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chavismo

Brasileiro preso na Venezuela relata pressão psicológica e conta que teve que ficar nu diversas vezes

Usando as redes sociais, Jonatan Diniz falou pela primeira vez sobre os 11 dias que ficou preso na sede da polícia tática venezuelana

  • Da Redação
Jonatan Diniz postou junto ao relato esta foto em que aparece junto com crianças na zona rural de Turgua, Venezuela. | Arquivo pessoalReprodução/Facebook
Jonatan Diniz postou junto ao relato esta foto em que aparece junto com crianças na zona rural de Turgua, Venezuela. Arquivo pessoalReprodução/Facebook
 
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Pela primeira vez, o brasileiro Jonatan Moises Diniz, preso na Venezuela sob acusação de participar de uma organização criminosa e usar uma ONG como fachada para financiar opositores de Maduro, falou sobre os onze dias de encarceramento na sede do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional), a agência de inteligência da Venezuela.

Usando seu perfil no Facebook, Diniz contou que foi preso no dia 26 de dezembro por um homem que disse ser policial enquanto tomava cerveja com amigos na praia. “Me tirou da praia me ameaçando com a arma”, disse. Segundo ele, o suposto policial fez diversas acusações de que ele estaria usando fotos de crianças na Venezuela para ganhar dinheiro e que estaria agindo em conjunto com a CIA. 

Sobre as condições da prisão, ele contou que dividia uma cela pequena com outros oito venezuelanos. “Me fizeram ficar nu não sei quantas vezes e com quantos celulares tiraram fotos minha, inclusive mandaram ficar nu na frente de todos os detentos sem a mínima lógica na noite que cheguei”, lembrou o ativista, mas esclareceu que em nenhum momento foi abusado sexualmente ou agredido fisicamente. 

Dos 11 dias que ficou lá, ele conta que não pôde sair da cela, não recebeu nenhuma visita e nem pôde fazer ligações, e que de todo esse tempo recebeu comida apenas em “dois ou três dias”. “Tentaram colocar terror psicológico falando que eu poderia ficar lá tanto 1 como 1000 dias, que ninguém havia me procurado e que ninguém nem se quer (sic) sabia de minha prisão”. No desabafo Diniz também denunciou que os detentos da mesma cela não receberam comida em nenhum dia, e que se alimentavam graças aos esforços de suas famílias que levavam comida para eles. 

“EU JÁ ODIEI MADURO, verbo no passado!”, salientou o ativista, que acredita que nem direita e nem esquerda são capazes de “tirar a Venezuela do buraco”. “...para mim a verdadeira revolução bolivariana e a solução deve nascer da força do povo fazer a mudança com as próprias mãos e não esperar que os governos façam”, declarou. 

ONG 

Na última semana de 2017, Diniz foi acusado por Diosdado Cabello, o segundo homem forte do regime Madurista, de ser diretor de uma ONG de fachada chamada Time for Change, que promovia “nas redes sociais supostas atividades de entrega de alimentos a pessoas que estão nas ruas da Venezuela, para obter financiamento em moeda nacional e estrangeira, dólares.” 

Sobre a acusação, o ativista afirmou que estava trabalhando para a criação de uma ONG desde novembro, em parceria com outras pessoas, inclusive um advogado de Balneário Camboriú (SC). Mas como não conseguiram registrar oficialmente a organização à tempo do Natal, Diniz decidiu continuar a realizar o trabalho que já vinha fazendo entre maio e agosto, que, conforme ele, consistia em auxiliar as ONGs venezuelanas já existentes. “...[eu] doava MEU dinheiro, trabalho, imagem e tempo”. 

Por fim, ele aproveitou o assédio midiático provocado pelo caso da sua prisão para divulgar o evento de apresentação da ONG Time to Change The Earth, que aparentemente está saindo do papel, para a imprensa, em um encontro que será realizado nesta quarta-feira (10) em Balneário Camboriú.

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