Danilo Gentili.

A maioria dos seguidores de Danilo Gentili no Twitter é mesmo fake?

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26/6/15, 11h39 3 min 111 comentários

Um C E R T O B L O G chapa-branca publicou, com a pompa de descobridor do fogo, a denúncia de que o humorista e apresentador Danilo Gentili inflou sua base de seguidores no Twitter. A “fraude dos milhões de seguidores”, diz a chamada.

Por que alguém faria isso? Olha, há bons motivos. Uma base grande enche os olhos de admiradores, aumenta o faturamento com tweets patrocinados e, claro, esquenta o clima na (tentativa de?) diálogo com a oposição. No caso de Gentili, o referido blog o acusa de se aproveitar da sua base de seguidores de mentirinha para fortalecer o discurso da direita nas últimas eleições.

A fonte do número, que aponta que quase 60% dos seguidores de Gentili são fakes, é o Twitter Audit. Ele foi aferido pela Pública, numa extensa reportagem sobre a atuação questionável da direita nas redes sociais1. É verdade? Sim, mas é preciso atentar à metodologia, algo que a matéria do tal blog alerta, porém não expõe ou sequer considera, e a que a Pública dá mais importância do que mereceria numa análise mais objetiva.

O Twitter Audit é gratuito e fácil de usar. Após autenticar-se com sua conta no Twitter, basta apontar um perfil para que ele calcule a porcentagem de seguidores fake. Isso é feito por amostragem e tem ressalvas, explicadas no rodapé do próprio site:

Cada auditoria pega uma amostra aleatória de 5000 seguidores do Twitter de um usuário e calcula uma pontuação para cada um deles. Essa pontuação é baseada no número de tweets, data do último tweet e proporção entre seguidores e amigos. Usamos essas pontuações para determinar se um dado usuário é real ou falso. Obviamente, esse método de pontuação não é perfeito, mas é uma boa forma de dizer se alguém que tem muitos seguidores provavelmente inflou seu contador por meios artificiais, fraudulentos ou desonestos.

“Esse método de pontuação não é perfeito”, esse é o ponto. A ferramenta não faz distinção entre fakes e usuários inativos, e não é pouca gente: até 2014, 741 milhões de contas no Twitter eram inativas. Quase metade desse povo criou suas contas, entrou uma vez e, em seguida, abandonou o Twitter. É um número muito menor que o total de contas ativas, que não chega a 300 milhões.

Meu perfil pessoal tem pouco mais de 4 mil seguidores. Nunca participei de esquemas, nem usei scripts ou robôs para inflar meus seguidores. Resultado:

Twitter Audit de @ghedin.

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tem um score bem mais baixo que o meu:

Twitter Audit de @dilmabr.

O senador Aécio Neves se sai bem na análise:

Twitter Audit de @aecioneves.

Você pode brincar com o Twitter Audit aqui.

A distinção entre contas inativas e fakes é importante — uma coisa é fruto das intempéries da vida; a outra, má fé. Mas o Twitter Audit, isolado, não é parâmetro para julgamentos do tipo.

Infelizmente, não existe ferramenta perfeita para apontar perfis inflados, e enquanto o mercado publicitário, a imprensa (!) e as pessoas em geral se deixarem impressionar por NÚMEROS ENORMES, sem questioná-los com isenção, essa indústria que forja gente com quantidades maciças de seguidores incapazes de pensar, feitos de bits, a fim de criar uma autoridade artificial, continuará existindo.

  1. Antes de sair compartilhando “EU SABIA!!”, acalme-se, amigo da esquerda. Essa prática não é exclusividade da direita.
Compartilhe:
  • Talvez a OLAVETE Danilo Gentilli não tenha usado tais scripts, porém, não duvido de que extremistas de direita que possuam vários fakes o sigam. Gentilli é seguidor do guru da direita extremista e ultra religiosa, o astrólogo Olavo de Carvalho, que “refutou” Albert Einstein

    • Na política brasileira, “todo mundo usa fake”: http://apublica.org/2015/06/todo-mundo-usa-fake/

    • Fabio Montarroios

      acho q não se deve condenar as ovaletes e mesmo os adeptos ferrenhos do discurso de esquerda… boa parte deles está em busca de identidade, cara, e esses discursos caem como uma luva qdo vc está indeciso sobre o q é e sobre o q quer ser… um dia vi um jovem pegar um livro do olavo na livraria e pensei “puts…”. depois ele fez menção de arremessar o livro longe e pensei novamente: “ufa”. e depois pensei sobre o q pensei e vi q, na verdade, não deveria me importar com as leituras dele, já q ele é livre pra ler o q quiser e acabei me sentindo um pouco mal por agir como um maldito censor agiria.

      • tuneman

        exato. ainda mais os jovens. quando se é adolescente ficamos fascinados com hitler, che, charles manson…., alguns acabam levando essas coisas a sério demais.

        • Louis

          Alguns levam tão a sério que vivem para se tornar presidente ou presidenta e se dedicam a apoiar ditadores assassinos de diversos continentes.

      • Vamos distribuir Mein Kampf para as massas! o/
        [sarcasm off]

      • Marcos Balzano

        Esse é o grande ponto, o cara, pode bostejar o quanto quiser, e a liberdade de expressão o defende. Essa é a beleza e o mal da democracia.

      • Marcos Balzano

        Esse é o grande ponto, o cara, pode bostejar o quanto quiser, e a liberdade de expressão o defende. Essa é a beleza e o mal da democracia.

        • Fabio Montarroios

          não vejo muita beleza nisso, mas… q fazer?

          • Marcos Balzano

            Isso é umas das bases da democracia, você pode não gostar mas é por ela, a liberdade de expressão, que você vem aqui comentar o seu desgosto sobre certos assuntos e ninguém o proíbe.

          • Marcos Balzano

            Isso é umas das bases da democracia, você pode não gostar mas é por ela, a liberdade de expressão, que você vem aqui comentar o seu desgosto sobre certos assuntos e ninguém o proíbe.

          • Fabio Montarroios

            nada contra a liberdade de expressão, o problema é o q fazem com ela…

          • Marcos Balzano

            Você pode dizer o que quiser, desde que não seja discurso de ódio ou algo do tipo, mas vai ter que ouvir o que não quer, você pode não gostar mas ela está ai.

