Recorte de 14/05/2014

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14/5/14, 8h20 5 min 8 comentários
Moto E, novo smartphone baixo custo da Motorola.
Foto: Motorola.

A seção Recorte traz posts diários, nas manhãs de terça a sábado, com um resumo das notícias mais importantes e curiosidades que valem a pena no mundo da tecnologia.

Moto E. O novo smartphone de baixo custo da Motorola já tinha vazado praticamente por inteiro. Ontem, o Moto E foi oficializado. O aparelho tem configurações respeitáveis para um modelo de entrada (SoC Snapdragon 200 com CPU dual core de 1,2 GHz, 1 GB de RAM, 4 GB de espaço com possibilidade de expansão via cartão SD, tela de 4,3 polegadas revestida por Gorilla Glass 3 e com resolução de 540×960).

No Brasil, o Moto E sai em duas versões, ambas dual SIM, a mais cara, de R$ 599, com suporte a TV digital — a outra, sem esse mimo, custará R$ 529. Começa a ser vendido hoje e tem tudo para ser sucesso como os irmãos mais velhos, Moto G e Moto X.

+ Na Época, Bruno Ferrari publicou uma entrevista com Rick Osterloh, CEO da Motorola, que veio ao Brasil para lançar o Moto E. Osterloh declarou que “(…) eu não acho que seja justo smartphones como o iPhone e o Galaxy S custarem mais do que U$ 600. Eles não valem isso.” Meio polêmica, mas ele tem o Moto X para respaldá-la: é incrível como um aparelho de R$ 1.000 consegue fazer frente a tantos outros que chegam a custar mais que o dobro. Ao lado do Nexus 5, continua sendo a minha recomendação para quem quer um smartphone Android.

+ Hands-on da galera que esteve na coletiva: ZTOP, Tecnoblog, Gizmodo, The Verge (não veio aqui, mas tem belas fotos). Já pedi uma unidade à assessoria da Motorola e espero recebê-la em breve para testar e escrever um review.

+ Logo de cara já tem loja vendendo o Moto E a preço promocional. No Submarino, por exemplo, está saindo por R$ 536.

Moto G 4G. Aproveitando o embalo, a Motorola também anunciou uma versão 4G e com slot para cartão SD do seu Moto G — smartphone mais vendido da história da empresa, líder de vendas no Brasil. A nova versão, que vem com 8 GB de memória interna e apenas com a capa preta na caixa, sai em junho por R$ 799. #

Novidades no Outlook.com. A Microsoft anunciou uma série de novidades para seu serviço de e-mail, com destaque para regras avançadas — do tipo que podem ser combinadas, com diversos gatilhos e ações à disposição. Completam o rol um botão de desfazer, respostas “inline” e ajustes finos no bate-papo via Skype e Facebook. As novidades serão liberadas em lotes para os usuários nas próximas semanas. #

Netflix para todos no Xbox. Em junho, uma das limitações mais chatas dos Xboxes, 360 e One, cairá: não será mais preciso assinar a LIVE Gold para usufruir dos apps de entretenimento — Netflix, YouTube, Twitch, Machinima e outros. O anúncio veio com o de uma nova versão do Xbox One, mais barata (US$ 399 lá fora, R$ 1.999 aqui no Brasil), que não inclui o Kinect. #

Lei contra celulares em eventos e espaços culturais. Um projeto da câmara de vereadores do Rio de Janeiro quer proibir o uso de celulares em teatros e cinemas, sob pena de multa de até R$ 1 mil. Esse tipo de intervenção já é discutível por si só, mas a motivação do vereador Marcelo Arar (PT-RJ), autor do projeto, piora. Da reportagem d’O Globo: “Arar adianta que não prevê fiscalização para esse tipo de infração, mas acredita que a simples aprovação da lei já deixará os inconvenientes menos à vontade para atrapalhar o espetáculo alheio.” A que ponto chegamos?

All your e-mail are belong to Google. Quem troca informações sensíveis por e-mail ou se preocupa bastante com privacidade, não usa o Gmail — desde o lançamento o Google nunca escondeu que robôs varrem as mensagens para direcionar anúncios e o escândalo da NSA no ano passado só aumentou as suspeitas em torno do serviço. Benjamin Mako Hill é um desses. Só que ele descobriu, rodando um script em sua caixa de entrada, que mais da metade das suas mensagens acabam chegando aos servidores do Google, já que muitos dos seus contatos usam o Gmail. “Os números são maiores do que eu imaginava e refletem algo meio depressivo. Eles mostram como é complicado pensar em privacidade e autonomia para comunicações entre pares.”

Um ano sem Facebook. Dani Arrais conta, no blog da Contente, como passou um ano sem Facebook. A história, inspiradora, revela como a rede social pode sugar tempo livre e nos privar de aproveitar o que a web tem de bom, mas na conclusão acaba revelando o segredo para conciliar as duas coisas: ser rígido com o controle sobre o seu perfil, filtrar e ajudar os algoritmos a entenderem o que você gosta de ver na linha do tempo.

Ilustração para o post sobre um ano sem Facebook.
Ilustração: @valeriahevia.

O direito de ser esquecido. Um espanhol ganhou na justiça o direito de ter um resultado atrelado a seu nome apagado no Google. Era o primeiro ao pesquisar por ele, e dizia respeito a uma dívida que ele tinha. No Guardian, James Ball discute as implicações desse precedente, e aqui no Brasil, o Pedro escreveu no Facebook como a nossa noção de privacidade online é diferente da europeia.


