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bom dia

Lula fala muito e diz pouco em depoimento a Moro. No TRF, relator vota por dobrar pena de Dirceu

E mais: Temer, JBS e reforma política na Superquarta de Brasília, homologada delação da Quadro Negro, robôs na ordenha e Maroon 5 em Curitiba

  • Leonardo Mendes Júnior
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TOPO

Bom dia! 

 

Lula sentou-se pela segunda vez como réu diante do juiz Sergio Moro. Um depoimento de duas horas, dentro do caso que investiga a compra do terreno onde fica o Instituto Lula. O ex-presidente concentrou sua artilharia em Antonio Palocci, a quem chamou de simulador, frio e calculista

 

O ex-ministro, a quem o PT via como um sucessor natural de Lula na presidência, revelou que havia um pacto de sangue entre o ex-presidente e a Odebrecht. Agora, virou inimigo junto com a imprensa, Moro e a força-tarefa da Lava Jato. Uma mudança de status difícil de engolir, como bem aponta Rogério Galindo

Palocci ou é maluco de se virar contra todos os seus sem provas nem maneiras de convencimento ou sabe muito bem do que está falando. Cada vez parece mais difícil defender Lula. Nem seus antigos favoritos estão aguentando o tranco. 

 

Lula bravateou muito e explicou pouco. Deixou pontas soltas sobre sua visita ao terreno onde hoje está o Instituto, sobre e-mails trocados a respeito da visita e sobre o pagamento de um aluguel vizinho ao seu, em São Bernardo do Campo. 

 

A defesa se esforçou em jogar mais fumaça. Disse que Moro e o MP fugiram do debate sobre corrupção. Como se um interrogatório fosse foro para debate. Como se a compra do terreno e o aluguel do apartamento não estivessem sob investigação exatamente por suspeita de corrupção.

Assista a todos os vídeos do interrogatório e avalie.

 

Ao contrário de 10 de maio, Curitiba não parou para o depoimento de Lula. Nem mesmo a militância petista foi tão fervorosa. Se quatro meses atrás o PT falava em 50 mil ouvindo Lula após o depoimento, contra 7 mil na estimativa da PM, agora os números foram muito mais discretos: 7 mil segundo os organizados; 2 mil para a polícia. 

 

Enquanto Lula discursava, um helicóptero exibia no seu, logo acima da Praça Generoso Marques, mensagens de apoio à Lava Jato

 

Agora, começa a correr o prazo para Sergio Moro dar a sentença do segundo processo nas suas mãos em que Lula é réu. O tríplex do Guarujá rendeu a condenação a 9 anos e meio de prisão. Cabe recurso ao TRF-4, como também caberá no caso do Instituto Lula. 

 

Em Porto Alegre, Lula encontrará uma banca de mão pesada, com alto índice de confirmação - e até elevação - das penas estipuladas por Moro. Ontem, uma amostra. No recurso da condenação a José Dirceu, o relator João Pedro Gebran votou pelo aumento da pena de 20 para 41 anos de prisão. Um pedido de vistas interrompeu a sequência do julgamento. 

Brasília ferveu 

A Superquarta da política não se limitou a Curitiba: 

Quadrilhão Começam a vazar detalhes da delação de Lúcio Funaro. A bomba do momento: Temer e Geddel Vieira Lima dividiram uma propina de R$ 1 milhão, segundo o doleiro

 

A informação provavelmente alimentará a segunda denúncia contra o presidente. O STF considerou Rodrigo Janot apto a apresentá-la. 

 

JBS Janot, porém, tem outras coisas a se preocupar. Mensagens de whatsapp reforçam a tese de que o ex-procurador Marcelo Miller realmente fez jogo duplo no acordo de delação do Grupo J&F. Ele negociava pela PGR ao mesmo tempo em que passava informações à empresa que o contrataria logo após sua exoneração. 

 

Reforma política Empacou de novo a reforma política. Os maiores partidos até chegaram a um acordo sobre fundo partidário e sistema eleitoral, mas o Centrão e os nanicos esvaziaram o quórum. Falta pouco tempo para as mudanças valerem já para 2018. 