      • cara, esse pessoal do OLAVISMO CULTURAL é completamente retardado

        • Fabio Montarroios

          obsessão pura, tá louco. e eu lia as colunas do olavão (do lado das do sérgio augusto!) na “bravo!” (antes de ser comprada pela abril) qdo era jovem e achava o cara inteligente e tal… e eu lia tb a revista república e achava foda! pô, era editada pelo reinado azevedo! q guinada escrota desses caras. se é q deram ou eu era tão besta q não me dava conta do q eles escreviam…

        • Fabio Montarroios

          obsessão pura, tá louco. e eu lia as colunas do olavão (do lado das do sérgio augusto!) na “bravo!” (antes de ser comprada pela abril) qdo era jovem e achava o cara inteligente e tal… e eu lia tb a revista república e achava foda! pô, era editada pelo reinado azevedo! q guinada escrota desses caras. se é q deram ou eu era tão besta q não me dava conta do q eles escreviam…

    • ataque ad hominem.

      ¬¬

      • OLAVETE detectada

        • ad hominem²

          parabéns, champs.

          e não, não sou. mas, obg mesmo assim, conheço uma pá de gente que faz jus ao título e detêm capacidade analítica, intelectual, argumentativa e conhecimento textual e literário que me impressionam e me deixam envergonhado de minha pequenez.

          então, champs, não me chame de olavete. se não pelo fato de eu não ser, pelo menos pelo fato de eu não estar à altura do epíteto.

          vlw, flw.

  • Diego Farias

    25.1% dos meus seguidores são fakes… Gente ‘-‘

  • Diego Farias

    25.1% dos meus seguidores são fakes… Gente ‘-‘

  • Fabio Montarroios

    Acho curioso o SBT dar tanta guarida ao “discurso” (coloco aspas pq chamar palavras idiotas justapostas de discurso é demais) extremado… Isso me faz presumir que se o Silvio Santos, tivesse vivido em outra época, ele certamente seria um colaboracionista e entregaria os seus sem dó. Toda a ignomínia junta desse canal daria um bom compêndio do lixo em q se pode transformar concessões públicas… E toda vez q vou aos Correios me oferecem essa merda de Telesena – q raiva. Qto a apuração dos fakes, sim, ela deveria ser melhor mensurada e não ser levada a ferro e fogo. E sobre as matérias da Pública, gostei muito de uma q fala sobre as formas criativas de financiamento dos movimentos ditos de direita, vale a leitura.

    • Louis

      Só quero saber que discurso extremado é esse.

      A mídia no Brasil é na sua imensa maioria esquerdista, preconceituosa e parcial.

      Aí vem você defender que o único canal de TV aberta brasileiro que tem um pouco (bem pouco mesmo) de independência jornalística siga o fácil caminho dos outros.

      O pior de tudo nem é isso, mas, você vir aqui defender a censura.

      • Bom, tem a Sheherazade, né?

        • não entendi sua resposta, Ghedin.

          pode explicar, por favor?

          • O @disqus_1TXBqyGKZD:disqus perguntou “que discurso extremado” seria esse do SBT, e… bem, a Raquel Sheherazade é um exemplo.

          • ah ok, entendi sua resposta.

            bom, discordo de sua análise e julgamento sobre ela, mas ok, respeito e defendo seu direito de expressão e opinião, afinal tem aquele ditado de unanimidade burra, certo?

            ;)

            abs,

        • Louis

          Isso depende. Afinal ela está completamente censurada no SBT graças ao maravilhoso governo democrático que vocês defendem.

          • Fabio Montarroios

            apologia ao crime é crime, amigão…

          • Louis

            Nunca vi a Rachel Sheherazade com apologia ao crime, em compensação, um professor extremista de esquerda queria que ela fosse estuprada.

            Isso sim é sem dúvida alguma apologia ao crime.

          • Fabio Montarroios

            uma imbecilidade não justifica a outra, como se vê. no caso do garoto amarrado ao poste no rio, ela justificou a ação e incentivou sua audiência a fazer justiça pelas próprias mãos… crime, véio! o professor q sugeriu o estupro conseguiu se igualar ao q quis condenar, ou seja, não parece ser um bom professor.

          • Louis

            Muito pelo contrário. Não existe justificativa para violência.

            O que ela defendeu na época e foi desvirtuado pela mídia esquerdista brasileira foi o direito de legítima defesa.

            Ela tem muitas opiniões que não concordo, mas pautar a discussão por isso é uma completa ingenuidade.

            O governo ficou incomodado quando uma voz crítica surgiu na TV aberta pela primeira vez e concentrou seus esforços para mantê-la calada. E conseguiram.

          • Olha, não vou entrar (muito) no mérito, mas aquilo não foi legítima defesa. Pelo menos, não a legítima defesa que consta no Código Penal vigente, a que vale perante o judiciário…

          • “compreender” é bem diferente de “defender”.

            eu posso entender pq alguém faz tal coisa, mas isso não quer dizer que apóio ou defendo o que foi feito.

            diferentemente de políticos esquerdistas mal-intencionados e hipócritas até a raiz da medula, que sambam em cima de cadáveres, como o ex-ministro da educação que defendeu o desarmamento por conta do imbecil que matou dezenas de crianças no RJ.

            como se o infeliz que resolveu burlar a lei para assassinar crianças e professores não pudesse recorrer a meios igualmente ilegais para conseguir as armas.

            desarmamento no Brasil só desarma cidadão, enquanto o ladrão continua armado e cada vez mais bem aparelhado.

            os políticos de esquerda no Brasil, bem como seus ideólogos, são o supra-sumo da bosta de gato em pó. nem pra esterco servem.

          • O que você defende é a Lei de Talião, e isso não resolve o verdadeiro problema. Vamos nos matar a todos e aí?

            O que eu noto que falta em discursos do tipo, totalmente, é um tiquinho de empatia (houve o mesmo ali em cima, quando tu falou de “esquerdistas”). O bandido está errado, em absoluto, mas é um ser humano, um igual seu. Se ele chegou ali, foi por uma série de fatores, um monte de oportunidades que não teve, enfim, desvios da vida (e isso vai bem além da pobreza e/ou falta de educação) que o levou a considerar que é melhor roubar e matar do que conviver com seus iguais.

            Armar a população é naturalizar o desvio de conduta, o comportamento que desconsidera o outro. O bandido também o faz, e não é retribuindo na mesma moeda que se conserta o problema.

            Mas… tudo bem, isso não é o assunto do site e estamos nos afastando da discussão.

