Terça-feira, 09/02/2010
Campanha publicitária quer incentivar o curitibano a ampliar a separação de materiais recicláveis
11/03/2006 | 16:34 | Fernando Martins - Gazeta do PovoOs personagens fazem parte de uma campanha publicitária promovida pela prefeitura para relançar o programa “Lixo que não é lixo”, criado em 1989. O objetivo é ampliar ainda mais a separação de materiais recicláveis. Hoje, Curitiba separa pouco menos de 24% das 2.340 toneladas de lixo que produz diariamente (precisamente, são 554 toneladas de materias recicláveis separados). Mas, com a contribuição da população, a reciclagem poderia aumentar consideravelmente, pois muito papel, plástico, metal e vidro ainda é colocado no lixo juntamente com os restos de comida. “Fizemos um estudo de tudo o que entra no aterro (da Caximba, para onde é levado o lixo da cidade) e constatamos que a separação poderia ser de 38%”, diz Marilza Oliveira Dias, assessora técnica da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba.
Nas propagandas, os quatro personagens convidam os curitibanos a fazer a separação por tipo de material. Os plásticos, representados por Plastilde, devem ir para lixeiras vermelhas. Vidrovaldo pede que os vidros sejam colocados em lixeiras verdes. Papelucho orienta os curitibanos a descartar os papéis em recipientes da cor azul. E Ed Metal sugere que os metais sejam destinados para locais de descarte amarelos. “Essas cores seguem um padrão internacional”, explica Marilza.
Para estimular a população a fazer a separação correta, lixeiras com as cores específicas de cada material foram instaladas em diversos espaços públicos da cidade. Shopping centers e outros estabelecimentos comerciais também foram estimulados a instalar as lixeiras com as cores-padrão. Mas uma das ações mais importantes da campanha ainda não completamente implantada, ao menos por enquanto: a distribuição, por parte dos supermercados, de sacolas plásticas que possam ser usadas pelos curitibanos na hora de descartar o lixo doméstico separado por tipo de material.
Marilza, da Secretaria do Meio Ambiente, afirma ainda que os curitibanos e moradores de cidades vizinhas podem fazer a separação dos materiais mesmo em sacolas sem identificação, pois isso já vai facilitar o trabalho de triagem do material. Além disso, para o cidadão, o grande benefício da separação dos materiais é manter a cidade mais limpa, pois há carrinheiros que costumam abrir as sacolas colocadas na rua para tirar o material que lhes interessa, furando os sacos. Com a separação por tipo de material, essa prática seria reduzida.
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