Um ano-novo bom à beça pra você, caro leitor

Um ano-novo bom à beça pra você, caro leitor Foto: Getty Imagens

Dois mil e dezessete dá seus últimos suspiros. Ele morrerá em poucas horas. A esperança, não. Ela permanece vivinha da Silva em nossos corações porque há que ser assim. Como disse Mario Quintana, lá no décimo-segundo andar do ano vive uma louca chamada esperança e ela pensa que quando todas as buzinas todos os tambores todos os reco-recos tocarem: Ó delicioso voo! Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada outra vez criança. E em torno dela indagará o povo: Como é o teu nome, meninazinha de olhos verdes? E ela lhes dirá (é preciso dizer-lhes tudo de novo). Ela lhes dirá bem alto, para que não se esqueçam – O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA… Assim é a nossa vida, um renascer constante da esperança após cada ano vivido. Obrigado a todos que me acompanharam neste ano, inclusive aos leitores sempre críticos – incluídos aqueles que exercem esse direito de maneira grosseira e ofensiva, abrindo mão da civilidade. Espero que 2018 seja um ano bom à beça (com o perdão do trocadilho) para todos, sem distinção. E conto com vocês novamente a partir de amanhã.