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Bernardinho: partido diz que o ex-técnico pode mostrar ao país modelo de gestão do Novo. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Bernardinho: partido diz que o ex-técnico pode mostrar ao país modelo de gestão do Novo.| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

O ex-técnico da seleção brasileira de vôlei Bernardinho, filiado ao partido Novo, descartou a possibilidade de ser candidato à Presidência da República em 2018. Mas a sigla pretende lançá-lo ao governo do Rio de Janeiro. “Nossa expectativa é muito grande de que ele venha a aceitar”, disse nesta sexta-feira (20) o presidente nacional do Novo, Moisés Jardim, em entrevista à Gazeta do Povo transmitida ao vivo nas redes sociais do jornal.

Jardim afirmou que o lançamento do nome de Bernardo Rezende à Presidência chegou a ser discutido pelo partido. Mas essa já não é mais uma possibilidade com a qual a sigla trabalha. “Ele mesmo declinou. Ele entende que não estaria pronto para assumir a candidatura à Presidência neste momento”, afirmou o presidente do partido.

Assista à entrevista com Moisés Jardim na íntegra

O Novo agora espera uma resposta de Bernardinho sobre a candidatura ao governo fluminense. “Seria um ótimo nome para representar o Novo como candidato ao governo do Rio de Janeiro”, disse Jardim. O político afirma que uma possível eleição do ex-técnico de vôlei seria uma oportunidade de o Novo mostrar ao país seu modelo de gestão.

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Luciano Huck e João Doria seriam os nomes do Novo para a Presidência?

Moisés Jardim: Huck e Doria não passam de especulações.Foto: Reprodução/Facebook

Moisés Jardim também comentou sobre especulações entorno de dois nomes que poderiam vir a se filiar ao Novo para concorrer à Presidência: o do apresentador de televisão Luciano Huck e o do prefeito de São Paulo, João Doria (hoje no PSDB).

“Luciano Huck de fato conheceu as propostas do partido, mas em nenhum momento houve contato para ele ser um possível candidato à Presidência. Ele nem é filiado ao Novo”, afirmou Jardim. Segundo o presidente da sigla, essa possibilidade nem mesmo foi avaliada internamente.

Segundo Jardim, a situação de Doria é semelhante: é pura especulação. Nos bastidores da política, circulou a informação de que, se Doria não conseguir viabilizar sua candidatura ao Planalto pelo PSDB, pode trocar de partido. E o Novo apareceu como uma possibilidade, inclusive pelo alinhamento ideológico entre o prefeito e a sigla, que é liberal. “Não existe hoje em dia essa possibilidade [de Doria ser candidato pelo Novo]”, disse Jardim.

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Então o Novo não terá candidato à Presidência?

O presidente do Novo afirma que, porém, o partido lançará candidato a presidente em 2018. E a possibilidade mais concreta é de que o nome venha a ser o do ex-presidente da legenda, João Amoêdo – engenheiro e profissional do mercado financeiro que foi um dos fundadores da sigla.

O partido atualmente também trabalha com a possibilidade de ter candidatos aos governos de outras quatro unidades da federação, além do Rio de Janeiro: São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. E outra meta do Novo é eleger pela primeira vez uma bancada para a Câmara dos Deputados.

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O que defende o Novo

O Novo conseguiu seu registro na Justiça Eleitoral em 2015. O partido é liberal: defende um Estado mais enxuto e menos impostos. É formado principalmente por profissionais do mercado financeiro, empresários e profissionais liberais.

Empunha a bandeira da renovação da política com uma diretriz contrária ao carreirismo na política. O estatuto da sigla proíbe que qualquer eleito concorra a uma segunda reeleição ao mesmo cargo. O partido também se recusa a usar recursos do Fundo Partidário, embora tenha direito. Entende que siglas políticas não podem ser financiadas com dinheiro público.

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