Review do Optimus L7 II.

[Review Rápido] Optimus L7 II, o topo da linha mid-range da LG

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19/11/13, 10h03 7 min 11 comentários

Ano passado a LG apresentou a linha Optimus L, composta por smartphones low-end e mid-range com preços atraentes e desempenho agradável principalmente nos modelos mais simples. Em 2013, sem muita criatividade e com poucas mudanças, a LG lançou a segunda leva desses aparelhos chamando-a de L II.

Um review rápido é o que o nome diz: a análise de um gadget feita com menos detalhamento do que reviews convencionais. Como sou um só e às vezes o volume de aparelhos é maior do que a minha capacidade de analisá-los, a saída encontrada para falar um pouquinho do excedente sem correr o risco de fazer julgamentos precipitados foi encurtar esses reviews.

Optimus L7 II: Android intermediário da LG.
Foto: Rodrigo Ghedin.

O Optimus L7 II é o modelo mais robusto desses novos — o L9, que existia na primeira geração, não fez a transição para a atual. Ele conserva diversas características do seu antecessor e traz algumas melhorias interessantes, ainda que insuficientes para destacá-lo — o que, convenhamos, é bem difícil no mar de smartphones Android.

Nos Optimus L do ano passado o design angular era um diferencial questionável. Os aparelhos eram bem quadrados, impactando até a ergonomia. O L7 II é diferente, assemelha-se mais ao padrão de outros aparelhos e fabricantes, com cantos e bordas traseiras arrendondadas. Ele é confortável de segurar.

A tampa traseira com acabamento em black piano.
Foto: Rodrigo Ghedin.
O tamanho do Optimus L7 II em perspectiva.
Da esquerda para a direita: Nexus 4, caneta BIC, Optimus L7 II e iPhone 5. Foto: Rodrigo Ghedin.

O acabamento é todo de plástico e para desespero de quem tem TOC com limpeza a tampa de trás é em black piano, aquele ímã de impressões digitais. Ela sai com facilidade, revelando a bateria e os slots para o SIM card e cartão micro SD — um de 4 GB acompanha o aparelho. Há ainda, no mercado local, o L7 II Dual, com suporte a dois SIM cards.

Na frente, chamam a atenção a borda prateado e o botão principal que traz um LED multicolorido no seu contorno, como o Optimus G Pro. Vem desse phablet, aliás, outro toque exclusivo: o botão extra do lado esquerdo, acima dos de volume, configurável nas opções do sistema.

O Optimus L7 II herda alguns detalhes do Optimus G Pro.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Configurações medianas com dois destaques

A tela do L7 II mantém a tradição da LG de fabricar painéis bonitos. Ela tem 4,3 polegadas, painel IPS, boa fidelidade de cores. Só escorrega na resolução, de 800×480, o que não chega a incomodar na maior parte do tempo, mas revela serrilhados na hora de reproduzir vídeos, jogos e fontes pequenas àqueles com olhos mais atentos. De qualquer forma, com 217 pixels por polegada é uma tela bacana.

Detalhe curioso (e chato): não há controle automático do brilho. Isso passa numa boa em modelos de entrada, mas para um que se posiciona como mid-range é uma ausência estranha.

Botões frontais do Optimus L7 II.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Para mostrar o que aparece na tela e receber os comandos do usuário, o L7 II conta com um Snapdragon S4 Play, um SoC mediano com processador Cortex-A5 dual core de 1 GHz, GPU Adreno 203 e 768 MB de RAM. Está longe de ser ruim; ele lida bem com o Android e as intervenções da LG no sistema, e na maior parte do tempo não é impedimento ao bom uso do smartphone. Mas basta exigir um pouco mais, com um jogo ou intensificando o uso da multitarefa, que algumas engasgadas se fazem notar.

Optimus UI: piora em relação ao Android puro.

O L7 II não foge à regra e, a exemplo dos demais Androids da casa, vem com uma camada extra sobre o Android (4.1.2, no caso), a Optimus UI. Elementos visuais e configurações, quando aplicáveis, são os mesmos do Optimus G Pro, incluindo o QuickMemo – que em uma tela abaixo das 5 polegadas não faz lá tanto sentido. As críticas feitas à Optimus UI no último review se repetem aqui: as alterações são feias, a usabilidade é pior que a do Android puro e, ainda que existam, é difícil encontrar pontos onde ela se justificam no sentido de serem benéficas ao usuário.

A câmera de 8 mega pixels é o que se esperaria de uma topo de linha em celulares há dois anos: passável em ambientes com bastante luz, sofrível com luz artificial e proibitiva em locais com baixa iluminação. É relativamente fácil deparar-se com ruído e o baixo alcance dinâmico atrapalha. Novamente: para um mid-range, está de acordo. São fotos que ficam bonitas em redes sociais, redimensionadas, e que são suficientemente boas para guardar para a posteridade. O mesmo não pode ser dito dos vídeos, dada a incapacidade de filmar em alta definição. O L7 II só grava vídeos em 480p a 30 quadros por segundo, o que é uma pena.

