Terça-feira, 09/02/2010
De acordo com informações da Delegacia de Homicídios (DH), por volta das 13h30, Maria foi à agência do banco Itaú no bairro Hugo Lange, localizada na Rua Augusto Stresser, trocar um cheque para pagar os funcionários que estão realizando reformas casa dela. De lá, a professora partiu com aproximadamente R$ 4,2 mil em dinheiro. A polícia contou que, ao sair do banco, Maria foi seguida por dois homens numa moto até a casa dela, que fica na Rua Heli Macedo de Souza. Em seguida, a pessoa que estava na garupa da moto desceu, entrou na casa e, com uma arma em mãos, teria pedido a bolsa da pró-reitora.
Reprodução RPC TV
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Dor, inconformismo, sentimento de impotência e a certeza de que a perda é, mesmo, irreparável. Assim familiares e a comunidade acadêmica reagiram à notícia do assassinato de Maria Benigna Martinelli de Oliveira, pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Até quando vamos ter de conviver com essa insegurança?”, pergunta Carlos Augusto Moreira Júnior, reitor da UFPR.
Segundo o delegado Jaime da Silva Luz, da DH, Maria teria reagido e se negado a entregar a bolsa, sendo então atingida por uma bala no abdome. “Provavelmente, a pessoa que atirou se desesperou e saiu sem levar nada. O dinheiro que a vítima havia retirado permaneceu na bolsa dela. Não houve roubo”, salienta Luz. A polícia informou que, mesmo depois de levar o tiro, Maria teria gritado por ajuda e pedido para pegarem a bolsa dela. O filho da pró-reitora e um funcionário que trabalhava na reforma da casa a socorreram e a levaram até o Hospital Vita, na BR-476, no Bairro Alto. A professora chegou com vida no hospital, mas, por volta das 16 horas, no centro cirúrgico, não resistiu ao ferimento e faleceu.
A polícia informou que os dois envolvidos no assassinato estavam com capacete e que a pessoa que atirou teria permanecido com a proteção quando abordou a professora, o que, de alguma forma, segundo o delegado Luz, dificultará a identificação dos criminosos.
A pró-reitora Maria Benigna Martinelli de Oliveira era casada e deixa três filhos.
A morte da professora doutora Maria Benigna Martinelli de Oliveira foi uma perda para toda comunidade acadêmica e científica do país. Pesquisadora renomada, com publicações em revistas científicas nacionais e internacionais. Tinha registro de diversas patentes resultantes de suas pesquisas na UFPR. Ela estava no auge da carreira, segundo os colegas de trabalho. (Leia mais sobre a importância da professora no meio acadêmico)
A professora publicou 46 artigos científicos em revistas especializadas e cerca de 150 textos em anais de congressos. Atualmente orientava três teses de doutorado. Era pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desde 1988. Sua experiência era na área de Bioquímica, Metabolismo e Bioenergética, tendo desenvolvido estudos com ênfase em Farmacologia Bioquímica e Molecular. Entre as pesquisas desenvolvidas estava a avaliação de medicamentos para a terapia de melanomas – um dos tipos de câncer de pele.
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