          • O que você defende é a Lei de Talião, e isso não resolve o verdadeiro problema. Vamos nos matar a todos e aí?

            O que eu noto que falta em discursos do tipo, totalmente, é um tiquinho de empatia (houve o mesmo ali em cima, quando tu falou de “esquerdistas”). O bandido está errado, em absoluto, mas é um ser humano, um igual seu. Se ele chegou ali, foi por uma série de fatores, um monte de oportunidades que não teve, enfim, desvios da vida (e isso vai bem além da pobreza e/ou falta de educação) que o levou a considerar que é melhor roubar e matar do que conviver com seus iguais.

            Armar a população é naturalizar o desvio de conduta, o comportamento que desconsidera o outro. O bandido também o faz, e não é retribuindo na mesma moeda que se conserta o problema.

            Mas… tudo bem, isso não é o assunto do site e estamos nos afastando da discussão.

          • veja bem., Ghedin, empatia é o que está sobrando para bandidos hoje e faltando para vítimas.

            e achar que o bandido é vítima da sociedade o justifica, que é o que estamos vendo ocorrer hoje. e esse é o típico discurso vitimista esquerdista que desconsidera o transgressor como alguém que deve ser julgado e punido por seus atos transgressores.

            isso é o básico, o mínimo.

            quando nós justificamos o transgressor, que é muito pior do que entender alguém que faz algo errado, nas palavras de Mario Sérgio Cortella (até onde sei, simpático à esquerda), nós estamos livrando ele da culpa E da punição.

            e isso acaba se tornando um convite ao crime, que é o grande problema do Brasil hoje: a impunidade que assola o país, de alto a baixo, desde pequenos a grandes.

            a justificação do ato do criminoso fragiliza a responsabilização do indivíduo e sua subsequente punição.

            veja bem, temos hoje aprox 60 mil homicídios no Brasil, ou seja, estamos praticamente vivendo uma guerra civil velada, e a sociedade está à mercê de bandidos cada vez mais perversos e agressivos, que banalizam o ato de matar.

            mas, é só um bandido ser alvejado pela polícia ou amarrado num poste que a mídia cai de pau em cima: “coitadinho”. e as vítimas? quem se importa com elas? quem defende o direito delas? quem chora por elas? quem se indigna por elas?

            mas, blz, vou parar por aqui pq, como vc disse, o assunto do site não é esse, eu sigo vc pq vc é ótimo em falar de tecnologia, este post teve SIM um viés tecnológico e vc fez o post com qualidade e argumentação investigativa adequada e, na medida do possível, não deixou transparecer sua preferência ideológica.

            por causa disso, lhe dou os parabéns pelo post. vou continuar seguindo, compartilhando o que gostar, comentando o que achar legal, dando dicas pertinentes quando for conveniente, como sempre fiz.

            e, acima de tudo, torcendo para que seu blog cresça e que vc NUNCA precise se vender para se manter, como fazem os blogueiro citados por vc na chamada sobre os blogs da BLOSTA (Blogosfera Estatal). eles são o degrau mais baixo que alguém pode chegar na escala de degradação moral.

            e não só a área de tecnologia precisa de seu talento, inteligência e perspicácia, nós precisamos de pessoas assim, inteligentes como vc.

            discordo bastante de vc nesse ponto, deve ter dado pra perceber, mas vou me obrigar a reconhecer que vc tem inúmeras qualidades que merecem reconhecimento, consideração e admiração.

            e se eu tiver o mínimo de honestidade intelectual, tenho que lhe dar esse crédito.

            portanto, Ghedin, keep going. permaneço aqui, seguindo vc, não pra ficar te vigiando se vc sai da linha pra eu te massacrar nos comentários, mas pq vc faz um trabalho digno e de qualidade, pq vc faz por merecer.

            e eu, como defensor do ideal meritocrático (de direita), estaria me contradizendo se agisse diferente disso.

            minha admiração por seu trabalho não está abalada por causa desse evento isolado. :)

            abs,

          • Divergências todos temos, o importante é debatê-las mantendo o respeito — e, no caso, a admiração, que é mútua.

            Abraço!

          • :)

          • :)

          • Fabio Montarroios

            Esse debate é muito interessante.

            https://www.youtube.com/watch?v=CltWfSy05iE

            E vale ser visto. Se um dos debatedores estivesse armado na ocasião, era capaz dele ter usado a arma… Faço um paralelo com o uso dos carros. Veja, qualquer um pode conseguir uma habilitação, agora veja o número de mortes no trânsito… É algo q nos faz ter um dos piores trânsitos do mundo. Transponha isso para o uso das armas e vc verá q teremos resultados simalares. Um ou outro pode se salvar porque tem uma arma, mas mesmo policiais (que nem são tão preparados assim, mas tem treinamento) são mortos quando pegos de surpresa, isto é, quando não tiveram chance de reagir…

            Não dá pra defender que as pessoas possam usar armas livremente no Brasil, cara. Veja as merdas que acontecem no EUA, porque eles ainda estão presos (mas isso é mais por propaganda da indústria da arma) aos processos revolucionários, mas isso se deu há séculos e a chance de uma guerra civil por lá acontecer novamente é remota, assim como uma invasão estrangeira (canadenses!?) acontecer por lá…

            E imagine alguém com TEI e armado. TEI é transtorno explosivo intermitente, o famoso pavio curto. Milhares de pessoas têm isso no Brasil… Agora pega um cara com TEI e com três oitão na cintura. Amigo, no primeiro entrevero que esse cara se meter, ele vai sacar a arma dele e se arrepender da merda q fez no instante seguinte…

            Até curto armas, assistia um programa bem legal chamado TopShot (que consistia em desafios com vários tipos de armas de várias épocas diferentes) e acho q, sim, é possível armas em clubes de tiro, ter colecionadores etc. Mas tem ser algo ultra restrito… Mais severo do que é hj, inclusive. Uma arma pode até te ajudar em algumas circunstâncias, mas as variáveis em jogo pra q o uso dela aconteça são tantos, q eu acho q as chances de se defender são praticamente nulas, exceto se vc ficar com arma na mão 24 horas, não dormir, não relaxar etc.

            Teve um caso em SP… o cara era colecionador de armas, tinha milhares dela em casa. E do que adiantou todas armas? A mulher o matou… com uma de suas armas, inclusive.

          • Fabio Montarroios

            curioso, ghedin. o link não aparece aqui. mas eu o vi no email de alerta do disqus. de todo modo, é bem por aí.

