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Polícia Federal

Delegada que batizou Operação Lava Jato é promovida a chefe da PF no Sergipe

Retratada no cinema, Érika Marena esteve por mais dois anos na linha de frente das investigações na PF do Paraná que desvendaram esquema de corrupção na Petrobras

  • Brasília
  • Bárbara Lobato
 | Marcelo Andrade /Gazeta do Povo
Marcelo Andrade /Gazeta do Povo
 
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A delegada federal Érika Marena, responsável por batizar de Lava Jato a operação contra corrupção mais importantes da história do Brasil, foi promovida a superintendente regional da Polícia Federal de Sergipe. A informação foi confirmada à Gazeta do Povo pelo diretor-geral da PF, Fernando Segovia. Érika esteve na linha de frente das investigações do petrolão desde a deflagração da operação, em 2014, na Superintendência da PF no Paraná. A apuração policial começou a partir de uma suspeita de lavagem de dinheiro num posto de combustíveis de Brasília.

O trabalho da delegada serviu, inclusive, de inspiração para o filme “Polícia Federal – A Lei é para todos”. Há cerca de um ano, em novembro de 2016, e após atuar por mais de dois anos na Lava Jato, Érika recebeu convite para chefiar a área de combate à corrupção e desvios de verbas públicas da Superintendência da PF em Santa Catarina. Ela é tida como uma das maiores especialistas em crimes financeiros e lavagem de dinheiro dos quadros da instituição. 

A delegada Érika chegou a encabeçar uma lista tríplice, elaborada pela Associação de Delegados da Polícia Federal, como candidata potencial a ocupar a direção-geral da PF. A lista foi elaborada e enviada ao presidente Michel Temer em maio do ano passado, mas, diferentemente do Ministério Público Federal, a presidência não precisava atender a este critério para escolha do diretor-geral da polícia.

Recentemente, a delegada estava atuando na operação Ouvidos Moucos, que resultou no suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier. As consequências da ação policial, que apurava uma suposta tentativa de obstruir investigação sobre desvios no programa de educação a distância da UFSC, foi alvo de críticas. A corregedoria da PF abriu procedimento para verificar uma notícia-crime, feita pela família de Cancellier, “para apurar a responsabilidade da delegada Érika Mialik Marena pelos abusos e excessos cometidos na denominada Operação Ouvidos Moucos”.

Outras mulheres

Além Érica, o diretor da Polícia Federal já sinalizou que outras mulheres poderão assumir cargos de superintendências pelo país. Por enquanto, um dos nomes confirmados é o da delegada Cassandra Ferreira Alves Parazi, que será superintendente no Maranhão.

“Tenho excelentes quadros femininos da polícia aptos a comandar uma superintendência. O critério é ser delegada classe especial e ter afinidade com a atuação de combate à corrupção no quadro da instituição", exemplificou Segovia ao ser questionado sobre os critérios de escolha para as superintendências da PF. 

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