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O triplo poder

Texto publicado na edição impressa de 02 de novembro de 2013

Os empreendedores são parte fundamental das economias paranaense e brasileira. Quando suas ideias saem do papel e se tornam negócios sustentáveis, estimulam o crescimento econômico, geram inovação, mais e melhores empregos. Em um momento em que o mundo se esforça para sair de uma desaceleração econômica abrangente, os empreendedores oferecem um recurso essencial: otimismo.

Os empreendedores são responsáveis por mais da metade dos empregos gerados nos países do G20. Adicionalmente, constatamos que as micro e pequenas empresas no Brasil cresceram mais de 20% ao ano por três anos consecutivos. Isso prova que, mesmo durante os momentos mais desafiadores, os empreendedores são capazes de crescer.

Embora no Brasil haja um forte prestigio à cultura self-made, as empresas em estágio inicial têm grande dificuldade em conseguir recursos financeiros necessários para começar ou ampliar seus negócios. Soma-se a isso a complexidade de nossas regulações e de nosso sistema tributário. Atualmente, são necessários 119 dias para iniciar um negócio, um período seis vezes maior que na média dos países do G20. Já o tempo gasto para resolver questões tributárias é de 2,6 mil horas, enquanto nos demais países esse período não ultrapassa 347 horas.

Essa dificuldade não apenas desestimula nossos jovens a optar pelo empreendedorismo como projeto de vida e carreira, como ainda resulta em uma mortalidade precoce das empresas. No Brasil, 49% dos pequenos negócios dos brasileiros não passam do primeiro ano de atividade.

Para mudar esse cenário, criando um ecossistema de fomento ao empreendedorismo e que colabore com a perenidade de seus negócios, é preciso unir esforços de governos, empresas e dos próprios empreendedores, garantindo, assim, a saúde econômica do país. É o que chamamos de “triplo poder”, que deve atuar prioritariamente nas seguintes frentes: facilitar o acesso a financiamentos, sobretudo para as start-ups; simplificar impostos e regulamentações; aprimorar o sistema de educação e capacitação; e estimular uma cultura empreendedora.

Para encorajar uma cultura empreendedora é necessário compartilhar histórias de sucesso e, diria, até de fracassos. É essencial aumentar a tolerância ao risco, caso contrário inibiremos que inovações sejam realizadas. Por isso, iniciativas como o evento CEO Summit Curitiba reúnem centenas de empreendedores em diversos estágios de maturidade, os quais têm a possibilidade de dividir suas experiências durante o fórum. Acreditamos que empreender é um desafio sem receitas prontas e que a melhor forma de ajudá-los nesse desafio é provocar o diálogo.

Nós sabemos o quanto essas lições são valiosas e o poder que essas pessoas têm de inspirar outros a sonhar grande. E, acima de tudo, buscamos provocar reflexões sobre os temas ligados ao negócio e fomentar o relacionamento para impactar cada vez mais o ambiente empreendedor no estado do Paraná.

Claudio Camargo é sócio-líder da Ernst & Young no Paraná.

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