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OEA enviará missão ao Paraguai seis meses antes das eleições

Organização recebeu um pedido do país para enviar uma missão, o que será feito "com bastante antecedência" das eleições, se os recursos da organização multilateral permitirem

 
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O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, anunciou nesta quarta-feira (22) que vai enviar uma missão do órgão ao Paraguai provavelmente em novembro, a fim de observar o processo eleitoral e o diálogo político no país. Durante uma sessão extraordinária sobre o Paraguai no Conselho Permanente da OEA, Insulza afirmou que recebeu um pedido do país para enviar uma missão, o que será feito "com bastante antecedência" das eleições, se os recursos da organização multilateral permitirem.

"Uma boa data para enviar a delegação seria em novembro, seis meses antes das eleições no país (programadas para o dia 21 de abril de 2013)", disse o secretário-geral aos jornalistas. Além disso, declarou que gostaria que a delegação fosse liderada "por uma personalidade de alto nível de fora da organização, se possível, um ex-chefe de Estado".

O secretário de Assuntos Políticos da OEA, Kevin Casas-Zamora, e o chefe de gabinete da organização, Hugo de Zela Martínez, viajarão ao país na próxima semana para iniciar os trâmites para o envio da missão, afirmou Insulza.

A decisão de enviar a delegação, pedida pelo Tribunal Eleitoral do Paraguai, foi tomada pela Secretaria Geral da OEA e não foi aprovada pelo Conselho Permanente, que se reuniu hoje e se mostrou dividido em torno da situação no país após o julgamento político que destituiu o presidente Fernando Lugo em junho deste ano.

O representante do México, Joel Antonio Hernández García, propôs que o Conselho aprovasse uma "declaração de apoio" à decisão do secretário de enviar a missão, uma ideia respaldada por Estados Unidos, Canadá, Honduras, Panamá e Costa Rica, entre outros.

No entanto, Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Bolívia e Equador se opuseram à declaração, ao considerar que correspondia à Secretaria Geral, e pediram que se reconhecesse que "houve no Paraguai uma ruptura da ordem democrática", nas palavras do representante da chancelaria argentina, Pablo Bustamante. Apesar dessa divisão, Insulza considerou um "avanço" o fato de os representantes dos Estados-membros "não terem feito nenhum pedido de sanções ao Paraguai, como aconteceu semanas atrás".

"Estamos tratando de uma fase na qual nossa principal tarefa vai a ser a observação e o acompanhamento da missão eleitoral, e isso é um avanço do qual nenhum país se opôs", comentou o titular da OEA aos jornalistas na saída do encontro.

Os países-membros da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) lembraram nesta quarta-feira a decisão de se suspender o país da organização, entretanto não pediram abertamente que a OEA tomasse a mesma medida.

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