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Roma está suja, cheia de lixo que transborda dos contêineres e caem nas calçadas, enquanto a prefeitura, o órgão responsável pelo recolhimento do lixo (AMA) e o consórcio privado que o destrói, Colari, jogam de um para o outro a responsabilidade pela situação.

“Roma está suja”, já havia reconhecido no início da semana passada o prefeito da capital, Ignazio Marino.

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A população está zangada e se queixa do mau cheiro gerado pelo lixo que se amontoa nos contêineres, que mancha as ruas e ocupa as calçadas.

Em Roma, os resíduos perecíveis e alimentícios, ou seja, os que não podem ser reciclados ou recuperados, são recolhidos diariamente por caminhões do AMA e levados para unidades onde depois são triturados.

“A metade é levada para usinas públicas do AMA e a outra metade para instalações do consórcio privado Colari, onde depois são destruídos”, garantiu a secretária de Ambiente, Estella Marino. Mas, há dias, as instalações da Colari “reduziram seu volume de trabalho”.

“Infelizmente, nos últimos dias, algumas instalações de tratamento biológico dos resíduos perecíveis da Colari recolheram menos lixo e a consequência é que os caminhões não sabem para onde levar ou o que fazer com as toneladas de resíduos que não são aceitas”, explicou.

Por isso os trabalhadores municipais decidiram deixar o lixo nos contêineres, que já estão além de sua capacidade máxima.

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Manlio Cerroni, proprietário da Colari, argumentou que sua empresa está fazendo tudo de sua parte nesta situação, mas admitiu que suas instalações estão recebendo menos resíduos do que estão autorizados por causa da “gravíssima inadimplência que o AMA acumula há muito tempo”.

Cerroni acusou este organismo municipal de coleta de lixo de ter uma dívida com sua empresa de “dezenas de milhões de euros”, enquanto a prefeitura alega que o AMA paga com regularidade.

“O AMA está pagando regularmente seus provedores, embora haja uma controvérsia sobre o custo da instalação que tritura o lixo”, explicou Estella.

A prefeitura romana e seu órgão de coleta de lixo responsabilizam a Colari pela situação, enquanto este consórcio privado acusa por sua vez estas administrações, o que causou um resultado: três milhões de habitantes sofrendo as consequências da degradação das ruas romanas.

Os pontos mais críticos estão perto dos parques, que se enchem de gente nos fins de semana, exatamente quando a coleta de lixo diminui significativamente.

Diante deste problema, o AMA decidiu trabalhar “24 horas por dia” nas instalações onde os resíduos são destruídos e dobrar a presença de equipes de coleta aos domingos para assumir assim as toneladas recusadas pela empresa contratada.

Por sua vez, a prefeitura assinou uma ordem urgente que autoriza o uso de outra “trituradora que existe em Roma, mas usada somente em situações de urgência”.

“Estas medidas estão dando frutos porque pouco a pouco a situação está voltando ao normal na maioria dos bairros romanos”, afirmou a vereadora de Ambiente.

Marino comentou que até agora existia uma legislação que exigia de Roma eliminar os resíduos dentro da cidade, o que implicava utilizar só as usinas do AMA e da Colari.

“Mas com a nova Lei de Estabilidade será possível levar resíduos para fora da região, o que possibilitará ampliar o mercado e utilizar as instalações de outras empresas italianas e europeias que quiserem contribuir”, disse Marino.

“Isto permitirá que não haja um monopólio da Colari. Suponho que a Colari não esteja totalmente contente com estarmos fazendo todo o possível para diversificar o mercado”, concluiu a vereador.

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