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Boca de urna indica reeleição de presidente de Honduras

Hernandez é um aliado dos Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas e à migração

  • São Paulo
  • Folhapress
Juan Orlando Hernandez apoiou um golpe de Estado oito anos atrás para derrubar o então presidente que queria tentar a reeleição | RODRIGO ARANGUA/AFP
Juan Orlando Hernandez apoiou um golpe de Estado oito anos atrás para derrubar o então presidente que queria tentar a reeleição RODRIGO ARANGUA/AFP
 
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Uma pesquisa de boca de urna de uma rede privada de TV realizada no domingo (26) indicava a vitória do atual presidente de Honduras, Juan Orlando Hernandez, para um segundo mandato.  Hernandez, alinhado aos Estados Unidos, apoiou um golpe de Estado oito anos atrás para derrubar o então presidente Manuel Zelaya, que queria tentar a reeleição.  

A pesquisa da rede Televicentro mostrava Hernandez vencendo com 43,93% dos votos, e Salvador Nasralla, que lidera a coalizão Aliança da oposição contra a ditadura, com 34,7%. Hernandez não precisa de maioria absoluta dos votos para vencer.  

A oposição rejeitou os resultados da boca de urna, afirmando que as pesquisas encomendadas por eles davam a Nasralla 45% dos votos, diante de 34% para Hernandez.  

A previsão era de que o tribunal eleitoral hondurenho divulgaria a primeira contagem oficial de votos ainda na noite de domingo.  

Hernandez, 49, do Partido Nacional, de centro-direita, reduziu a taxa de homicídios do país, ainda altíssima; acelerou o crescimento da economia e reduziu o déficit desde que assumiu a presidência em 2014. Ele foi autorizado a concorrer à reeleição graças a uma decisão da suprema Corte em 2015 que reverteu um veto constitucional à reeleição.  

Críticos advertem que Hernandez, aliado dos Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas e à migração, está ampliando seu poder com uma Suprema Corte submissa.  

"Quero dizer a todos os hondurenhos que estamos construindo uma democracia," disse Hernandez no domingo, em uma entrevista em Tegucigalpa.  

Opositores afirmam que a campanha por um segundo mandato é ilegal e que não aceitarão os resultados do tribunal "cooptado" por Hernandez. Eles pretendem fazer sua própria contagem de votos.


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