 

Em artigo, o especialista em Direito eleitoral Gilson Novaes critica duramente o distritão, pinguela desejada pelos parlamentares como transição para o voto distrital misto. Para ele, no distritão "deputados com muita grana garimpam votos pelo estado inteiro e, depois da eleição, dão uma banana para os eleitores." 

Homologada 

O Supremo homologou a delação de Eduardo Lopes de Souza, dono da Construtora Valor, na Quadro Negro. A colaboração do empresário liga diretamente os desvios investigados pela operação ao financiamento da campanha de reeleição do governador. 

 

O modus operandi da Valor não era exclusivo. O Tribunal de Contas do Paraná aponta que pelo menos outras cinco empresas operavam da mesma maneira, como relata Felippe Aníbal. 

 

Hoje, o TCE-PR julga o primeiro de 14 processos de fraude na construção de escolas no Paraná

Fora do ar 

Anthony Garotinho está de volta à prisão domicilar. Ele foi preso ontem, enquanto apresentava seu programa ao vivo na Rádio Tupi, dentro do processo em que é réu por compra de votos para a eleição a prefeito de Campos dos Goytacazes, sua cidade. 

Economês 

Rodrigo Constantino traz sua análise para o acelerado crescimento da Bolsa de Valores, com direito a recorde na última segunda-feira. Mais do que refletir o momento da retomada econômica, o otimismo do mercado seria um sinal do que espera do próximo presidente: reformas, privatizações, corte de gastos, defesa da liberdade econômica. 

 

Outro efeito da retomada começa a ser sentido no supermercado. A deflação no preço dos alimentos já permite comprar mais gastando o mesmo, explica Ricardo Amorim

 

E hoje tem mais dinheiro circulando. Estará disponível para saque o terceiro lote do abono salarial. 

Mais opções de compra 

A partir de janeiro, vai ficar mais barato comprar carro importado. Deixará de incidir IPI de 30% sobre carros importados. Um (belo) impacto sobre o mercado nacional. 

Ordenha humanizada 

A União Europeia discute o melhor equilíbrio entre homem e máquina na ordenha e alimentação do gado. Experiência completamente feitas por robôs, da ordenha a servir feno, usadas por mais de 10 mil produtores no continente, foram rechaçadas. Segundo o projeto Autograssmilk, o melhor formato é integrar alimentação por robôs a pastagem ao ar livre, explica Marcos Tosi. 

Já não era? 

O editorial da Gazeta do Povo comenta declaração recente de Nicolás Maduro, de que se necessário fosse, se tornaria um ditador para salvar a economia venezuelana

Se a situação não fosse motivo de choro e lamentação, os venezuelanos poderiam até rir de seu tiranete, que se diz disposto a até mesmo “se tornar um ditador”. Maduro não precisa “se tornar” o que ele já é, há muito tempo. 

Discurso duplo 

Publicamente, o Banco Santander pediu desculpas e antecipou o encerramento da exposição "Queermuseu", em Porto Alegre. Da porta pra dentro, porém, o discurso foi diferente. Em comunicado aos funcionários, o presidente Sergio Rial disse que a instituição foi vítima de censura não vista desde os tempos da ditadura

Falhamos 

Em artigo, o delegado da Polícia Federal, Rafael Fernandes Souza Dantas, diz que os recentes e crescentes casos de estupro comprovam que o sistema jurídico de proteção à mulher falhou miservavelmente no Brasil

Mais de um ano depois... 

Renan Barbosa narra saborosamente a banca de Janaína Paschoal para professora titular da USP. Ela, uma das autoras do processo de impeachment de Dilma Rousseff, reencontrou em tom bem amistoso o professor Sérgio Salomão Shecaira, há um ano e meio defensor fervoroso da narrativa de golpe. 

One more night 

Para muitos curitibanos (inclusive este que lhes escreve), a quinta-feira terminará no Couto Pereira, assistindo ao show do Maroon 5. Sandro Moser entrevistou James Valentine, guitarrista da banda, que promete tocar singles inéditos, somando-se a um setlist coalhada de hits dos mais de 15 anos de carreira

 

O show começa às 22 horas, os portões abrem às 17 horas e aqui está o mapa com todos os acessos ao estádio

 

Vou ao show, mas reencontro vocês amanhã de amanhã. Ótima quinta-feira a todos!

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