Terça-feira, 09/02/2010
Empresas conferem informações sobre candidatos a empregos na internet. Por isso, é bom tomar cuidado com o que cai na rede
22/07/2009 | 00:08 | Felipe LauferA prática de “googar” o nome dos candidatos e checar informações sobre eles na internet é cada vez mais comum entre as empresas, conta a consultora de Recrutamento e Seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Carolina Guedes. “É mais uma ferramenta de informação, mais uma forma de saber com que tipo de cultura o candidato se identifica, o meio em que ele está envolvido”, avisa Carolina.
Se por um lado a internet é capaz de destruir reputações, por outro ela pode ser usada para construir uma imagem positiva das pessoas. Na rede, é possível fazer com que as pessoas vejam você exatamente como você quer. O segredo está em saber aproveitar as oportunidades.
Carolina Guedes, consultora da Ricardo Xavier Recursos Humanos, e Michele Gelinski, da Chess Human Resources, contam que redes sociais como o Linked In e o Via6 são bastante usadas tanto por profissionais interessados em buscar vagas como por empresas, para encontrar estes profissionais.
“O Linked In é uma ferramenta de divulgação muito boa, para fazer o famoso networking. Você tem contato com pessoas da sua área, de empresas concorrentes e de diversos segmentos, e isso denota também que a pessoa está antenada. Já passa uma boa impressão”, diz Carolina.
A ideia, então, é fazer da rede social uma ferramenta para o candidato divulgar seu currículo, suas habilidades e áreas de interesse. Da mesma maneira, criar um blog com assuntos relacionados à sua área de atuação pode mostrar interesse e conhecimento que podem ser diferenciais bastante positivos em uma seleção.
Nesse momento, alerta Carolina, da Ricardo Xavier, é importante prestar atenção não só ao conteúdo, mas também à forma. “As pessoas também precisam ter uma linguagem impecável. Os erros de português acabam com a imagem do candidato, assim como no currículo.” (FL)
Um caso clássico são as comunidades do Orkut. Aderir a elas pode até ser divertido, mas talvez seu futuro chefe não queira vê-lo na “Trabalho de ressaca” ou “Meu chefe é um saco”. Da mesma forma, é preciso pensar duas vezes antes de espalhar pelo serviço de microblog Twitter o quão preguiçoso, enrolado, bêbado ou mal humorado você costuma ser no escritório. “Isso tudo pode virar contra você. O profissional tem que verificar essas coisas na internet para não deixar vestígios que denigram a sua imagem”, recomenda a consultora e sócia da Chess Human Resources, Michele Carvalho Gelinski.
Imagens
Outro ponto sensível são as imagens postadas em blogs, fotologs e álbuns de redes sociais. “Uma profissional pode ser muito séria no trabalho, e no álbum dela vai ter fotos numa postura mais ‘sexy’. Isso vai passar uma imagem que muitas vezes não é a ideal”, diz Michele. E engana-se quem pensa que basta proteger seu perfil, tornando-o acessível “só para os amigos”, para que sua privacidade esteja sã e salva.
“O Orkut contém falhas de segurança. Existem vários códigos disponíveis na internet para que pessoas que queiram ver álbuns bloqueados colem na barra de endereço dos seus browsers [navegadores] e vejam as fotos. Outra coisa que funciona é um amigo passar para um desconhecido o link direto de uma fotografia. Até mesmo uma pessoa que não tenha conta no Orkut consegue acessar uma imagem”, alerta o analista de sistemas João Cláudio Mussi de Albuquerque.
Ele explica ainda que a pessoa pode até tentar “limpar” o seu histórico, mas o esforço terá sido em vão se alguma outra pessoa tiver apenas executado um “screenshot” da tela do computador (basta usar o botão Print Screen do teclado e colar a imagem da tela num editor de imagens ou de texto).
Ney repetirá seu feito de 2008?
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