          • Desafiando Limites

            Você está falando de porte ou de posse?

          • Fabio Montarroios

            acho q não deveria ser permitido nem o porte e nem a posse em 99% dos casos de requerimento por parte de um cidadão. tb acho q as policias precisam também ser desarmadas e apenas grupos especiais (sem o intuito de eliminar os outros, evidentemente) tenham permissão de usá-las. tb acho q seguranças de bancos não deveriam ter armas. carros fortes idem, afinal não deveria ser comum vc ver três caras empunhando uma arma pra tirar uns trocados de um estabelecimento comercial e vc passando ali no meio com seus filhos… nas estatísticas disponíveis, o maior número de arma na mão de criminosos é de fabricação nacional, ou seja, como essas armas estão circulando por aí!? talvez tenha ligação com o fato do uso de armas de fogo ser tão generalizado no brasil (o q não excluí o problema das fronteiras e o desvio de armas do exército). bom, isso tem nome: escalada da violência…. policiais em folga tb não poderia ter armas, já q elas ficariam disponíveis. agora, como implantar isso sem q policiais sejam mortos em determinadas situações… isso é algo bem complexo, mas se usassem mais a inteligência ao invés da violência teríamos melhores resultados. mas nós sabemos bem qual a visão q nossos governantes têm da polícia: controle social tão somente. saiu um artigo na folha interessante sobre a flip em paraty… aumentaram o policiamento local, pq o lugar, parece, é o terceiro mais violento do rio, com 62 mortes por 100 mil habitantes. depois q o evento acabar, cada um q cuide de si, pq o policiamento será reduzido… nossos governantes sabem pra quem governam e sabem pra quem pedir votos. e sei de uma coisa, não existe bala perdida, pq todo disparo tem um alvo ou um objetivo.

          • para porte acho que não temos capacidade (ainda) cultural para isso, agora, posse, já é permitido, mas de forma muito restrita.

            eu sou a favor da permissão da posse, com certeza. em todo lugar do mundo onde se desarmou a população a bandidagem fez a festa.

            o cidadão deve ter respeitado seu direito de se defender, e possuir uma arma em sua casa é uma faceta disso.

            quem tem interesse no desarmamento da população é um potencial candidato ao poder totalitário. e não sou eu quem está dizendo isso, é a história quem diz.

          • Fabio Montarroios

            wallace, meu caro, estudei história na faculdade e isso, evidentemente, não me faz um fodão em história. apenas estudei e segui acompanhando uma coisa ou outra, mas algo eu posso te assegurar com tranquilidade historiográfica: a história diz o q houve, mas não diz o q vai acontecer, de modo algum. pode dar pista, sinais e indicações, mas dizer q algo vai acontecer no futuro, pq já aconteceu no passado, isso não se dá. dá pra ver, isso sim, q muitas coisas q nos apresentam como inéditas não o são, pq já vimos algo similar acontecer no passado ou simplesmente algo é um processo q não se interrompeu e q ainda há continuidade ao longo dos séculos. bom, só a futurologia, q é bem interessante, diga-se, pode dizer o q acontecerá no futuro e seu comentário está mais para futurologia… mas, qto ao mérito do q vc diz propriamente, eu acho pouco provável q uma população desarmada seja “totalizada” por um governo louco ou dominada por bandidos. não é a costa rica q não têm exército? acho q é a única nação q não tem (mas não tenho certeza disso) e eles não foram invadidos nem nada, não é? diferentemente de israel, q fez ações terríveis com a palestina como se pode ver recentemente, q se abrisse mão de seu exército e de suas armas e soldados, não creio q eles aguentaria no krav maga apenas conter o ódio q eles fomentaram e da, esta sim, perseguição histórica q sofrem por serem uma pátria judaica… mas lá é uma situação de guerra e conflito permanente e nós, felizmente, não vivemos isso. nós deveríamos celebrar a paz e convívio pacífico e não ficar atrás de armas… se vc morasse numa região remotíssima, cheia de ursos e onças, talvez fosse legal deixar vc com uma arma se vc fosse um cara muito extremamente ajuizado… do contrário, imagine todo mundo com um cano na cintura? amigo, qualquer treta seria resolvida na bala, sério… e isso seria o pior cenário. sem falar nos lunáticos. esse lance de sermos totalizados é coisa de certos jornalistas q nos querem fazer crer estarmos sob ameaça comunista ou coisa q o valha q, confesso, acho risível tal tipo de argumento.

          • olha, vamos fazer assim: eu quero ter esse direito – mesmo que não faça uso dele – e vou apoiar os parlamentares que defendem isso.

            se for aprovado, vc não é obrigado a possuir uma arma. e nem falo do porte, que seria uma extensão da posse.

            assim, minha tese não interfere tanto em sua vida, pq não é obrigado a possuir. já a sua interfere muito na minha, percebe?

            é isso que critico: a interferência demasiada do Estado na vida do cidadão, que é uma das principais bandeiras da esquerda. e esquerda não se restringe só a socialismo, mas à tentativa de ascender ao poder totalitário.

            abs,

          • Fabio Montarroios

            esse direito de querer é seu e ninguém tasca, mas eu prefiro q vc não tenha uma arma qdo estivermos num bar, numa festa, numa praça ou em qualquer outro lugar. sei q ele poderia ser útil pra vc se defender em uma situação de risco, mas sei tb q vc pode usá-la e vc criar a situação de risco… eu não me sentiria nem um pouco seguro em saber q todos ao meu redor tem uma arma… e não vejo q isso seja algo feito e pensado para dominá-los, afinal, a democracia (mesmo q capenga e alijada) funciona e todo cidadão pode se minifestar protestar, inclusive se estiver se sentido dominado ou cerceado pelo estado. agora, dos governos e governantes eu não esperaria lá muita chance de protestar, exceto, claro, qdo isso os favorecer, como foi o caso dos protestos aqui em sp contra o governo federal. se o protesto fosse contro o governo estadual, ia rolar a costumeira porrada.

            a sua tese, interfere na minha vida sim, já q se vc usar a sua arma pode me atingir ou atingir qualquer outra pessoa…

            eu insisto no paralelo com os automóveis: todo mundo pode ter um, pode ter habilitação e tal… e veja q a quantidade de pessoas indo parar numa cova por conta disso. todo mundo poderia dirigir? sim, claro. todo mundo é prudente ao volante? não, como está claro. então, o mais lógico seria repensar a distribuição de licenças para dirigir, mas isso afetaria a indústria automobilística, a arrecadação do governo etc. e veja q curioso, não é justamente a indústria das armas q faz um lobby forte pra q seja liberado o uso indiscriminado de armas? a indústria automobilística tem um puta lobby e veja só o estado de nossas cidades e dos nossos cemitérios. eu vejo uma forte correlação aí.

