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Fórum esquerdista

O que é o Foro de São Paulo, evento em que Gleisi discursou contra o juiz Sergio Moro

Conferência reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina e Caribe para debater conjuntura política. E também serve de palanque para PT criticar condenação de Lula

  • Bruna Borges e Sérgio Luis de Deus
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A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, aproveitou o 23.º Foro de São Paulo para criticar o juiz Sergio Moro pela condenação de Luiz Inácio Lula da Silva no processo do tríplex do Guarujá (SP). “A direita reacionária e golpista não descansa. Na semana passada um juiz de primeira instância no Brasil condenou o presidente de honra do PT e ex-presidente, Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos de prisão com base em delações sem fundamento e sem provas”, disse, durante discurso de abertura. Carregado de simbolismo, o palco escolhido para Gleisi fazer a defesa do ex-presidente brasileiro não poderia ser mais apropriado.

O encontro que reúne partidos de esquerda da América Latina e Caribe até quarta-feira (19) em Manágua, capital da Nicarágua, é uma criação do próprio Lula – e do ex-ditador cubano Fidel Castro. Seus participantes não pertencem a nenhuma corrente específica, mas defendem ideias de esquerda. Se propõe a ser um fórum de debates sobre alternativas ao neoliberalismo, onde grupos e partidos apresentam experiências acerca da construção de políticas sociais.

O evento foi fundado em 1990 pelo líder petista com o objetivo de debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim. A primeira edição ocorreu na cidade de São Paulo, daí o nome dado ao encontro. Desde então, ocorre a cada um ou dois anos.

Segundo a organização, o primeiro Foro contou com a participação de 48 partidos e organizações. E foi marcado pelo intercâmbio de experiências locais, pela discussão das diferenças dos movimentos e pela busca de consenso para as ações das esquerdas na América Latina.

O Foro de São Paulo inclui partidos de esquerda da Argentina, Aruba, Barbados, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Curaçao, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Martinica, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana, Trinidade e Tobago, Uruguai e Venezuela.

Até a finalização do 23º encontro deverá ser elaborado um documento chamado “Consenso da nossa América”, que traçará projeções de um programa político comum para balizar as ações dos partidos futuramente.

Neste ano, além das homenagens aos líderes de esquerda, o Foro de São Paulo terá discursos de lideranças partidárias; encontros de mulheres, de jovens e de parlamentares; debates pautados por indígenas e afrodescendentes; oficinas de meios de comunicação, de arte e de cultura. Também está prevista uma conferência sobre o acordo de paz da Colômbia.

O encontro também fará homenagens a Fidel Castro, morto em 25 de novembro de 2016, e a Ernesto “Che” Guevara, que completa neste ano o 50º aniversário de sua morte. Outra data que será lembrada pelos integrantes do encontro é o centenário da Revolução Russa.

Em seu discurso, Gleisi afirmou que Lula está sofrendo uma perseguição pelo Judiciário e disse que sua condenação à prisão ocorreu com base em delações “sem fundamento e sem provas”. Esse deve ser o tom usado pelo PT durante o fórum.

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