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Delírio paranoide

 
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A paranoia consiste em uma psicose caracterizada pelo desenvolvimento de um pensamento delirante crônico, lúcido e sistemático, provido de uma lógica interna própria. Nesta patologia, o indivíduo desenvolve uma desconfiança exacerbada ou injustificada de que está sendo perseguido, acreditando que algo ruim está para acontecer ou que o perseguidor deseja lhe causar mal.

No caso de um distúrbio delirante paranoide, temos a presença de um tipo de delírio persistente, com ausência de qualquer outro tipo de sintomatologia de distúrbio mental. Entre os diferentes tipos, temos o delírio de grandeza ou megalomania e o delírio persecutório.

Os petistas podem ser divididos em dois grupos : os que enxergam o partido como uma seita ideológica; e os que são apenas oportunistas

Como ler tais definições e não pensar no ex-presidente? Lula disse, nesta quarta-feira, conversando com blogueiros chapa-branca: “Se tem uma coisa de que eu me orgulho, neste país, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da Igreja Católica, nem dentro da igreja evangélica. Pode ter igual, mas eu duvido”.

Poderia ser um caso puro e simples de psicopatia também, mas reparem na megalomania, no grau de autoengano, no delírio de grandeza! Lula também se sente perseguido. Por quem? Pelas “elites”, pela “mídia golpista”, por aqueles que não suportariam tudo o que ele fez pelos pobres. Mas a pobreza está aumentando, temos quase 10 milhões de desempregados, a inflação está acima de 10% ao ano, corroendo o salário de quem ainda tem emprego, e por aí vai.

Há figurões do PT, como seu braço-direito José Dirceu, presos após condenação em última instância. Seus familiares ficaram milionários, como ele mesmo, quase da noite para o dia, em transações mais do que suspeitas com empreiteiras envolvidas até o pescoço com a Operação Lava Jato. O mensalão e o petrolão são realidades documentadas com farta evidência.

Diante disso tudo, a reação de Lula é se afirmar a pessoa mais honesta deste país! É um perseguido, um injustiçado, que “eles” querem destruir por não suportarem tanta abnegação. O diagnóstico de delírio paranoide é o mais benigno, pois a alternativa é a psicopatia mesmo. O escárnio é total. Mas a piada não tem graça, pois Lula continua não só livre por aí, como no poder, por meio de seus cúmplices.

Os petistas podem ser divididos basicamente em dois grupos atualmente: os que enxergam o partido como uma seita ideológica com Lula como seu guru; e os que são apenas oportunistas mesmo, e defendem o indefensável em troca de algum benefício qualquer (cargo público, esmolas estatais, Lei Rouanet, subsídios, contratos).

É no primeiro grupo que encontraremos os casos de delírio paranoide: os seguidores do guru vão ver em todo lugar perseguição ao seu líder, pois estão “todos” contra eles, os únicos que efetivamente se preocupam com a “justiça social”. Os fatos não importam. Gente insegura precisa de um líder para chamar de seu e de uma seita para se sentir moralmente superior, já que a realidade é bem diferente.

Esse delírio precisa de tratamento. Não será indolor, claro, mas essa turma precisa acordar para a dura realidade: o PT parece uma quadrilha em forma de partido, defendendo como heróis verdadeiros bandidos. E seu legado não poderia ser pior: quebrou o Brasil, a Petrobras, trouxe de volta a alta inflação, fez o desemprego subir bastante. Fora o aspecto moral: subverteu valores, banalizou a corrupção, tomou de assalto a “coisa pública”.

O PT e Lula não são “perseguidos”. Em qualquer país sério, sem tanta impunidade, o “Brahma” já estaria preso e o partido teria seu registro cancelado. Quem sabe um dia? Ou será que estou delirando?

Rodrigo Constantino, economista e jornalista, é presidente do Conselho do Instituto Liberal.

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