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O evangelho da vida

  • Mário Antônio Sanches e Paulo Cesar Starke Junior
 
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Em 25 de março de 1995, o papa João Paulo II publicava a Evangelium vitae (“O evangelho da vida”). Marco para a bioética, esta encíclica trouxe luz para dificuldades do homem moderno, e traz luz para nossa sociedade: não pode haver verdadeira democracia se não é reconhecida a dignidade de cada pessoa e não se respeitam os seus direitos.

Parece ser senso comum que a vida é um valor superior e que devemos defendê-la com regras, cultivando costumes e valores que enalteçam a dignidade presente nela e tudo que decorre do direito de viver.

Contudo, não é fácil manter a coerência. Por exemplo: é dolorido falar sobre aborto, é difícil compreender a eutanásia, são revoltantes as notícias de fatos que violam a vida; mas precisamos conversar para construir uma sociedade realmente voltada ao bem comum.

Talvez a dificuldade esteja no que é o bem comum – afinal, não é o mesmo que bem-estar. Talvez saibamos todos definir o que é vida, mas criemos confusões em torno do direito à vida. Em nome de um bem-estar pessoal, eventualmente alguém pode negar o direito à vida a outrem.

Que bem comum queremos? Bem-estar individual? Bem-estar social? Nós pensamos que é necessário ressignificar a boa nova da vida. Conforme escreveu João Paulo II 20 anos atrás, o evangelho da vida é para o bem da humanidade. Atuar em favor da vida é contribuir com a sociedade edificando o bem comum. Não é possível construir o bem comum sem reconhecer e tutelar o direito à vida, sobre o qual se fundamentam e se desenvolvem todos os restantes direitos inalienáveis do ser humano. Nem pode ter sólidas bases uma sociedade que se contradiz radicalmente, já que por um lado afirma valores como a dignidade da pessoa, a justiça e a paz, mas por outro aceita ou tolera as mais diversas formas de desprezo e violação da vida humana.

Não é possível construir o bem comum sem reconhecer e tutelar o direito à vida

A Evangelium vitae versa sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana e nela João Paulo II considera a bioética um dos sinais positivos dos nossos tempos: significativo é o despertar da reflexão ética acerca da vida; a bioética favorece a reflexão e o diálogo – entre crentes e não crentes, como também entre crentes de diversas religiões – sobre problemas éticos, mesmo fundamentais, que dizem respeito à vida do homem.

A encíclica é uma reafirmação do valor e da inviolabilidade da vida humana e um apelo a todos e a cada um para que respeitem, defendam, amem e sirvam cada vida humana, alertando que só desta maneira se encontrará justiça, progresso, verdadeira liberdade, paz e felicidade.

Para ajudar na compreensão e prática dos ensinamentos da Evangelium vitae, a Comissão de Bioética da CNBB e a pós-graduação em Bioética da PUCPR, com apoio da Comissão Família e Vida da Arquidiocese de Curitiba, nos presenteiam com um seminário rico e aberto à nossa participação, celebrando os 20 anos da Evangelium vitae. Teremos a presença de palestrantes renomados como o cardeal Willem Eijk, membro da Pontifícia Academia para a Vida, e Livio Melina, presidente do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família. Convidamos todos aqueles que desejam construir uma sociedade que respeita a vida para estar na PUCPR, a partir desta sexta-feira.

Mário Antônio Sanches é coordenador da pós-graduação em Bioética da PUCPR. Paulo Cesar Starke Junior é membro da Comissão Família e Vida da Arquidiocese de Curitiba.

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