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Venezuela 

Nicolás Maduro quer se encontrar com Trump

Presidente quer marcar uma reunião até setembro e se aproximar dos EUA

  • Caracas
  • Agência Estado
Presidente Nicolás Maduro: governo de Trump o chamou de ditador | RONALDO SCHEMIDT/
AFP
Presidente Nicolás Maduro: governo de Trump o chamou de ditador RONALDO SCHEMIDT/ AFP
 
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O líder venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta quinta-feira (10), que quer se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora o acuse de promover a violência nos protestos para derrubá-lo. 

Em um discurso para os 545 membros da nova assembleia constituinte, Maduro instruiu o ministro de Relações Exteriores do país a se aproximar dos EUA e conseguir uma conversa por telefone ou uma reunião de Trump, em setembro.

Leia também: Cinco fatos relevantes para entender a situação da Venezuela neste momento

Maduro disse que quer relações tão fortes com os EUA como as que ele tem com a Rússia."Se está tão interessado na Venezuela, estou aqui 'mister Trump', aqui está minha mão" disse. As palavras vêm pouco depois de Maduro alertar o presidente americano "Jamais vamos nos render e responderemos a uma agressão com armas na mão". A Venezuela "nunca cederá".  

O governo de Trump chamou Maduro de "ditador" e emitiu sanções contra ele e mais 12 outras autoridades

O aceno também é feito dias após o chavista, que chama o republicano de imperador, receber sanções econômicas por manter a eleição da Assembleia Constituinte. Outros 30 aliados do regime foram punidos pelo Departamento do Tesouro.  

Constituinte

Ainda nesta quinta-feira, Maduro afirmou que se coloca às ordens dessa instância.  "Reconheço os poderes plenipotenciários para reger os destinos da República e me subordino a eles", afirmou Maduro entre os membros da Constituinte. 

O gesto é meramente simbólico, uma vez que a Constituinte foi convocada por Maduro e está sob controle absoluto de seus partidários, incluindo a esposa dele, Cilia Flores. 

Apesar das críticas da comunidade internacional, liderada pelos Estados Unidos, que desconhecem a Constituinte, Maduro defendeu a iniciativa afirmando que ela surgiu do clamor de se chegar a um diálogo.  

O presidente também disse que a Constituinte vai neutralizar a violência, que deixou ao menos mais de 160 mortos e quase 2 mil feridos. 

Leia mais: ONU denuncia torturas e uso de força excessiva na Venezuela

Desde a instalação, em 4 de agosto, a Constituinte não deixou dúvidas de que os poderes são virtualmente ilimitados e que estaria disposta a usá-los contra a oposição.  

Naquele que foi um dos primeiros atos oficiais, a Constituinte abriu espaço para destituição da procuradora-geral da República, Luisa Ortega, ex-aliada de Maduro. Os constituintes também tentam impor o controle sobre o restante dos poderes, enquanto o Congresso, que é controlado pela oposição, insiste em desconhecer suas decisões. 

Confirmação da presidência

Na manhã desta sexta-feira (11), a Assembleia Constituinte da Venezuela confirmou Nicolas Maduro como presidente do país após o ditador afirmar que está subordinado aos poderes do órgão. "Se ratifica o cidadão Nicolás Maduro [...] como presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, chefe de Estado e do governo, e comandante em chefe das Forças Armadas", disse o constituinte e ex-vice-presidente venezuelano Aristóbulo Istúriz. 

Leia mais: Maduro pede diálogo com países que contestam ditadura na Venezuela

 Os 545 membros da Constituinte - todos chavistas - aplaudiram a decisão de pé no Palácio Legislativo, em um salão onde a maioria opositora costuma se reunir. A oposição se recusou a participar da eleição da Constituinte e acusa o órgão de "fraude" para proteger "uma ditadura".

Apoio  

O governante de Cuba, Raúl Castro, manifestou em uma carta enviada a Maduro o respaldo ao processo constituinte e disse que Havana está comprometida com Caracas. "Seguramente, veremos dias de forte luta, de acusações internacionais, de bloqueios e limitações", disse Castro. 

Aos países latinos que não reconhecem a Constituinte, como Argentina, Brasil e Colômbia, fez um convite para uma cúpula de chefes de Estado e governo da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos).  

Além de anunciar candidatos aliados, Maduro ironizou a decisão da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD) de participar da votação após os mais de quatro meses de manifestações contra seu regime. 

"Para que serviram esses 120 dias de violência, mais de cem mortos, nadaram tanto para morrer na praia? Para morrer no CNE (Conselho Nacional Eleitoral)? Tanta destruição para quê, conseguiram alguma coisa?" 

Também comemorou a destituição da procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz. "Nos apunhalou pelas costas e ativou o governo imperialista dos EUA e a direita fascista. Achava que ficaria impune, mas chegou a Constituinte."  

Lei contra ódio

No discurso, Maduro entregou à Constituinte um projeto que pune com até 25 anos de prisão quem convocar "ações violentas e que provoquem caos e aflição", termos usados por ele para se referir aos protestos contra si.  

Ele chamou os aliados a castigar "com leis muito severas" delitos de ódio e intolerância para buscar "o reencontro, a reunificação, a harmonia e a paz" que ele atribui à instalação da Casa para trocar a Constituição. 

"A justiça tem que vir agora. Não importa nome, sobrenome ou cargo. Cadeia para quem chamou à violência e à morte", disse, em referência aos políticos opositores a quem atribui a violência nas manifestações.  

Como exemplos de ações puníveis pela lei, citou o escracho a uma reitora eleitoral chavista em um supermercado de Caracas e a queima de um homem por manifestantes mascarados em um protesto opositor em junho.  

Além do projeto, a ser votado na semana que vem, enviou à Comissão da Verdade duas cartas em que o presidente da Assembleia Nacional, Julio Borges, pede aos bancos que não comprem títulos da dívida pública venezuelana. 

 Maduro as encara como provas de que os rivais quiseram sabotar a economia. "O que a Assembleia burguesa fez foi sabotar, negar, obstruir, danificar e ameaçar, nacional e internacionalmente. Temos que fazer justiça."  

O líder disse que a oposição dialogará "por bem ou por mal" e os acusou de abandonar a negociação mediada pelo Vaticano e a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) quando, na verdade, ele foi o primeiro a fazê-lo.

As informações são da agência Associated Press e da Folhapress

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