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Acusado de massacre em Aurora era paciente de psiquiatra

James Holmes tinha enviado ao seu psiquiatra na universidade do Colorado um caderno com detalhes sobre o plano de matar pessoas

 
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O acusado de ter praticado o massacre do cinema de Aurora (Colorado, centro-leste) era paciente de uma psiquiatra a quem enviou por correio um pacote antes de atirar no público de um cinema que assistia ao último filme de Batman, informaram seus advogados, esta sexta-feira (27), à justiça.

Informes da imprensa, divulgados esta semana, reportaram que James Holmes tinha enviado ao seu psiquiatra na universidade do Colorado um caderno com detalhes sobre o plano de matar pessoas. Informações contraditórias circularam na imprensa com relação ao momento em que o pacote chegou e se o massacre poderia ter sido evitado.

Em uma moção apresentada à Justiça e revelada esta sexta-feira por um juiz, os advogados de Holmes asseguram que os direitos constitucionais de seu cliente foram violados pela revelação da existência e do conteúdo do pacote.

Antecipando, assim, a batalha judicial que se avizinha, os advogados denunciam que o conteúdo deste pacote não pode ser usado como prova porque "Holmes era um paciente da doutora (Lynne) Fenton, e as informações trocadas estão protegidas" pela confidencialidade.

James Holmes será formalmente acusado em sua próxima apresentação ao tribunal, na segunda-feira.

Originário da Califórnia, o estudante é acusado de ter matado 12 pessoas e ferido outras 58 em um cinema de Aurora, no subúrbio de Denver, durante a estreia do filme Batman, "O Cavaleiro das Trevas Ressurge".

Atualmente, ele está detido, isolado dos outros presos, na prisão do condado de Arapahoe e pode ser condenado à morte, embora o estado do Colorado só tenha executado uma pessoa desde 1976.

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