Quarta-feira, 23/05/2012
É provável que o gênero perfil tenha surgido nos Estados Unidos, por volta da década de 30. Já nasceu um clássico. Como a própria palavra diz, esse estilo mostra “uma parte” do retratado, a exemplo do que fazemos quando nos deixamos fotografar.
O perfil serviu como luva à imprensa. Tem um quê de resumo – é como se condensássemos o tempo de vida de alguém nos seus feitos e gestos mais relevantes.
Não é tudo. Sob a tirania do tempo e do espaço, jornais e revistas vivem em condições adversas, quanto mais para biografar alguém, desde o início. Esse ofício fica relegado a historiadores e literatos, que o fazem em páginas e páginas que um jornalista sequer sonha. O jeito é traçar em poucas linhas os sombreados e os traços que traduzem alguém. É o que essa seção surgiu para fazer.
A escolha dos perfilados foi feita por um grupo de 13 jornalistas. Fugimos de duas ciladas: a das figuras exóticas e a das muito famosas. Em geral, o que se espera do perfil é que mostra gente incomum ou personalidades conhecidas, sobre as quais pairam a curiosidade e a admiração. A tentação de apostar nesse modelo foi grande. Mas a escolha recaiu sobre uma categoria menos festejada, a dos semianônimos. Entendemos por “semi” figuras conhecidas num pequeno ou médio circuito. Ali, fazem diferença e geram ações sólidas, embora pouco ruidosas. Graças a ele, o mundo roda, mas dificilmente algum deles será visto em capa de revista.
Foi assim que chegamos a nomes como o do angolano Wilson Madeira, músico vinculado ao Instituto dos Cegos, em Curitiba; a Eleuther Guimarães Viana, um estilista do tempo da delicadeza; aos arqueólogos Igor Chmyz e Oldemar Blasi, que projetaram o Paraná mundialmente com suas pesquisas.
Difícil imaginar a ação social, a moda ou a ciência na cidade sem passar por esses nomes. Mas não raro, eles circulariam ao nosso lado, na Marechal com a Marechal, e não os enxergaríamos. A depender do que a Gazeta do Povo publica todos os domingos, até meados de novembro, o sujeito ao lado pode deixar de ser o tal do rosto na multidão. É no que apostamos.
Duas ou três coisas que sei do Vampiro
ATUALIZADOhá 1h
Vai pra Vila Olímpica, Atlético!
ATUALIZADOhá 7h
Gazeta do Povo no Twitter, Facebook, Celular e Ipad.
Os melhores preços estão aqui, clique e compare!
Powered by: Buscapé