Por hoje é só e lembre-se: amanhã tem mais!

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  • Igor

    Um detalhe é que parece que o lançamento do Moto E serviu pra dar uma subidinha no preço do Moto G (ao menos no varejo). Até semana passada algumas lojas tinha o G por menos de R$ 590 (ainda tem os links no Buscapé). Essa semana o mais barato está por volta de R$ 640,00.

    • Ainda tem Moto G basicão por R$ 584 nos links de promoção do Manual do Usuário :-)

      • Igor

        Sem estoque…

        Como falei, tem alguns links no Buscapé a R$ 584. Mas todos sem estoque.

        • Ou estou ficando maluco, ou ontem, quando publiquei o comentário acima, ele ainda estava em estoque. Pena, o que é bom realmente dura pouco!

          Vou atualizar a página de descontos. Valeu, Igor!

  • Wagner Viscardi

    Ghedin, que bom ler suas matérias novamente, pois seu teu leitor desde os tempos do “winajuda”. Pronto, voltaste aos meus favoritos!

  • Eduardo

    Eita, quanta notícia interessante em um post só! Bom, vamos em partes:

    – Moto E: mais uma ótima alternativa de smartphone barato, ainda mais por ser dual-chip, o que cai como uma luva para o público brasileiro, que frequentemente usa mais de uma operadora para aproveitar o “efeito clube”.

    – Outlook.com: já estava muito bom, agora com essa novidades ficará ainda melhor. Por enquanto continuo com meu Gmail como conta principal, mas já sei para onde correr o dia que quiser mudar.

    – Xbox e Netflix: sério que precisava de uma assinatura paga (!) da Microsoft para poder *assinar* (pagando também, evidentemente) o Netflix e outros serviços de stream? Que ridículo!

    – Celulares em eventos culturais: é uma questão complicada. Por um lado muitas pessoas atrapalham os demais quando ficam tirando fotos, gravando vídeos, falando ao telefone, ou simplesmente com o toque do celular. E outras têm mais noção de bom senso, evitam todas essas inconveniências e mantêm seus aparelhos no silencioso do apenas para usarem como relógio e estarem disponível para ligações emergenciais (ou não), que serão atendidas do lado de fora. Sei que por causa de uma parcela da população (do RJ) que não sabe se comportar todos os demais serão atingidos, mas será que precisamos tanto assim de nossos aparelhos durante esses eventos? Já temos que nos desligar deles durante provas escolares e da faculdade, em concursos, consultas médicas, odontológicas, etc. Custa tanto assim desligar o celular (ou deixar no mudo e não ficar mexendo nele) por 2 horas enquanto assiste um filme no cinema ou peça de teatro?

    – Um ano sem Facebook: motivações válidas da autora, e interessante ver isso vindo de uma pessoa que trabalha com mídias sociais. Vários dos motivos relatados também se aplicam a mim, que estou caminhando para meu 1 ano fora também. Sinceramente, quase não estou sentindo falta. Uma das poucas inconveniências é que alguns avisos de professores que irão faltar às aulas da faculdade chegam mais rápido pelo Facebook que por outros meios. Uma consequência menos óbvia que estou adorando é ter total liberdade para formular minhas opiniões sobre temas e polêmicas atuais sem estar exposto à interferência da pressa inerente às redes sociais, onde “todo mundo” tem que formar uma opinião rapidamente sobre qualquer coisa, e exibir para todos os “amigos”, seja através de textos próprios, ou, muito mais frequentemente, compartilhando textos prontos de outras pessoas com os quais se identificam. É sempre bom trocar ideias com outras pessoas e ouvir opiniões diferentes, o problema é que o Facebook nos impõe um senso de *pressa* para que tomemos algum partido, e ao fazer isso incentiva opiniões extremistas e com reflexão rasa.

    – O direito de ser esquecido: li o texto do Pedro Burgos (obrigado por postar publicamente, Pedro! De outro modo eu não poderia ler, rs), não li ainda o do The Guardian. Realmente, nossa noção de privacidade é bem diferente da europeia, e particularmente me identifico mais com a última. O Pedro discorda da gravidade do motivo alegado pelo espanhol para ter seu resultado de busca apagado, eu já concordo. Mesmo que ele não esteja mais passando por problemas financeiros e aquele fato tenha ficado em um longínquo passado, aquele resultado de busca *em destaque* podia prejudicar sua reputação e constrangi-lo. Já tinha lido algo sobre menores infratores no Reino Unido receberem uma nova identidade, e isso me parece ótimo. O menor que cometeu o crime é punido, e quando terminar de cumprir sua pena poderá recomeçar sua vida sem o estigma que teria se continuasse com o mesmo nome. Imagine: quem é que gostaria de contratar uma pessoa que já foi presa por espancar ou estuprar outra? Por conta de um erro no passado (cuja pena já foi cumprida, e cujo autor possivelmente até se arrependeu), a pessoa teria *toda* a sua vida manchada, e jamais poderia viver normalmente, a menos que, sei lá, se mudasse para algum lugar distante, em que ninguém o conhecesse nem tivesse acesso à internet para pesquisar por seu nome. Então acho, sim, que deveríamos ter o direito de ser esquecidos, e que quando isso entra em conflito com a liberdade de expressão, tão valorizada pelos nossos ativistas de sofá, a prioridade deve se dar ao direito da personalidade.

    Ufa, quanta coisa! Aliás, ótima ideia esse Recorte diário! Abraços!