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Disputa

Japão diz que disputa sobre ilhas não deve ferir laços com China

Tanto o governo da China quanto o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, estão sob pressão interna para tomar uma posição dura sobre a disputa

O Japão pediu à China nesta segunda-feira (20) que proteja os cidadãos japoneses após protestos contra nipônicos que agitaram cidades chinesas no fim de semana, e ressaltou que um impasse sobre ilhas disputadas no Mar da China Oriental não deve prejudicar as relações entre as duas maiores economias da Ásia.

Milhares de manifestantes tomaram as ruas de cidades chinesas no domingo (19) e grupos viraram carros japoneses cantando slogans denunciando reivindicações do Japão sobre as ilhas, conhecidas como Senkaku no Japão e Diaoyu na China.

As manifestações aconteceram depois que 10 nacionalistas japoneses nadaram para as ilhas, no domingo, em resposta a um ato semelhante feito por ativistas chineses na semana passada.

Tanto o governo da China, que enfrenta uma mudança de liderança no final deste ano, quanto o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda, cuja popularidade tem despencado desde que ele assumiu o cargo em setembro passado e pode ser forçado a convocar eleições em breve, estão sob pressão interna para adotar uma posição dura sobre as ilhas.

Mas os estreitos laços econômicos também significam que os rivais da Ásia têm receio de uma repetição do drama que abalou as relações em 2010 depois que o Japão prendeu um capitão chinês cuja embarcação pesqueira colidiu com um barco de patrulha japonesa perto das ilhas desabitadas.

"Ambos os países não querem que a questão Senkaku afete os laços bilaterais. A relação sino-japonesa é um dos laços bilaterais mais importantes para o Japão, e é indispensável para a estabilidade e prosperidade da região Ásia-Pacífico que a China desempenhe um papel construtivo", disse o chefe de gabinete do governo japonês, Osamu Fujimura, em entrevista coletiva.

"Nós gostaríamos de continuar a aprofundar as relações mutuamente benéficas entre Japão e China, mantendo uma perspectiva mais ampla em mente", afirmou Fujimura.

"Em relação aos protestos na China, estamos pedindo, acima de tudo, para garantir a segurança dos cidadãos japoneses (na China)."

Os protestos antijaponeses em parte refletem as amargas lembranças chinesas da ocupação do Japão de grandes partes da China na década de 1930 e 1940.

Os principais meios de comunicação chineses foram críticos ao Japão, mas alguns também sugeriram que um protesto violento não era o caminho a percorrer.

"O Japão cometeu uma série de erros na questão da Ilha Diaoyu e feriu os sentimentos do povo chinês", disse o jornal China Youth Daily.

"O patriotismo dos jovens é louvável... mas para um número selecionado daqueles que estão destruindo veículos, danificando a propriedade pública, isso mostra loucura. Isto severamente perturba a ordem social, fere a imagem das cidades e, além disso, afeta a imagem da China."

O Japão, preocupado em impedir que a disputa com a China aumente, deportou os ativistas chineses dias após seu desembarque. O destino dos manifestantes japoneses permanece indeciso.

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