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Pelo Twitter, suspeito afirmou que gravou ação e fez acusações contra as vítimas | HANDOUT/REUTERS
Pelo Twitter, suspeito afirmou que gravou ação e fez acusações contra as vítimas| Foto: HANDOUT/REUTERS

A polícia do estado da Virgínia confirmou que o principal suspeito dos disparos que mataram dois jornalistas durante uma transmissão ao vivo de tevê na cidade de Moneta morreu em decorrência de um tiro na cabeça. O ex-repórter Vester Lee Flanagan (que se apresentava como Bryce Williams) atirou contra si após perseguição policial, de acordo com informações do “The New York Times”.

O suspeito foi interceptado por agentes em uma estrada interestadual em Fauquier, a 250 km de Moneta. Após se recusar a atender a ordem dos policiais, ele perdeu o controle do carro e bateu.

Ao abrir o veículo, os agentes o encontraram com uma marca de disparo o que, segundo a polícia, pode ter sido uma tentativa de suicídio. Ele foi levado pelos policiais a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.

Gravação

O vídeo do ataque foi publicado na página do suspeito, no microblog Twitter, pouco minutos depois do ocorrido. Nas imagens, filmadas com o celular na vertical na mão esquerda, ele se aproxima dos dois jornalistas e da entrevistada.

Em seguida, saca a pistola com a mão direita e começa a disparar contra as vítimas. Enquanto atira, ele abaixa o celular, as imagens ficam tremidas e não é possível ver os jornalistas sendo atingidos.

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+ VÍDEOS

Depois de publicar o vídeo, ele disse no Twitter que a ação foi motivada por xingamentos racistas que teriam sido feitos por Alison Parker, a repórter morta na ação, enquanto ele trabalhava no WDBJ. A página no microblog foi apagada após o vídeo ser divulgado pela imprensa.

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Outras páginas atribuídas a Flanagan/Williams nas redes sociais mostram a preparação do crime. Na semana passada, uma página do Facebook em seu nome foi atualizada com um vídeo mostrando seu trabalho e outro em uma loja de armas.

Flanagan deixou a WDBJ em fevereiro de 2013. Em maio do ano passado, ele entrou com uma ação judicial contra a empresa pedindo indenização por discriminação feita pelos colegas, mas não obteve vitória nos tribunais.

Histórico de encrencas

Antes de chegar ao canal, o jornalista havia trabalhado usando o nome de Bryce Williams em canais em San Francisco, na Califórnia, e em canais menores nos Estados da Flórida, da Carolina do Norte, do Texas e da Geórgia.

Em 2000, enquanto trabalhava em uma afiliada da rede de televisão NBC em Tallahassee, na Flórida, ele entrou com outro processo contra a emissora por racismo, pedindo mais de US$ 75 mil de indenização.

No processo, ele alegou ter sido chamado de “macaco” por um produtor branco em 1999 e recebido xingamentos racistas de outros funcionários. O processo chegou a passar pela Justiça Federal na Flórida, mas foi arquivado em 2001.

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O gerente do canal, Jeff Marks, descreveu o apresentador como um homem infeliz. “Nós o contratamos como repórter, e ele tinha algum talento e experiência, muito embora estivesse fora das telas por um tempo.”

Segundo o representante, o jornalista ganhou a reputação de ser uma pessoa difícil de trabalhar. “Após alguns ataques de raiva que ele teve, nós o demitimos. Ele não aceitou a saída e tivemos que pedir aos seguranças que o tirassem do prédio.”

Marks afirma que as denúncias de discriminação racial feitas por Flanagan contra a empresa “não puderam ser confirmadas por ninguém, por isso pensamos que foram forjadas”.

Vítimas

As vítimas do ataque foram a repórter Alison Parker, 24 anos, e o cinegrafista AdamWard, 27. Eles receberam homenagens imediatas da WDBJ, que relatou o episódio desde o corte da transmissão. A noiva do atirador estava no local durante a transmissão, e chegou a ver o momento, segundo funcionários da WDBJ.

Após o ataque, a polícia de Nova York anunciou um aumento no reforço à segurança de estações de televisão da cidade. A iniciativa foi tomada com base em medidas de padrão antiterrorismo.

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton lamentou o episódio, pedindo um maior controle das armas.

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