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França

Estado Islâmico assume responsabilidade por tiroteio com mortos em Paris

Autor do ataque na avenida Champs Elysées, que terminou com um policial morto e outro ferido, é Abu Yussef, conhecido como o Belga

  • Paris
  • AFP e Agência O Globo
Bloqueio policial na Champs Elysées: dois mortos | Ludovic Marin/AFP
Bloqueio policial na Champs Elysées: dois mortos Ludovic Marin/AFP
 
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Um policial foi morto, e dois ficaram feridos, em um tiroteio registrado na noite desta quinta-feira (20) na avenida Champs Elysées, em Paris, um ataque reivindicado pelo grupo Estado Islâmico às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial francesa. O autor do ataque também foi morto.

“O autor do ataque na Champs Elysées, no centro de Paris, é Abu Yussef, o Belga, um dos combatentes do Estado Islâmico”, reportou a agência de propaganda do EI, Amaq.

Segundo o Ministério do Interior da França, o agressor foi morto no incidente registrado nessa famosa avenida, um concorrido ponto turístico da capital francesa. Uma fonte judicial confirmou a morte do autor do ataque.

Eleições francesas: conheça os principais candidatos que concorrem no próximo domingo

Ainda segundo a mesma pasta, os policiais foram alvo de disparos por volta das 21h locais (15h de Brasília). O atacante foi “abatido em resposta” aos disparos, afirmou.

Segundo uma fonte policial, “o agressor chegou em um veículo e abriu fogo contra uma patrulha policial com uma arma automática”.

“Matou um dos policiais e tentou agredir outros, correndo atrás deles”, acrescentou a fonte.

Dezenas de veículos de emergência se deslocaram para a área, que foi isolada. Estações do metrô foram fechadas.

Em paralelo, a seção antiterrorista do Ministério Público de Paris abriu uma investigação sobre o caso.

De acordo com fontes próximas à investigação, uma busca estava sendo realizada na residência do suposto autor do tiroteio, no subúrbio de Paris. Trata-se do titular do documento encontrado no veículo usado no ataque.

O primeiro-ministro francês, Bernard Cazeneuve, seguiu imediatamente para o Palácio do Eliseu, sede do Executivo, para uma reunião de crise com o presidente François Hollande.

Tiroteio na Champs Elysées

Reação internacional

Pelo Twitter, o ministério alemão das Relações Exteriores da Alemanha declarou apoio à França, seu principal parceiro na União Europeia.

“Notícias chocantes de Paris. Nossos pensamentos estão com as vítimas. Nos mantemos de forma firme e determinada ao lado da França”, escreveu o ministério em sua conta na rede social.

De Washington, o presidente americano, Donald Trump, também prestou solidariedade aos franceses, lembrando a semelhança entre o tiroteio em Paris e os recentes ataques terroristas naquele país.

“Antes de tudo, nosso país apresenta as condolências ao povo da França. Está acontecendo de novo, parece”, disse em coletiva de imprensa conjunta com o premiê italiano, Paolo Gentiloni.

“Parece outro ataque terrorista. O que podemos dizer? Não acaba nunca. Temos que ser fortes e vigilantes. Digo isso faz muito tempo”, acrescentou.

Pânico no metrô

Choukri Chouanine, gerente de um restaurante localizado na rua de Ponthieu, uma rua adjacente, disse que ouviu um “tiroteio breve”, mas “com muitos disparos”. “Tivemos de esconder nossos clientes no sótão”, acrescentou.

Outra testemunha, que não quis se identificar, contou que estava a “dez metros” do lugar do tiroteio. “Ouvimos disparos e vimos que policiais estavam sendo atacados. Saímos correndo”, disse.

“Houve uma onda de pânico no metrô Franklin Roosevelt. As pessoas corriam em todas as direções”, relatou uma mulher que estava perto do Champs-Elysées.

Eleições

O tiroteio acontece a três dias do primeiro turno da eleição presidencial, que se realiza neste domingo (23), na França. Os 11 candidatos estavam sendo entrevistados na televisão no momento da troca de tiros.

“A ameaça será parte do nosso cotidiano nos próximos anos”, declarou Emmanuel Macron, que manifestou sua solidariedade com a família do policial morto.

“Emoção e solidariedade com nossas forças policiais, novamente tomadas como alvo”, tuitou a líder da extrema direita, Marine Le Pen.

Estado de Emergência

Há dois dias, a Polícia prendeu dois homens em Marselha (sul), suspeitos de preparar um ataque “iminente” às vésperas da eleição.

A França se encontra em estado de emergência desde uma série de atentados extremistas, iniciada em 2015 e que causou a morte de mais de 230 pessoas.

Milhares de soldados e policiais armados foram enviados ao local para proteger pontos turísticos como a Champs Elysées e outros alvos em potencial, incluindo prédios do governo e sítios religiosos.

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