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Combate

Tropas sírias e jordanianas se enfrentam na fronteira

Dezenas de milhares de sírios têm cruzado para a Jordânia desde o início do levante, incluindo oponentes de Assad

Tropas sírias e jordanianas entraram em confronto durante a noite na fronteira entre os dois países, no momento em que refugiados tentavam deixar o território da Síria, mas uma fonte da Jordânia disse no sábado (horário local) que aparentemente não havia vítimas fatais no país.

Um ativista da oposição síria disse ter visto veículos blindados na área de Tel Shihab-Turra, cerca de 80 quilômetros ao norte de Amã, depois que um grupo de refugiados sírios tentou cruzar a fronteira em direção à Jordânia.

"O lado sírio disparou do outro lado da fronteira e o combate começou. Relatos iniciais indicam que não houve nenhum morto do lado jordaniano", disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

"Os sírios dispararam para o lado jordaniano às 22h30 (horário local na sexta-feira) em perseguição a refugiados, e os jordanianos responderam. A luta se intensificou e veículos blindados jordanianos atingiram dois postos de guardas de fronteira sírios", disse o ativista, se identificando apenas como Abaddlah. "A luta foi intensa por uma hora e agora está intermitente", disse ele.

A fonte jordaniana afirmou: "O lado sírio disparou através da fronteira e os combates começaram. Relatos iniciais indicam que ninguém foi morto do lado jordaniano."

Dezenas de milhares de sírios têm cruzado para a Jordânia desde o início do levante. A longa fronteira entre os dois países tem sido também uma rota de escape para os oponentes de Assad, incluindo o primeiro-ministro Riad Hijab, que desertou nesta semana. Países ocidentais e potências regionais temem que o conflito sírio se espalhe por nações vizinhas.

O levante iniciado há 17 meses na Síria se transformou numa guerra civil de viés sectário, na qual os rebeldes que tentam depor o presidente Bashar al-Assad são apoiados por países ocidentais e nações árabes muçulmanas sunitas. Assad e seu círculo de poder são da seita muçulmana alauíta --uma vertente do islamismo xiita-- e têm o apoio do Irã, país majoritariamente xiita.

Aleppo

Na maior cidade e principal centro comercial da Síria, Aleppo, os rebeldes disseram que vão contra-atacar, depois de perder terreno após pesados bombardeios das forças sírias. Moradores de Aleppo, que tem 2,5 milhões habitantes, têm deixado a cidade em carros superlotados.

Os insurgentes foram empurrados para fora do bairro de Salaheddine, que dá acesso à parte central da cidade. As forças de Assad conseguiram expulsar os rebeldes de Damasco, mas estão tendo dificuldades em avançar em seus redutos em Aleppo.

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