O que tem na sua mochila, Maurício Renner?

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17/4/17, 13h13 4 min Comente

Foto do Maurício Renner.

Maurício Renner é editor do Baguete Diário, site de notícias sobre TI sediado em Porto Alegre (RS). Neste ano, está comandando o site à distância em Plauen, uma simpática cidade do leste alemão onde a esposa arrumou uma bolsa.

Estes são os conteúdos da sua mochila:

1. Materiais de estudo de alemão. Estou fazendo um curso de alemão em Zwickau, aqui do lado de Plauen. É um trabalho duro: comecei com a meta de ler o Frankfurter Allgemeine, um jornal local, mas no momento já me contento em conseguir falar com as crianças do prédio. Até o final do ano, provavelmente estarei feliz se acertar o acusativo e o dativo em uma frase de quatro palavras.

2. Leitura. Assinar a New Yorker foi uma das medidas corretas que eu tomei na vida. O pessoal lá se estende um pouco nas suas matérias, então eu sempre estou lendo três edições ao mesmo tempo. Na banca de revistas da estação tem a The Economist, que eu compro às vezes. Levo junto também um livro para variar, no caso aqui uma história especialmente cabulosa do Ian McEwan que eu não tive coragem de começar.

3. Adaptadores de tomada. Eu levo mais de um para fazer o bem emprestando para pessoas que não tem, o tipo de coisa que abre as portas do paraíso para pecadores.

4. Um desses negócios de cartões. Nunca se sabe.

5. Uma balança. Isso é útil em viagens internacionais que envolvam aquisição de muamba, mas não deveria ficar dentro da minha mochila o tempo todo. Vou tirar.

6. Cinco canetas Pilot Precise V7. Com o tempo eu venho me permitindo ter um grupo crescente de manias, uma das quais é só escrever com essa caneta. É muito satisfatório a maneira como ela solta tinta.

7. Um lápis. Infelizmente, desde o início dos meus estudos de alemão eu venho tendo que apagar constantemente erros gramaticais e as canetas estavam arruinando meu livro. Ver item 1.

8. Um caderno. Aqui na Alemanha eles vem quadriculados, o que qualquer pessoa com uma dose moderada de TOC apreciará como uma contribuição positiva para a qualidade de vida. Na folha, minha tentativa de sistematizar o uso de dativos. Ver item 1.

9. Duas barrinhas de cereal Ritter. Numa ocasião, eu fiz uma viagem para a Índia que envolveu viver a base de cereais por 10 dias. O resultado é que eu odeio barrinha de cereal e só como quando é a última alternativa — o que faz delas um bom item de sobrevivência para se ter na mochila.

10. Uma maçã e uma bergamota. É importante comer frutas, etc. Uma bergamota é uma boa companhia se o sol está batendo do jeito certo, ou então um modo tão eficiente como um saco de Cheetos de deixar um ambiente fedido.

11. Escova de dentes e pasta. Não saio escovando os dentes por aí, mas é um item de sobrevivência, como as barrinhas de cereal do item 9.

12. Três pendrives. Vai que tu encontra alguém na rua com a coleção completa da Playboy brasileira dos anos 80.

13. Máscaras de sono. Sempre achei isso algo pouco viril, mas uma vez me deram uma num voo da Aeroméxico, eu usei uma e funcionou. O que é a aparência de masculinidade frente a uma boa noite de sono? Peguei três e sempre tenho elas na mochila.

14. Uma touca preta. Às vezes fica frio. Às vezes é uma boa parecer um tipo suspeito. Para as duas ocasiões, uma touca preta ajuda muito.

15. Fones. Nunca tinha ouvido falar dessa marca Noontec e o troço é meio feio, mas um amigo me garantiu que se tratar de um bom custo benefício, o que se comprovou verdade. Infelizmente, o negócio quebrou, mas deu para consertar bem com essas fitas adesivas. Aliás, o rolo de fita poderia estar na mochila.

16. Um cachecol verde. Às vezes fica frio (ver item 14) e esse tom de verde parece bom para uso de camuflagem (ver os itens 9 e 11).

17. Um notebook Lenovo. Comprei por US$ 300. É um notebook, não tenho maiores comentários sobre ele.

18. Uma mini garrafinha de Jaggermeister e uma peteca. Adicionei esses itens para efeito cômico, mas agora, pensando bem, acho que eles ocupam pouco espaço e agregam muito em termos de sobrevivência (ver itens 9, 11 e 16).

A mochila em si eu ganhei da SolidWorks num evento. Eu gosto do fato que a marca é discreta e venho usando ela faz uns 10 anos.

Mochila do Maurício Renner. Clique para ampliar.

Nota da editora: “Na mochila” é uma seção semanal do Manual do Usuário que apresenta o interior das bolsas e mochilas de leitores, colegas e amigos. Veja as outras mochilas já publicadas e mande a sua.

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