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Rodrigo Constantino

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Adolescentes transexuais no SUS

Deu no GLOBO: Brasil faz duas cirurgias de mudança de sexo a cada dia

Em meio à polêmica sobre a redução da idade mínima para a cirurgia de troca de sexo, um levantamento obtido pelo GLOBO mostra que transexuais brasileiros recorrem cada vez mais a esse tipo de procedimento na rede pública de saúde. Nos últimos cinco anos, o número de operações de mudança de gênero cresceu de forma constante e, atualmente, são realizadas duas cirurgias por dia no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, desde agosto de 2008, quando a cirurgia começou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foram realizados 2.714 atendimentos hospitalares e ambulatoriais para o processo de mudança do sexo masculino para o feminino. No período, o governo gastou R$ 314 mil.

Em 2009, foram realizados 501 procedimentos de mudança de sexo, número que cresceu para 510, em 2010, e para 706, em 2011. No ano passado foram realizados 896. Até o momento, o país não realiza cirurgias de mudança do sexo feminino para o masculino. Na quarta-feira, o Ministério da Saúde havia publicado uma portaria que autorizava a operação e alterava a idade mínima do procedimento de 21 para 18 anos. Por ordem do Palácio do Planalto, contudo, a portaria foi suspensa no mesmo dia.

Não quero, aqui, entrar na questão da cirurgia em si, do sofrimento de quem não se identifica com o próprio corpo e com o gênero que nasceu. Mas gostaria de dar meus dois cents sobre a questão da idade. A revolução cultural em curso, liderada pelos “progressistas”, pretende transformar a sexualidade em algo cada vez mais precoce na vida das pessoas. Ao mesmo tempo, verdadeiros marmanjos são tratados como crianças indefesas quando praticam crimes e atos terríveis.

É uma visão bizarra das coisas. Um adolescente, segundo esses “progressistas”, deve gozar de ampla “liberdade” no quesito sexo, até mesmo para mutilar seu órgão sexual, mas se ele colocar uma bala na cabeça de uma vítima inocente, passa a ser visto como a vítima em si, e o crime é culpa da “sociedade”. Que mundo um pensamento desses pode criar?

Alguns podem pensar que pessoas como o deputado Jean Wyllys lutam apenas pelos direitos dos gays e transexuais. Falso. Sugiro que passem o olho em alguns projetos de lei de sua autoria. Esse, por exemplo. O resumo: qualquer um que simplesmente “sente” que está no corpo errado, ou seja, que gostaria de ter outro gênero, pode mudar todos os registros, inclusive apagando qualquer histórico, e se desejar pode fazer cirurgia de mudança de sexo pelo SUS, paga com nossos impostos.

Se for menor de idade, precisa pedir autorização aos pais. Mas atentai: se ainda assim o adolescente quiser e os pais não deixarem, ele pode recorrer à assistência da Defensoria Pública, onde burocratas ungidos do estado usurparão o direito dos pais de não deixarem seu filho de 13 anos cortar o pênis fora porque “sente” que talvez devesse ser menina. Aqui está:

§1° Quando, por qualquer razão, seja negado ou não seja possível obter o consentimento de

algum/a dos/as representante/s do Adolescente, ele poderá recorrer ele poderá recorrer (sic) a

assistência da Defensoria Pública para autorização judicial, mediante procedimento

sumaríssimo que deve levar em consideração os princípios de capacidade progressiva e 

interesse superior da criança.

Busquem conhecer melhor a agenda desse movimento. Isso é fundamental para que não sejam vítimas dos oportunistas, para que não sejam inocentes úteis de gente com interesses bem estranhos. Liberdade não é libertinagem, e uma sociedade não se sustenta sem certos valores morais. Não nego, enquanto liberal, o direito de um adulto pagar de seu próprio bolso por uma cirurgia que altere seu sexo. Mas fazer isso com adolescentes, usando recursos públicos, e até mesmo à revelia dos pais? Isso é assustador!

O que essa turma deseja, aparentemente, é destruir valores importantes da civilização ocidental, calcada no núcleo familiar, o maior obstáculo ao autoritarismo estatal. Não está convencido ainda? Então explica: por que um “homoafetivo” como Jean Wyllys abraça simultaneamente à causa “gayzista” as bandeiras do socialismo (que sempre perseguiu os gays) e até mesmo, pasmem!, do islamismo, que costuma enforcar os mais afeminados?

Eu arrisco uma resposta: todos eles têm, como denominador comum, o ódio ao capitalismo ocidental, calcado em certos valores morais, na tradição e na família. Eles querem subverter tais valores para, com isso, abrir o caminho para o avanço totalitário do estado.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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