apesar daquele botão “que não é botão”. E concordo com a crítica de que mais variantes diluem a força da marca. Fica mais difícil indicar o Moto G pro usuário normal, por assim dizer.

    Mas também, por outro lado… Vou dar um exemplo bem próximo. Meus pais anos atrás resolveram comprar um telefone novo pra cada um. Entraram na loja da Vivo e a vendedora indicou o primeiro Moto G, que na época era lançamento. Eles já estão no terceiro Moto G, e gostam muito. A crítica do meu pai é que o aparelho mais novo tem o mesmo sistema do anterior, e que é “tão rápido quanto” para ele. Então ele sente que não precisaria ter comprado o modelo mais novo.

    Pra essa galera, o Moto G vai continuar sendo a referência. Porque não faz diferença, na verdade. As configurações medianas continuam lá, e mesmo o Moto G Play vai atender bem a esse público. Esse público não vai querer saber que a Asus já faz um “Moto G” melhor.

    A pior coisa que pode acontecer com o Moto G, seria a Apple botar um iPhone qualquer na faixa dos 1.200/1.500, como já fez no passado com o 4S. Porque essa galera aí tem o Moto G mas queria mesmo era ter um iPhone. Mas todos sabemos que isso não vai acontecer antes do inferno congelar.

    • Marcelo Herberts

      Fala sério.. Tenho há vários anos um ipad, e acabei comprando um iPhone 5s há quase dois anos… Me arrependi… Pelo preço cobrado por esse iPhone ele oferecer 8Gb de espaço (na verdade 5Gb úteis), além da extrema falta de flexibilidade no uso de arquivos de diferentes extensões (carência de bons aplicativos na appStore), sem falar no famigerado iTunes?? Sem falar no fato de não ser dual chip e não ter abertura para micro SDCard??
      Resultado: vendi meu iPhone e voltei para o moto G. Voltei a ser feliz.
      Iphone pode ter atributos, mas… não vale o que cobram! É muito nome!

      PS.: continuo gostando do iPad, mas apenas porque ele se presta a um fim diferente – basicamente leitura de livros.

      • Saulo Benigno

        iPhone 5s de 8gb? Como assim?

        • Marcelo Herberts

          ops, errei a letra. É 5c :)

          • Saulo Benigno

            É verdade. O iPhone é ruim porque é difícil colocar um ringtone personalizado né? Não, digo, pela “falta de flexibilidade no uso de arquivos de diferentes extensões”, hein?????????

            “carência de bons aplicativos na appStore”??? Hahhahahaha, piada.

            Dual chip? ahhahahahaaha

            Falta de SD? sério, nessa altura de campeonato?

            Você compra um aparelho de baixo custo (5c 8gb), não tem dinheiro para comprar um com grande capacidade e fica reclamando do espaço?

            Difícil né?

          • Marcelo Herberts

            Saulo, minha experiência com produtos da Apple é de décadas. Desde a época de refugos como o Performa. Sabe do que estou falando?
            Por óbvio, a questão dos ringtones é apenas um singelo exemplo. Você não pode negar que a flexibilidade de uso do Android é MUITO maior do que a do iOS.
            Ao falar de diferentes extensões, me refiro à compatibilidade com diferentes tipos de vídeo. O itunes, ao que parece, só aceita vídeos em .mp4. Quer mais facilidade que a troca de arquivos pelo diretório do Windows, sem depender de um itunes da vida?

            Sim, amigo, falta de SDCard… Ou você acha qualquer um pode comprar um iphone de R$ 2600,00 para ter 64Gb, quando nm moto G posso expandir até 124GB??
            MESMO QUE EU TIVESSE R$2600,00, acha que seria burro pra gastar isso num celular?? Quanto você acha que custa um iPhone nos EUA? Mas ok, vá lá gastar seu dinheirinho.. hehe

  • O Moto E já está jogado no finalzinho do “Outros” no site da Motorola.
    Não demora muito e vai ser enterrado sem que ninguém note… bom, o Moto
    E nunca teve um lugar muito claro na linha da Motorola, e a Lenovo tem alguns modelos que podem vir para o lugar dele (desconfio muito que veremos o Vibe C por aqui).

