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Gisele Bïunchen enquadrou o presidente Michel Temer pelo Twitter: ela pede o veto às MPs que diminuem as áreas protegidas da Amazônia | Reprodução/Instagram
Gisele Bïunchen enquadrou o presidente Michel Temer pelo Twitter: ela pede o veto às MPs que diminuem as áreas protegidas da Amazônia| Foto: Reprodução/Instagram

A modelo Gisele Bündchen usou seu Twitter para enquadrar o presidente Michel Temer (PMDB). A modelo pediu a Temer que vetasse os projetos que vão reduzir as áreas protegidas da Amazônia. Na segunda (12), veio o primeiro recado: “Michel Temer, veto as propostas que ameaçariam 600k de hectares de área protegida na Amazônia brasileira”. Na terça (13), quando ela desembarcou no Brasil, postou outro: “É nosso trabalho proteger nossa Mãe Terra. Michel Temer, diga NÃO para reduzir a proteção na Amazônia!”.

O interesse de Gisele pela causa ambiental existe há tempos - ela, inclusive, é Embaixadora da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Mas, afinal, quais são esses projetos que motivaram a bronca da modelo?

A razão do puxão de orelha são as medidas provisórias (MPs) 756/2016 e 758/2016, que alteram os limites dos parques nacionais do Rio Novo e do Jamanxim, da Floresta Nacional do Jamanxim e criam as áreas de Proteção Ambiental do Jamanxim e do Tapajós, todos no oeste do Pará. Juntas, elas liberam 597 mil hectares da Amazônia para atividades econômica – o que equivale a quatro municípios do tamanho de São Paulo.

As MPs foram editadas em dezembro de 2016, pelo próprio presidente Temer. Neste ano, as duas medidas tramitaram no Congresso – passaram por uma Comissão Mista e os plenários da Câmara e Senado. Como foram aprovadas pelos parlamentares, os projetos seguiram para a avaliação de Temer no dia 30/05. O presidente tem até a próxima terça-feira (20) para sancionar ou vetar as MPs. Caso sejam sancionadas, elas passam a valer como lei.

Os tweets com as broncas de Gisele, também disponíveis em inglês, remetem ao site da WWF Brasil, que pede o veto integral de medidas provisórias e faz campanha para arrecadar assinaturas para que o presidente não aprove as medidas.

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