            é ótimo ter mais e mais direitos, mas acredito q vc tenha plena consciência de q ter mais gente armada por aí não diminuiria a violência, pelo contrário, ampliaria a violência.

            se não convivêssemos com a interferência do estado, pra mim, seria ótimo, pq estaríamos a um passo do anarquismo! mas não estamos prontos pra isso ainda e as barreiras do estado, por ora, são a melhor forma de não nos matarmos todos (apesar de já fazermos isso com muito empenho no trânsito, por exemplo).

            abs,

          • cara, sério mesmo, de verdade:

            vc não leu direito, não prestou atenção ou está fazendo de propósito pra me irritar?

            eu estou falando de posse, POSSE, não de PORTE.

            posse é eu poder possuir uma arma em casa para me defender caso um meliante queira invadir minha residência e colocar em risco minha integridade física e de minha família.

            porte é poder andar com a arma na rua, sair com ela. as duas coisas não se confundem. a posse é anterior ao porte, mas o porte não é necessariamente autorizado só pq a posse foi liberada.

            hoje já existe a posse, mas os entraves legais são tão graves que, na prática, nem posse eu posso ter.

            se vc insistir na tese de que não quer andando do seu lado com uma pistola na cintura, vou saber que está me trollando e vou te deixar falando sozinho.

            aff…

            ¬¬

          • Fabio Montarroios

            ok, então quem tem a posse não vai tirar o cano de casa nunquinha? vou crer nisso como no papai noel…

            num desses programas do polícia 24 horas, talvez vc tenha visto já algum episódio, a polícia pegou um rapaz, q estava voltando de um clube de tiros (dizia ele e prefiro crer na versão dele pela presunção de inocência), mas ao invés de transportar a arma como manda a lei (trancada, desmuniciada etc), ele estava carregando o brinquedinho no banco do carona, pq, como vc, temia a ação de bandidos q estão em todas as partes tramando para nos matar, estuprar, roubar, pilhar, humilhar etc.

            o medo, sempre o medo, fará com q os q tem a posse de uma arma façam uso dela sempre q se sentirem ameaçados. isso é batata e estatisticamente compravado! o q vai sair de super-herói querendo resolver problemas, mesmo q seja nas cercanias de sua propriedade, para defender suas terras de bandidos e comunistas, vai ser grande, com certeza. dái uma bala aqui outra ali, mais gente pro cemitério.

            não estou trollando ninguém e li o q vc escreveu com atenção. só q a posse e o porte vão ter o mesmo resultado: mais mortes.

            bah…

          • bom, de minha parte vc não precisa temer levar um tiro na cara… exceto se estiver tentando arrombar minha casa né! haha

          • Fabio Montarroios

            cara, ela defende “as pessoas de bem”. “pessoas de bem”!!! cara, ele defende uma coisa chamada “pessoas de bem”, saca? então, por essa premissa, vc já q a coisa não vai dar certo. mas se vc acha q o q ela diz é correto e q a “mídia de esquerda” (tipo a mão invisível do mercado) distorce a realidade, ok. vc e eu temos acesso direto ao q ela disse sobre esse caso (e tantos outros), então podemos tirar nossas próprias conclusões. se vc acha q ela defendeu a legítima defesa, vc parte de outros valores q, certamente, não compartilhamos e isso tende a não nos levar a lugar algum numa discussão, infelizmente. agora, se vc se mantiver aberto a mais opiniões verá q o q ela disse não tem relação com legítima defesa e para isso basta vc consultar as nossas leis nacionais e tratados dos quais o nosso país é signatário… aquilo ali, segundo essas leis, não foi legítima defesa nem aqui e talvez só na china, mas tortura, humilhação etc. o problema é q veem isso, na defesa do Outro (q poderia ser qualquer um, inclusive eu e vc) uma forma equivocada de entender as coisas, pois ele, por ser tido como bandido merece aquilo, apesar das nossas leis dizerem q ele é, primeiramente, inocente, até q seja julgado e condenado (presunção de inocência q vale pra todos nós) e mesmo sendo condenado ele não mereceria aquele tipo de tratamento, pois nossas leis tb não permitem tortura (tortura é crime hediondo, rapa). mas nosso estado, além de tratar as pessoas de forma seletiva e não igualitária (como manda a lei), piora a situação e acaba dando corda pro enfraquecimento institucional ao permitir o discurso de ódio e manifestações como a dessa mulher q usa a liberdade da impressa como subterfúgio para expor o q ela diz ser melhor pra nós… acho melhor vc pensar por si mesmo ao invés de dar trela pra esses programas, cara. nessa toada, amigo, vc está a um passo a ser um daqueles q grita “mata!” em meio a um linchamento público. sugiro q vc procure por vídeos de linchamento na internet e se isso não te embrulhar o estômago… talvez vc precise, sei lá, de ajuda…

            https://youtu.be/o2oH-mrhbSQ?t=1m39s

          • Louis

            Ao contrário de você, não tenho interesse em ver linchamentos.

            Ao contrário do que você diz, não tenho nada contra a discussão e por sinal fiz isso até agora. Mas, essa é que você acredita e respeito.

            É muito complicado ver que qualquer opinião que não seja de esquerda merece ser completamente censurada e abolida. Mas, esse governo é assim. E a maior parte da mídia também.

          • Fabio Montarroios

            Linchamentos são fenômenos sociais e são alvos de muitos estudos. Vá ao site da Scielo e vc verá vários trabalhos sérios sobre o assunto ali. http://www.scielo.org/php/index.php

            Vc se preocupa demais em situar as coisas entre direita e esquerda e está gastando muita energia com isso…

          • tuneman

            tenho nojo dessa mulher. abomino conservadorismo, seja de “direita” ou “esquerda”

          • Fabio Montarroios

            também tenho e me preocupa bastante o fato dela ser tão influente…

          • defende, então, a censura a quem discorda de vc?

            pelo menos vc é um esquerdista coerente com o pensamento de esquerda e que fala o que pensa.

            não vai longe na hierarquia… esquerdista que se preze é hipócrita, inescrupuloso e alguém para quem os fins justificam os meios, sempre.

            mas, boa sorte.

