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Quem será o novo presidente? Compare os nomes com mais força no Facebook

Ferramenta exclusiva desenvolvida pela Gazeta do Povo, o Ranking de Influenciadores Políticos mede potencial de 50 nomes centrais do debate político nacional nas redes sociais

 | Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Ricardo Stuckert/Instituto Lula
 
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Quatro dos principais nomes da corrida presidencial de 2018 estão na frente em uma espécie de “prévia” disputada nas redes sociais. João Doria (PSDB), Jair Bolsonaro (PSC), Alvaro Dias (PV) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão entre os dez políticos de expressão nacional que conseguem ter o maior engajamento em ferramentas como Facebook e Twitter.

De acordo com o Ranking de Influenciadores Políticos, uma ferramenta criada pela Gazeta do Povo e que traz informações sobre 50 políticos e personalidades públicas brasileiras, o prefeito de São Paulo, João Doria, é hoje o político que consegue o maior engajamento em redes sociais. Ele é seguido por Jair Bolsonaro. Na quarta colocação está o senador Alvaro Dias. Lula está na sétima colocação. Essas posições foram registradas na última quarta-feira (19) com base nos dados dos sete dias anteriores. O ranking é atualizado diariamente.

O desempenho desses quatro presidenciáveis contrasta com o de outros nomes que estão na corrida, como Marina Silva (Rede, 24ª colocada), Ciro Gomes PDT, (31º colocado), Geraldo Alckmin (PSDB, 34º colocado) e Aécio Neves (PSDB, 43º colocado).

A ferramenta leva em consideração os números das páginas no Facebook e as interações com as publicações. A plataforma apresenta um ranking semanal com os mais nomes mais influentes no período, assim como a flutuação ao longo dos últimos meses.

A pontuação é feita com base no tipo de interação. “Compartilhar vale mais do que curtir, porque aumenta o alcance da mensagem”, conta o criador da lista e consultor de projetos digitais da Gazeta do Povo, Pedro Burgos. “Comentários em posts que tem muitas reações de ‘cara brava’ tem um peso menor, já que tendem a ser de pessoas discordando do candidato”. Esses números são, então, divididos pelo número e usuários, o que vai gerar o score final. “A ideia aqui é mostrar um pouco quem tem a base mais “energizada”, disposta a defender um candidato.”

Ganho de força

O monitoramento das redes sociais é uma forma de entender parte da influência de atores políticos e as tendências que podem aparecer a partir da interação entre eles e usuários dessas redes. Essa influência pode ser um sinal importante, por exemplo, de quem está ganhando força para concorrer a uma eleição. Como explica o professor da PUCPR e especialista em opinião pública, Marcos José Zablonsky, o Facebook ainda não é capaz de ditar quem pode ou não vencer, mas se torna uma plataforma muito eficaz de exposição, o que pode ajudar a construir a imagem desses pré-candidatos. “Quem tem engajamento sai na frente, não há dúvidas disso”, aponta.

Leia: Lula mente ao dizer que vai “salvar o Brasil”, diz Doria

Não por acaso, nomes como João Doria, Lula e Jair Bolsonaro já começam um trabalho intenso para manter essa visibilidade nas redes. “Se você perceber, eles estão sempre gerando fatos, o que acaba repercutindo. Toda semana tem algo novo sobre o Doria, por exemplo”, explica o professor. “Está cheio de grupos, blogueiros e outros formadores de opinião atuando nesse sentido”.

E isso inclui até mesmo as polêmicas, já que a lógica do “fale mal, mas fale de mim” continua válida. Mesmo controverso, um político consegue se manter sob os holofotes graças aos debates, publicações e memes criados em torno de suas ações, o que aumenta seu alcance junto ao público. É o tipo de estratégia que foi muito utilizada nos Estados Unidos pelo atual presidente Donald Trump e que vem sendo replicada por aqui, como na figura do próprio Bolsonaro. “O eleitor médio é muito superficial e a profundidade do debate no Facebook é baixa, então a primeira impressão é a que vai ficar”, pontua Zablonsky.

Ao mesmo tempo, o Facebook pode revelar candidatos que, em um primeiro momento, parecia não estar sendo cogitados para a corrida presidencial. Dependendo de como um determinado ator político construir sua imagem junto ao público ao longo dos próximos meses, ele pode se fortalecer e conseguir uma candidatura que não era prevista inicialmente. Da mesma forma, alguém pode simplesmente ser “derrubado” por fala de engajamento nas redes.

Capital político

Assim, o engajamento funciona como um termômetro para os próprios partidos definirem suas apostas. Mantendo essa visibilidade, o político tem mais chances de aparecer em uma pesquisa e pode confirmar sua pretensão ou mesmo conquistar espaço dentro da própria legenda.

Ainda assim, essas tendências não são absolutas. Apesar da importância do Facebook para o as próximas eleições, ainda há um grande número de pessoas fora da rede social. Segundo a empresa, são 92 milhões de usuários acessando o serviço todos os meses no país — cerca de 45% da população brasileira. E os outros 55% podem revelar um resultado completamente oposto nas urnas.

Essa diferença acaba sendo bastante positiva para aqueles candidatos com menor nível de engajamento, já que eles têm um capital político maior do que os novatos. “Marina Silva e Ciro Gomes são nomes que o público conhece. São políticos com menos participação nas redes, mas com uma lembrança de marca maior”, explica o professor. Por isso, ele destaca que o maior desafio de candidatos com uma história mais recente é se fazer conhecido para pessoas fora das redes sociais.

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