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Suu Kyi diz que Nobel tirou Mianmar do esquecimento

Suu Kyi no pde receber o Nobel em 1991 porque estava em priso domiciliar. A medalha, o diploma e as 10 milhes de coroas suecas (cerca de R$ 2,9 milhes) foram na poca recebidos por seu marido e seus filhos

16/06/2012 | 10:46 |
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A lder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi, que passou 24 anos em priso domiciliar em Mianmar, disse neste sbado (16) que ter recebido o Prmio Nobel da Paz em 1991 ajudou-a a voltar realidade e tirou Mianmar do esquecimento.

"(O prmio) me fez real novamente, me devolveu ao resto da humanidade. E o que foi mais importante, o Prmio Nobel atraiu a ateno do mundo luta pela democracia e pelos direitos humanos em Mianmar", declarou a ativista na cerimnia de entrega da homenagem em Oslo.

Suu Kyi no pde receber o Nobel em 1991 porque estava em priso domiciliar. A medalha, o diploma e as 10 milhes de coroas suecas (cerca de R$ 2,9 milhes) foram na poca recebidos por seu marido e seus filhos.

Ela destacou que o processo de voltar "ao mundo dos demais seres humanos" desde seu isolamento no foi instantneo, mas paralelo s notcias das reaes a um prmio que reconheceu que "a oprimida e isolada Mianmar era tambm uma parte do mundo".

"Para mim, receber o Prmio Nobel da Paz significa pessoalmente estender minha preocupao pela democracia e pelos direitos humanos alm das fronteiras nacionais. O Nobel da Paz abriu uma porta em meu corao", disse a lder em seu discurso, durante cerimnia transmitida pela televiso pblica norueguesa "NRK".

A viagem de Suu Kyi Noruega foi possibilitada pelo processo de reformas polticas que busca transformar a autocracia birmanesa em uma democracia parlamentar, desde a dissoluo da ltima junta militar, que transferiu o poder a um governo civil em 2011.

Suu Kyi disse que, desde sua independncia em 1948, Mianmar no conheceu um perodo de paz devido incapacidade de estabelecer a confiana e a compreenso necessrias para eliminar as causas do conflito.

A ativista afirmou que ainda hoje o pas sofre com hostilidades. Ela denunciou que, pouco antes de sua viagem Noruega, o oeste de Mianmar registrou vrias mortes em confrontos. Mas, apesar da violncia, Suu Kyi se disse esperanosa em relao ao futuro.

"Nos ltimos meses, as negociaes entre o governo e os grupos tnicos fizeram progressos. Esperamos que os acordos de cessar-fogo levem a pactos polticos baseados nas aspiraes do povo e no esprito de unio", ressaltou.

A lder opositora birmanesa lembrou que tanto ela como seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (LND), esto preparados para desempenhar "qualquer papel" no processo de reconciliao nacional.

Em sua opinio, as reformas impulsionadas pelo novo governo s se podem sustentar "com a cooperao inteligente de todas as foras internas" e sero efetivas medida que melhorem a vida do povo birmans, o que, segundo ela, incumbe a comunidade internacional de "um papel crucial".

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