          • Fabio Montarroios

            @Wallace, mano, relaxa. não defendo a censura, de modo algum. mas me preocupa muita gente levar a “jornalista” a sério nas asneiras q ela fala (q são várias). e ela, tb, acaba meio q sendo uma porta-voz desse discurso de ódio q percorre a nossa sociedade de maneira q ela nem é maior responsável pelo discurso propriamente, mas em difundi-lo, amplificá-lo.

            qto a ser esquerdista… sugiro q vc relaxe qto a isso tb. estou mais interessado no garantismo q no esquerdismo, por ora. aliás, tudo q houver de aproveitável e valioso, e q não fira os direitos humanos de modo algum, pode ser útil pra termos uma sociedade melhor e mais justa (e é aí q começam as diferenças, certo?). então se vc é de direita ou esquerda, isso não me preocupa muito… o q me preocupa mesmo o q vc pensa em relação ao Outro em determinadas situações.

            qto a hierarquias… amigo, minha inclinação é anarquista, então me submeter ou submeter os outros a uma hierarquia me causa um certo desconforto… acredito q cada um é capaz de fazer o melhor pra si e para outros se lhe derem espaço e liberdade.

            e antes q vc pergunte, sim, eu apoio as cotas, bolsa família, auxílio para famílias de presidiários (e tratamento dignos aos condenados), condeno a tortura, desejo q sociedade tenha acesso aos melhores e não aos piores serviços sociais etc. se na suécia eles conseguem, acho q tb conseguimos, fala ae?

            abs,

          • bom, para ser franco e direto, vc é alguém que não se considera esquerdista com o discurso mais esquerdista que já vi… haha

            mas, blz. vou parar por aqui.

            abs,

          • Fabio Montarroios

            puts, ainda esqueci de falar q apoio o aborto, o casamento gay (mas me recuso a manifestar isso via facebook, pq o face é foda, permite conteúdo homofóbico e de ódio e agora vem querer pagar de bonzinho) etc. mas aí vc já sacou. só q se vc extrair uma frase do q eu disse vc talvez fique cabreiro: “acredito q cada um é capaz de fazer o melhor pra si e para outros se lhe derem espaço e liberdade.”.

            as coisas qdo circunscritas ao plano ideológico (e ainda mais circunscritas a dois extremos: direta e esquerda) não nos leva muito longe. um exemplo: um dia vi aquele programa “cidades e soluções”, q passa na globonews, uns caras, num shopping aqui de sp, usam várias técnicas pra aproveitar melhor a energia, controlar a temperatura ambiente usando plantas, tinham uma horta no telhado com funcionários trabalhando felizes nela e podendo levar as verduras pra casa, reciclavam e separavam lixo e tal. cara, muito eficiente mesmo. poxa, eu detesto shoppings por conta do impacto q eles causam no meio ambiente, detonam o comércio local etc. mas eles estão aí, a cidade permite q sejam construídos, as pessoas vão e fazem compras lá, então, o melhor seria incentivar as boas práticas para coisas q são danosas e eu não vejo nenhum governo fazendo isso. por quê? bom, eu acho q pq são uns bananas, mas talvez seja melhor no futuro… quem sabe se as pessoas prestarem mais atenção nisso ao invés de gastarem tanta energia com rótulos…

            abs,

          • não existe conservadorismo de esquerda, champs.

            conservadorismo é exclusividade da direita.

            esquerda é revolucionária.

          • Roberto Deoli

            Sinceramente…pior do que a Rachel fez é o que muito “intelectual” esquerdista faz ao isentar de culpa um criminoso ao dizer: “a culpa é da sociedade e blá-blá-blá” Se isto não é apologia ao crime então nada mais é… na boa. Lembro do caso do Ricardo Boechat que defendeu os black blocs e tantos outros casos. E se o caso da Rachael foi mais notório é porque destoa do senso comum da dita intelectualidade esquerdosa do Brasil. Dizer que tal pessoa defende “os do bem” não deveria ser nenhum acinte dado que vc deve partir de uma base do que é bom e mal (no âmbito da sociedade etc), senão só haverá relativizações. No mais, antes de alguém vir falar: “A mais na questão da culpa da sociedade, está apenas justificando de onde vem os males e blá-blá-blá” (olha eu não sou de esquerda, só reproduzo o discurso esquerdista pois é o único conhecido, mas isso não significa q a sociedade não seja dominada pela direita e seus 4 jornalistas, ó que horror!!!, quanta dominação…); Apenas me responda: no que isso difere de eu dizer que o q a Rachael fez, é o mesmo? que está justificando de onde vem os males? Muito complicado? Bem então a única coisa que eu poso dizer é: a culpa não são da pessoas que lincharam ou da própria Rachael, a culpa é da sociedade; sempre ela!

        • 1001 noites passa na Band, não no SBTelho. =P

      • Fabio Montarroios

        amigão, qdo eu era criança, assistia um negócio chamado “aqui e agora” e hj tenho plena consciência do acinte q aquilo era aos direitos humanos. e hj, claro, o SBT só melhorou, né? puts… cê tá me zoando ou vc nunca ouviu falar numa tal de constituição federal q diz q o mais importante é dignidade humana e não o extermínio do Outro, apregoado por esses seres abjetos com os quais, espero, q vc não se identifique? o sbt e sua programação jornalística de “opinião” é execrável sob à luz de qualquer prisma, rapa. é lixo puro! eles fariam corar um goebbels com essa “imparcialidade”… se a maioria da mídia brasileira é esquerdista como dizem eu realmente estou vendo tudo invertido, pq noto q os programas de maior audiência exigem punição e mais punição… e, pelo q eu saiba, isso não tem nada a ver com esquerda ou mesmo com a direita; trata-se de sadismo puro, algo q se desvinculou da política e passou a ser uma ideologia própria e compartilhada por determinados grupos de interesse bem específicos dispersos pela sociedade toda (e não me refiro aos haters patetas de ocasião). essas discussões q restringem as coisas a um dualismo barato serve bem aos q têm preguiça mental, mas pra mim isso não convence. mano, se liga….