    A Lenovo vai ter que dar salto mortal triplo carpado pra diferenciar o G4 Plus do tal novo X Play, ou Z Play, sei lá que nome tenha agora, porque acho que só colocar Snapdragon 65x no X Play/Z Play não vai ser assim suficiente, especialmente onde o G4 Plus pode vir com mais de 2GB de RAM.

  • Anthony Jatobá

    Será que a lenovo não lançou estes modelos para aproveitar a “fama” do moto G?

    Acho que no geral, o público não conhece as outras linhas tão bem quanto o moto G e talvez queiram aproveitar esse nome familiar para passar confiança.

  • Saulo Benigno

    Que horror. Vender celular como se fosse computador.

    16mp, 8mp, 2mp

    32gb, 16gb, 8gb/16gb

    3000mah, 2800mah, 2470mah

    1ghz, 2ghz, 3gh

    Ainda bem que existe a Apple e seus iPhone. Existem nada disso, eles não dão valores a essas especificações para vender.

    Fico feliz com isso.

    • Douwe

      A diferença de armazenamento e as diferentes versões do iPhone são o que? SE, 6, 6 Plus, 6s, 6S Plus, com 16 GB, 64GB, 128GB, iPhone SE com 2GB RAM, 6 e 6 Plus com 1GB, 6s e 6s Plus com 2GB; telas de 4, 4.7 ou 5,5 polegadas, câmeras de resolução diferente dependendo do modelo, são o que?
      A mesma coisa que a Lenovo faz, mas é a Apple, os fãs não falam mal de jeito nenhum.

      • Saulo Benigno

        Opa não confunda. Eu disse “vender como fosse computador”

        A Apple em momento algum vende aparelhos falando de memoria ram. Nas apresentações nem focam nisso. Não ficam fazendo isso diferencial.

        Nem propaganda, nada. Os diferencias são outros, eles não fazem propagandas disso ou passam apresentações focando nisso.

      • Eu acho a comparação bem descabida. O que a Apple muda em relação aos iPhone de uma mesma geração é marginal — como você mesmo mencionou, memória interna e, no caso do 6/6s e 6 Plus/6s Plus, a estabilização óptica da câmera nos modelos Plus. E só. Todo o resto é idêntico, a experiência é uniforme. Eu não corro o risco de pegar um iPhone que seja mais lento que outro lançado no mesmo ano.

        • Douwe

          Experiência uniforme? Vai falar isso pra minha mãe, que pisou em cima de um iPhone 5 depois que ele começou a travar loucamente depois de uma atualização. Só li até aí no seu comentário.

          • O que isso tem a ver? Todo iPhone 5, seja de 16 ou 32 GB, tem o mesmo desempenho. Se ele está lento hoje, quatro anos depois de lançado, é outra história.

            Já com o Moto G, e o que criticamos no post, o mesmo não vale: tem Moto G com 1 ou 2 GB, com processadores diferentes, recursos diferentes.

  • Saulo Benigno

    Poxa, lembro quando a Motorola lançou o Moto G original e foi o sucesso preço e qualidade. Vendeu muito. Muito mesmo.

    Qual a dificuldade dos empresários/empresas verem isso e repetirem o sucesso?

    E outra, como é impressionante que ainda hoje a leitura da digital nos outros aparelhos é mais lenta que a do iPhone 5S, lançado em 2013.

    E que funcionalidades inovadoras, girar para ligar camera, balançar para ligar lanterna.. uau viu.

    • E todas as versões! Aqueles fones de ouvido que vinham junto eram a febre da época

  • Luna Gas

    Eu não estou achando local para excluir Aplicativos indesejado no Moto G4 Play.
    Tem como alguém me dar as dicas? https://uploads.disquscdn.com/images/20afb48bee86cf7edb3fb3bf5c919890dedbf07184e614e7513df5d4673a2082.jpg