Além da tela, a bateria é outro ponto que se destaca no L7 II. Ela tem 2460 mAh, um valor alto nesse patamar. A título comparativo, o modelo anterior tinha uma bateria de 1700 mAh e alguns concorrentes do atual, como o Xperia M, da Sony, e o Lumia 620, da Nokia, ficam bem abaixo do que o L7 II oferece — 1750 e 1300 mAh, respectivamente. Dá para ficar mais de um dia longe da tomada com esse smartphone, uma coisa sempre boa independentemente da faixa de preço em que ele se insere.

Como telefone o aparelho cumpre bem o que se espera de um. O alto-falante traseiro, porém, é um tanto ruim, com volume baixo e um som pobre, carente de detalhes e graves. Os fones de ouvido que vêm na caixa são bem ruins também.

Vale a pena comprar um Optimus L7 II?

Um bom smartphone intermediário.
Foto: Rodrigo Ghedin.

Quando lançado no Brasil, em abril, o L7 II com suporte a um SIM card tinha o preço sugerido de R$ 929. Hoje é encontrado em lojas virtuais confiáveis por valores que variam de R$ 720 a R$ 800, o que o coloca em choque com aparelhos bem atraentes.

O Nexus 4, também da LG, está em promoção eterna no varejo local e, enquanto não esgotarem os estoques, é a melhor compra não só nessa faixa, mas de todas do mercado. A uma cabeça de distância aparece o Moto G, da Motorola, que bate o L7 II em praticamente todos os quesitos e tem preço sugerido quase R$ 100 mais barato que o aparelho da LG já com descontos promocionais aplicados. Outros modelos correm por fora, como o Lumia 720, da Nokia, e o Xperia L, da Sony.

Comprar o Optimus L7 II não é mais um bom negócio. E é compreensível: ele foi lançado há oito meses, uma eternidade em se tratando de smartphones que parece ainda maior entre os modelos de entrada e intermediários. Se vê-lo em alguma promoção agressiva, porém, de repente pode ser uma boa. Apesar das mexidas infelizes da LG no Android e do SoC mediano, tela e bateria ainda estão acima da média e são capazes de deixar qualquer dono de um L7 II bem contente.

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  • Para nossa alegriaaaaa, o Moto G e Moto X vão fazer a concorrência se revirar pra tornar algum aparelho mais atrativo.

  • Pedro

    Este celular era bem atraente na sua faixa de preço na época do lançamento. Meu pai possui um L7 há cerca de 2 anos e é um celular bonito esteticamente. Concordo que o Nexus 4 é melhor opção disponível nesta faixa de preço. Mas, o Moto G foi o lançamento que mais me empolgou este ano, acredito o ver na faixa de 500-600 já nos próximos meses quando for difundido no varejo. Penso em comprar um G em razão do seu “dual sim” para usar como segundo celular ou “celular de rua e balada”. Vou esperar o music edition baratear ainda mais para boletar. Abraço!

    • Bom, o Moto G na versão 8GiB já dá para encontrar na casa dos 500 reais, e a versão colors de 16GiB na casa dos 600. Ambos em promoções e/ou à vista.

    • O Moto G é mesmo o celular a ser batido agora. É muito bom pelo que custa. Como disse no review, o L7 II é de abril deste ano, meio antigo portanto. A LG (e as outras fabricantes) terão que se desdobrar para alcançarem o custo-benefício do novo aparelho da Motorola.

  • Rogério Calsavara

    Fui dar uma conferida nas especificações técnicas dele no GSM Arena e o que mais me surpreendeu (negativamente) foi a memória. Ele tem 768 MB de RAM. Como? Menos do que o Razr D1? Aí complica, né?

    Pode ser que essa memória seja o suficiente, mas de qualquer forma chama a atenção ele ter menos memória do que um smatphone de entrada (low end) da concorrência. E nem dá para usar o argumento de que é assim por ter sido lançado há muito tempo. Ainda segundo o GSM Arena o L7 II foi lançado em fevereiro de 2013 e o Razr D1 em março do mesmo ano. É apenas um mês de diferença! (ou menos, dependendo do dia de lançamento).

  • Luis

    Nessa faixa de preço também dá para encontrar o Ativ S da Samsung (comprei por R$ 790,00). Um ótimo aparelho, diga-se de passagem: Tela 4,8″ AMOLed, 16 Gb, Câmera de 8mpx, mas é um WP8.

  • Felipe Lima

    Só faltou um video maroto e simpatico resumindo o review do post! :D

    Att

  • Daniel Rodrigues

    Sou proprietário deste aparelho, e estou muito satisfeito, o que mais me impressiona é a autonomia da bateria

  • Pingback: Lumia 520, Optimus L4 II, Razr D1 ou Xperia E: qual o melhor smartphone abaixo de R$500? | Google Mais Brasil()

  • Marcos Tony
  • celio aparecido

    já estou a dias observando todos os comentarios sobre celulares e o que mais me atraiu foi o noto G e X um tem a vantagem de dois chips outro tem outras vantagens tipo NFC mas para eu comprar um só ta faltando dinheiro. O que voces me indicariam? trabalha seu mala kkkkk essa é a primeira indicação. Tchau desculpa pela brincadeira é só para descontrair um pouco.