      • Ranielsyn Silva

        Cara, a mídia no brasil é predominantemente de direita. (Alias, não acho tanto que tenham uma preferencia politica, e sim interesses excusos e ela se posiciona de um lado ou de outro de acordo com a conveniência)

        • defina ‘mídia de direita’, por favor.

          se possível, tb defina direita x esquerda e dê exemplos de partidos de direita x esquerda, ideólogos de direita x esquerda, etc., só pra eu ter uma noção do que vc está falando. ah sim, direita x esquerda no Brasil, mas pode usar exemplos de outros países tb.

          obg.

        • Louis

          Se você diz isso, então você não acompanha nada da mídia no Brasil. Absolutamente nada.

  • Chicão ✓ᵛᵉʳᶦᶠᶦᵉᵈ

    Olhando pros ultimos posts, acho que o Ghedin virou detetivão de internet =P

  • Cab

    Salvo engano, assim como o instagram, o twitter remove contas fakes e de spam de tempo em tempo. Já usuários inativos ficam lá, então de repente o negócio era esse site mudar de “fake” para “inativos”. E já que toquei no assunto, bem que o twitter podia remover também os usuários inativos, sou doido pelo @cab mas é de um troço de táxi que tuitou pela última vez em 2010. =|

    • Eu te entendo, @pedrocab:disqus — @manualdousuario apropriado por uma tal de Adriana Furim que nunca publicou nada, tem avatar de ovo e segue duas pessoas :/

  • Eu investi esse ano na Pública pelo Catarse justamente porque eles fazem reportagens e não “textões opinativos”, algo que sinto muita falta no Brasil. Não li ainda esse texto ainda (está no Pocket), mas uma pena que eles não tenham se dado ao trabalho de explicitar uma metodologia tão simples, entretanto acho que isso é um problema meio crônico do jornalismo em relação a números.

    Como eu costumo dizer: ninguém gosta de matemática, mas todo mundo gosta de números porque é simples compara-los. É muito comum ficar valorizando números sem entender o que eles significam, até mesmo no meio de tecnologia. Ótima questão @ghedin:disqus, cada vez mais satisfeito de assinar o MdU. :)

    • Frederico

      “There are three kinds of lies: lies, damned lies, and statistics.”

      https://en.wikipedia.org/wiki/Lies,_damned_lies,_and_statistics

      • Fabio Montarroios

        hum… se vc dá a metodologia q compõe os seus dados, as estatísticas não são mentirosas, talvez sejam apenas insuficientes…

    • nataliaviana

      Oi Gabriel, A Pública explicitou a metodologia na reportagem, sim. E a própria reportagem adverte que não se trata de uma auditoria oficial, mas de um indício importante. Convido-o a ler a reportagem (que é minha) :) http://apublica.org/2015/06/a-direita-abraca-a-rede/

      Segue o trecho (tem muito mais informações por lá, aliás):

      “Perfis de grande impacto no debate atual carregam ainda a marca de terem sido “inflados” para passar a impressão de autoridade na rede. Assim, o perfil @Dilmabr, criado para a eleição, possui mais de 2,3 milhões de seguidores falsos – 63% do total –segundo uma autoria feita através do site Twitter Audit. Do mesmo modo, o perfil de Danilo Gentili, um dos mais importantes “influenciadores” de direita, possui mais de 6 milhões de seguidores falsos, 58% do total de 10,5 milhões. Cada auditoria do site recolhe uma amostra de 5 mil seguidores e verifica a quantidade de tuítes, a data do último tuíte e a relação de seguidores com interações. Não se trata de uma auditoria oficial do Twitter, mas a métrica dá um bom indício de contas que podem ter aumentado seus seguidores de maneira artificial.”

      • Eu comentei antes de ler a reportagem, muito boa por sinal, está claro (tanto nesse post quanto na reportagem) que vocês citam a metodologia, mas acabei entendendo que não tinha sido destacado isso ao ler esse post. Falha minha portanto.

        Aproveito para dizer que estou gostando bastante das reportagens, continuem com o ótimo trabalho de reportagens!

        • nataliaviana

          Oi Gabriell que legal que tem gostado! Continue votando! :)

  • Cláudio Marques

    Isso aqui tá parecendo blog de esquerda. Mudou bastante desde que comecei a ler…

    • DISCLAIMER: Nunca recebi um centavo do governo, haha.

      Mas, falando sério: você achou mesmo a pauta inoportuna? Enviesada? Parcial?

      • Fabio Montarroios

        imagine, ghedin. vc questionou um site q tem jornalistas de peso trabalhando e q acabaram se fiando por dados pouco confiáveis, pq, talvez, eles não tenham tanta clareza dessa ferramenta q vc tratou no seu post. o fato da Pública ter inclinação clara a um tipo de audiência não deveria excluí-los da sua pauta qdo oportuno, especialmente qdo esbarrar no uso de tecnologia. não estão levando o bigdata a sério… abs.

        • BrSol

          kkkkkkkkkk o que você esperava de um site que tem como conselheiros o Sakamoto e o petista Ricardo Kotscho?. kkkkkkkkkkkk

      • eu não achei tendenciosa, @ghedin:disqus.

        parcial? talvez, mas né… todos somos parciais. meu critério de julgamento é outro: coerência.

        e nesse quesito vc passou.

        :)

        ps. sou de direita ;)

        • André K

          Um pouco tendenciosa sim. Bem pouco. No mais, assino embaixo.

      • Cláudio Marques

        Sei que você nunca ganhou nada do gorveno, Haha. Acompanho seu blog desde o inicio e gosto bastante.

        Achei um pouco parcial sim, mas como o amigo ali disse, todos somos parciais. Não tiro o mérito do seu post porquê alcançou o objetivo que era mostrar uma ferramenta que é muito útil hoje em dia…

      • Louis

        Não é inoportuna, mas parcial. Não tem problema nenhum ser parcial. Apenas é importante deixar claro.

      • fromRiften

        Pra mim, quanto mais o MdU se afastar do assunto “política”, melhor. Essa é uma discussão que tá pegando fogo na internet desde 2013. E chega a dar uma tristeza quando vemos lugares, anteriormente tranquilos, se tornarem campo de guerra.

      • esse discurso de que quem fala algo contra a direita recebe do governo, é coisa de OLAVETE, que veem comunistas em toda parte.

      • André K

        Achei um pouco parcial e enviesada sim. Nada abusivo e insuportavel realmente soh um pouco. No entanto respeito o seu posicionamento e creio que eh realmente dificil e antinatural ser “isento”.

