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A procuradoria-geral da Colômbia denunciou abuso sexual de mulheres e meninas colombianas por soldados venezuelanos em meio à crise diplomática entre os países após a Venezuela fechar partes da fronteira. O órgão pediu à chancelaria que pressione Caracas pelo respeito à integridade das mulheres que transitam pela região.

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A tensão entre os dois países começou no dia 19 de agosto, com o fechamento de algumas passagens fronteiriças sob ordem do presidente Nicolás Maduro, após um ataque de desconhecidos contra militares venezuelanos durante uma operação no estado de Táchira — o qual Maduro atribuiu a “paramilitares colombianos”.

A crise se aprofundou quando, uma semana depois, ambos países receberam denúncias em suas embaixadas sobre violação aos direitos humanos dos afetados. No sábado (30), a Venezuela anunciou o envio de mais três mil soldados para a fronteira.

Após o fechamento, 7.162 colombianos retornaram ao país — 1.097 foram deportados e os demais fugiram com medo de ter o mesmo destino, por ameaças de militares venezuelanos e medo de perder seus pertences.

Colômbia e Venezuela dividem uma fronteira porosa de 2.219 quilômetros, na qual os dois países denunciam a presença de grupos ilegais que lucram com contrabando.

Maduro anunciou na sexta-feira o fechamento de um segundo trecho da fronteira com a Colômbia no estado de Táchira “para limpar o paramilitarismo, a criminalidade, o contrabando, os sequestros, o narcotráfico”.

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