Quinta-feira, 09/09/2010
OHL venceu todas as concessões para os trechos de estradas federais que passam pelo estado. Cobrança deve começar em julho de 2008
09/10/2007 | 19:56 | Adriano Kotsan - Gazeta do Povo OnlineA espanhola OHL vai administrar os três trechos de rodovias federais que passam pelo Paraná. Com preços “imbatíveis”, a empresa foi a grande sensação do leilão dos sete lotes de estradas federais, que ocorreu na tarde desta terça-feira (9), na Bovespa, em São Paulo. A OHL levou também outros dois trechos, acumulando cinco dos sete lotes disponíveis.
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Conheça as concessionárias que passam a controlar as rodovias federais
Curitiba – As tarifas que serão cobradas pela espanhola OHL Brasil, que arrematou os três lotes de rodovias federais que cortam o Paraná, serão bem mais baixas do que as praticadas hoje pelas concessionárias que já atuam nas estradas privatizadas no estado.
O pedágio cobrado pela empresa entre Curitiba e São Paulo pela Régis Bittencourt (BR-116) – uma distância de 400 quilômetros com seis praças de cobrança – será de R$ 8,20 para carros de passeio contra os R$ 10,90 praticado pela Ecovia no trecho entre Curitiba e Paranaguá, em um percurso de 100 quilômetros e com uma única praça. A tarifa cobrada entre Curitiba e Florianópolis, por sua vez, será menos da metade do que a cobrada até o litoral paranaense: R$ 5,10 em um total de cinco praças. Leia matéria completa
A proposta da OHL ficou 62,67% mais baixa que o valor máximo estipulado pelo governo. No trecho entre Curitiba e Florianópolis, serão cinco praças de pedágio e o investimento previsto é de R$ 3,5 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão. O motorista que for de carro de Curitiba para a capital catarinense vai ter que desembolsar R$ 5,14.
A OHL também vai administrar os outros dois trechos que cortam o Paraná. Na rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que liga Curitiba a São Paulo, o preço do pedágio será de R$ 1,364. O preço máximo que poderia ser cobrado era de R$ 2,68, valor definido no edital da ANTT. Com isso, houve um deságio de 49,20%. Ou seja, a metade do preço.
A OHL administrará também o trecho que compreende a BR-116 Sul, entre Curitiba e a divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. A empresa ofereceu a cobrança de pedágio a R$ 2,54 para as cinco praças de pedágio previstas para o trecho no edital. O teto estipulado pelo governo federal era de R$ 4,18. Houve um deságio de 39,35% no preço sugerido em edital. O motorista que passar por todas as cinco praças de pedágio do trecho vai pagar R$ 12,70. A OHL deve fazer um investimento de R$ 1,8 bilhão na rodovia, durante os 20 anos de concessão.
Paranaenses fora
Nenhuma empresa paranaense que participou dos lances ganhou concessões. As empresas do estado que participaram do leilão na Bovespa foram a Copel, a Ecorodovias, controlada pelo grupo CR. Almeida, e o grupo J. Malucelli. Nenhuma conseguiu apresentar os menores valores cobrados pelo pedágio e ficaram sem as concessões. Pelo edital da ANTT, vencia quem apresentasse a menor tarifa de pedágio.
Outros lotes
Quarto lote
A espanhola ofereceu o menor valor para o pedágio, de R$ 2,25 , na BR-101, no trecho entre a divisa do Espírito Santo com o Rio de Janeiro e a ponte Rio-Niterói. O teto era de R$ 3,82. No total, serão cinco praças na BR-101, numa extensão de 320,1 quilômetros. A previsão é que sejam necessários R$ 2,5 bilhões durante os 25 anos de concessão.
Liminar
O leilão da Bovespa ficou suspenso por cerca de 15 minutos por causa de uma liminar judicial. Uma empresa que teria sido desqualificada na primeira etapa conseguiu um mandado de segurança. No entanto, o governo conseguiu derrubar a liminar e os lotes voltaram a ser leiloados.
Quinto lote
Sétimo lote
O último lote foi vencido pela empresa Acciona. O trecho de concessão é da BR-393, da divisa de Minas Gerais e Rio de Janeiro até a via Dutra. A rodovia tem 200,4 quilômetros e terá três praças de pedágio. O valor cobrado será de R$ 2,94 por praça. O teto da tarifa era de R$ 4,03.
Cronograma
Segundo a assessoria de imprensa da ANTT, até o dia 19 serão analisados os documentos de propostas comerciais das empresas vencedoras do leilão. Caso não apareçam irregularidades, o resultado será homologado e as empresas serão confirmadas como vencedoras. Depois dessa fase, será feita a assinatura do contrato.
Nos próximos seis meses após a assinatura do contrato, a concessionária que assumir o trecho terá que fazer obras de recuperação, manutenção e ampliação de capacidade das estradas. Os valores do pedágio são para veículos comuns. A cobrança só vai começar quando as obras nas estradas forem concluídas, o que deve acontecer por volta de julho de 2008, segundo previsão da agência. Quando a cobrança for iniciada haverá uma correção pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) sobre os valores definidos no leilão. Os preços também devem ser arredondados para facilitar a cobrança nas praças.
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