    • Marcos Balzano

      Defina blog de esquerda, enquanto isso, o intuito do post, ao meu ver, era criticar a falta de informações do supracitado site, onde eles apenas criticaram cegamente sem antes analisar os dados, devido à posição política do jornalista. Se justiça de fatos é algo de esquerda tem algo errado ae!

  • Louis

    Essa metodologia é completamente idiota.

    Tenho Twitter e a última vez que usei foi em outubro do ano passado. Tenho amigos com mais de 3 anos que não usam essa rede.

    Uma pesquisa dessa não tem credibilidade.

    • tuneman

      eu só sigo o Hardmob, a Oppo e o Android Authority por causa das promoçoes.

    • Marcos Balzano

      Pode ser idiota, mas é de certa forma o único jeito rápido de ver os fakes, pois a diferença entre um fake e um usuário inativo é a mesma, um cara que tem a conta à anos sem usar e não a desativou.

      • Louis

        Nada disso.

        Usuário fake é completamente diferente de não ativo.

        • Marcos Balzano

          O sistema que gera perfils fakes, segue outros fakes do sistema, e é seguido por aqueles que forem feitos depois, e alguns sistemas mais complexos fazem tweets periódicos, logo a diferença entre ele e um perfil inativo é nenhuma, talvez à um nivel de customização minímo, mas um algorito simples como esse de análise, não consegue identificar isso, pois ambos são muito similares diante das estatísticas.

          • Louis

            Ou seja, se o algorítimo não consegue diferenciar não é muito eficiente.

            O que não muda o fato que são situações completamente diferentes.

            Um perfil fake pode ter objetivos como fabricar falsas notícias, disseminar popularidade e atrair novos seguidores. O que é completamente diferente de usuários com pouca atividade.

            Um usuário que fica muito tempo inativo, pode usar a rede apenas para temas que lhe geram interesse.

            De qualquer forma são situações que não podem ser postas como se fossem iguais.

  • jairo

    Resumindo….tudo pelo dinheiro.

  • Eu tenho apenas 160 seguidores e o Twitter Audit diz que eu tenho a mesma porcentagem que o Ghedin: 88% (20 fake). Acho um pouco simplista essa formula deles que não distingui inativos de falsos!

  • Figor

    No Black Swan, Nassim Taleb define os jornalistas como “industrial producers of the distortion” quando se trata de juntar evidências para confirmar alguma opinião. Nada mais que a verdade.

  • Dilma perdendo feio pro Aécio. Eleições em 2018 via Twitter, urgente!

    • Louis

      MAVs. MAVs. MAVs.

    • Louis

      MAVs. MAVs. MAVs.

  • Meu audit deu 90%! Aeee!! uahuhauhauha

  • Não queria comentar, mas não me aguento.

    TL;DR

    — sobre a matéria
    @ghedin:disqus, não pare de tocar no assunto política (o que não tem política no meio!?!?!?), por favor.
    Imagino que não foi essa a intenção, que a assunto acabou levando à isso, mas não deixe que o ânimo do pessoal faça você evitar esses temas.

    Achei a matéria ok. Deve deve ser pelo fato de achar a importância que as pessoas dão nesse assunto, seguidores de coloque-aqui-sua-rede-social-virtual-ou-não, uma tremenda besteira.

    — sobre direita/esquerda e manipulação
    Isso ajuda bastante sobre o que é direita e esquerda, hoje.
    Muito bom, muito didático.

    https://www.youtube.com/watch?v=UiVDtWb7K48

    — sobre ânimos exaltados e liberdade de expressão
    O que o governo está fazendo para limitar a liberdade de expressão?
    Não vi nada por enquanto.

    O que você não pode confundir é liberdade de expressão e falar o que quiser independente das consequências. É a mesma coisa que você falar que atirar em algum que eu não gosto é legítima defesa.
    O discurso tem força e influencia.
    Quando você diz que bandido tem que morrer, você cria uma ideia que se traduz em ódio. Esse discurso de ódio leva pessoas a matarem uma mulher porque acharam que ela fazia tráfico de crianças. Isso mesmo, uma pessoa morreu porque um grupo de pessoas achou que ela sequestrava crianças.

    Isso não quer dizer que eu não acho que as pessoas não devam ser responsabilizadas por suas ações, muito pelo contrário. As pessoas tem que ser responsabilizadas de forma que minimize os dados para elas e para a sociedade.
    Por exemplo:
    Se alguém mata minha mãe. Com certeza ficaria muito triste e com muita raiva. Com certeza, também, eu iria querer matar essa pessoa.
    Isso não quer dizer que eu iria matá-la, por que eu sei que isso não resolve. Não é assim que fazemos uma sociedade melhor. Não é assim que impedimos que outras mães morram.

    — não terminei e nem vou

    Eu iria escrever mais, mas estou no horário de trabalho… então cansei.

    braços

  • Marcos Balzano

    Sinto certa tristeza quando vejo um situação dessas, um jornalista quer apenas trazer justiça e verdade a tal situação, mostrando os defeitos da metodologia e os erros jornalísticos, vem tantas críticas, a ideia da matéria é mostrar o erro do jornalista e um sistema faltoso que dá respaldo para leigos errarem.

    • Apesar do clima tenso, eu não fiquei chateado ou irritado com os comentários. Acho a discussão saudável e o debate, importante. E debate com ideias divergentes é o que nos faz crescer — mesmo quando ele extrapola o assunto do post.

      Política não é o tema do Manual do Usuário, e minhas inclinações políticas não são tão fortes a ponto de eu levantar bandeiras e usar meu veículo para militância, mas no que couber dentro da linha editorial, o assunto sempre aparecerá aqui. É uma responsabilidade da qual não posso me esquivar e que, acho, no fim acrescenta alguma coisa no sentido no todo.

      (Obrigado pelo apoio! :)

  • SiouxBR

    Eu acesso o Twitter umas 3 vezes por semana, para ler postagens de sites de tecnologia que eu sigo. Entretanto, praticamente nunca posto nada. Para essa ferramenta eu seria um “fake”…

  • Fabio Montarroios

    sugiro acompanhar esse pessoal aqui: http://escoladedados.org/. eles estão se dedicando a analisar grandes volumes de dados e ensinar como se faz isso no meio jornalístico.

  • Fabio Montarroios

    sugiro acompanhar esse pessoal aqui: http://escoladedados.org/. eles estão se dedicando a analisar grandes volumes de dados e ensinar como se faz isso no meio jornalístico.