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Rodrigo Constantino
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2 anos de uma data histórica: a manifestação pelo impeachment de Dilma Rousseff

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Por Adolfo Sachsida, publicado pelo Instituto Liberal

Ontem comemoramos os dois anos do 15 de março de 2015. Aquele dia marcou o início das grandes manifestações populares que levariam ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Nunca na história de nosso país houve um movimento como aquele. Nenhum sindicato, nenhum partido político, nenhuma entidade de classe, nenhum órgão de imprensa, nenhuma ala de movimentos religiosos, nenhuma entidade empresarial, nenhum deles deu qualquer apoio ao movimento. O 15 de março de 2015 foi feito única e exclusivamente por pessoas comuns, sem laços comuns a não ser a revolta contra a roubalheira e incompetência generalizada que tomava conta do país.

A grande mídia não apoiou. A OAB não apoiou, a FIESP não apoiou, a FEBRABAN não apoiou, o CNA não apoiou. Os grandes grupos da sociedade civil não apoiaram. Quem apoiou foi o povo. Foram indivíduos organizados em grupos de Whatsapp e Facebook que promoveram as maiores manifestações da história do Brasil.

Na manifestação do 15 de março de 2015 eu era o coordenador do Movimento Brasil Livre no Distrito Federal. Nós fazíamos tudo sozinhos, pondo dinheiro do nosso bolso para preparar cartazes, e preparar uma infra-estrutura mínima para a manifestação. Fui eu quem tive a honra e o orgulho de assinar a requisição que informava ao governo do Distrito Federal sobre nossa manifestação (uma exigência legal).

Naquela manhã do dia 15 de março de 2015 eu fui para a esplanada dos ministérios em Brasília, local onde seria a concentração do movimento. Na minha cabeça havia uma firme convicção de que estávamos lutando ao lado dos bons, ao lado da dignidade e moralidade. Quantas pessoas se reuniriam ali eu não sabia, mas torcia, acreditava no nosso povo. Nas semanas que antecederam esse 15 de março várias foram as dúvidas, várias foram as piadas que tive que aguentar. Os “donos do poder” tripudiavam de nosso esforço. Naquela manhã minha mente e meu corpo estavam tranquilos, sensação de dever cumprido. O que nos esperava a frente eu não sabia, mas sabia que lutávamos ao lado dos bons, e isso sempre faz diferença. Quando voltei pra casa da manifestação gravei um vídeo, você pode assisti-lo clicando aqui. No final daquele dia a imprensa estava perplexa, ninguém acreditava que pessoas simples, sem recursos, agindo isoladamente ou em pequenos grupos, fossem capazes de coordenar um movimento nacional daquele vulto. Nós fizemos história.

Nesses dois anos desse dia histórico, fica aqui registrado um dos momentos mais sublimes de nossa história. Pela primeira vez o povo, sem o apoio de ninguém mais, por sua própria força e determinação mudou a história de nosso pais. Que a nossa história se lembre sempre desse dia, e que faça justiça: foi o cidadão comum, o pai de família, a mãe, a avó, a criança, o casal de namorados, enfim foi uma pessoa comum junto com milhares de outras pessoas comuns que livraram o Brasil de um período negro de nossa história. Um indivíduo sempre pode fazer a diferença. Se voce quiser assistir a um vídeo contando a história desse período clique aqui.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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