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Cientistas explicam porque o Homem-Aranha não pode existir

  • washington (eua)
  • AFP
De acordo com investigadores britânicos, seria impraticável para um homem comum ter a mobilidade do Homem-Aranha | DIV/DIV
De acordo com investigadores britânicos, seria impraticável para um homem comum ter a mobilidade do Homem-Aranha DIV/DIV
 
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Um recente estudo põe fim às esperanças de um “Homem-Aranha” de verdade. Investigadores determinaram que os gecos, uma espécie de pequenos lagartos, são os animais mais pesados com a capacidade de caminhar na posição vertical ou no teto. Para que qualquer outro indivíduo com mais peso do que eles fizesse o mesmo, seria necessário ter superfícies adesivas muito grandes.

Os cientistas estimaram que um humano precisaria de “fixações” adesivas recobrindo 40% do corpo para caminhar na vertical, como faz o Homem-Aranha. “Se um homem quisesse, por exemplo, se deslocar sobre uma parede como as lagartixas fazem, ele precisaria de calçados adesivos de tamanho 45”, o que Walter Federle, do departamento de zoologia de Cambridge, no Reino Unido, define como “impraticável”. Ele é um dos co-autores dos trabalhos publicados nesta segunda-feira (18) na Academia Americana de Ciências (PNAS).

Estes investigadores determinaram que um animal maior do que o geco precisaria, para caminhar em superfícies verticais, que uma parte significativamente maior da área do corpo fosse formada de materiais adesivos. Mas isso exigiria alterações morfológicas resultantes de modificações que são impossíveis.

“Quando o tamanho do animal aumenta, a proporção da superfície de seus corpos em relação ao volume diminui”, disse David Labonte, zoólogo da Universidade de Cambridge, que liderou a pesquisa.

Os cientistas calcularam que pequenas mariposas usam cerca de 200 vezes menos da superfície de seus corpos para aderir às superfícies do que a lagartixa, o maior animal capaz de andar em paredes e tetos.

Assim, quanto mais um animal é grande e pesado, mais ele precisa de um poder adesivo para aderir a superfícies verticais ou invertidas.

Os investigadores concluíram que há um limite no tamanho das áreas adesivas que um animal pode desenvolver como uma solução resultante da evolução -- e que este limite é o tamanho do geco.

No estudo, eles compararam o peso e o tamanho dos solados de 225 espécies de animais escaladores, incluindo insetos, sapos, pererecas, aranhas, lagartos e até mesmo mamíferos, como os esquilos.

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